sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Correio dos Comunicados Políticos - PAN Aveiro contra obras no Jardim do Rossio



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Ontem, 10 de Outubro de 2019, a Assembleia Municipal de Aveiro reuniu para a discussão e votação do lançamento do concurso público para a requalificação do Jardim do Rossio, que contempla a realização de um parque automóvel subterrâneo, tendo a mesma sido aprovada pela maioria CDS/PSD, apesar do evidente sinal de discordância da população, que ontem, mais uma vez, se fez ouvir. 
O PAN manteve a sua posição de sempre e votou contra esta obra, que constitui uma grave contradição quando a confrontamos com as directivas europeias que recomendam o investimento na mobilidade suave e em redes sustentáveis de transportes colectivos, com o objectivo de retirar os automóveis dos centros das cidades. A redução de CO2 está entre as medidas mais significativas de um compromisso sério para a sustentabilidade ambiental das cidades. Esconder os carros é um acto de ilusionismo que não permite reduzir o total de quilómetros percorridos em áreas congestionadas. As ruas João Mendonça, dos Galitos, do Batalhão de Caçadores e a Avenida Dr. Lourenço Peixinho continuarão a ter circulação automóvel e acreditamos que irá mesmo aumentar. A falácia das viaturas escondidas, repetida várias vezes e dita com o arrebatamento partidário, quase que parece sensata. Mas não é. 
A decisão sobre este tipo de projectos, em virtude do impacto social e económico que produzem, devia ser determinada por um desígnio comum que buscasse o melhor para a nossa cidade e para as nossas vidas. Era importante que estivesse associada a uma visão coerente sobre o que realmente pretendemos projectar para o futuro de Aveiro. Contudo, na história recente da gestão autárquica aveirense, temos constatado que estas grandes iniciativas emergem sem nexo e se apresentam sempre revestidas de uma incompreensível ausência de reflexão.
Cada Executivo surge com uma empreitada salomónica sem que se vislumbre nenhuma ligação identitária com o território e com as suas gentes. Entendemos que o Parque de Estacionamento no Rossio é um equívoco do calibre do Estádio Municipal, ou da ponte que se cogitou construir no canal central, surgindo como mais um impetuoso gesto de governação impositiva que destruirá o nosso Jardim do Rossio. 
A responsabilidade política deste equívoco incide no Senhor Presidente da Câmara, que habilmente soube conduzir um processo ilusório e muito pouco democrático e converter os mais cépticos da bancada da maioria, mas também para todos os que, ontem, ousaram votar a favor desta proposta. 



Grupo Municipal do PAN -Pessoas-Animais-Natureza de Aveiro
11/10/2019

Correio dos Comunicados Políticos - Agradecimento Público a Todos os que deram a Vitória ao PS


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No passado Domingo, dia 6 de outubro, o Distrito de Aveiro foi palco, em todo Portugal continental, do maior aumento de votantes no Partido Socialista. E não foi só o PS que cresceu, foi também a restante Esquerda - dos dezasseis deputados eleitos pelo Círculo Eleitoral de Aveiro, sete foram eleitos pelo PS e dois pelo Bloco de Esquerda. Mais, neste cenário, o Concelho de Ovar foi um território decisivo para a Vitória socialista, sendo o terceiro Concelho do Distrito (de um total de dezanove) em que mais eleitores votaram PS.
Quer isto dizer que a Esquerda ganhou num distrito historicamente “conservador e à direita”. Um feito histórico que marca claramente a mudança de um pensamento: de uma sociedade assente com base na competição, em que a procura do desenvolvimento pontual leva à exclusão da maioria, para uma sociedade de base na cooperação, em que os problemas dos outros são também os nossos problemas.
Com o resultado obtido, numa Europa de encruzilhadas e onde se começam a esboçar cenários de desaceleramento económico, Ovar deu não só o seu contributo para a criação de um clima de confiança económica e de estabilidade política, mas também a latitude para dar força e a legitimidade necessárias para a realização de reformas estruturais ao desenvolvimento do País, da Região de Aveiro e da melhoria do nível de vida das nossas populações para a criação de uma sociedade mais justa e solidária.
Ovar deu um Voto Confiança face à governação que foi sendo realizada pelo Governo PS nos últimos 4 anos.
Ovar deu também um Voto de Protesto, evidenciando o descontentamento geral da população e sancionando o Executivo Camarários com um cartão vermelho.
Foi duro, mas a população de Ovar mostrou um grande sentido de responsabilidade.
Aos restantes Partidos, os nossos parabéns. Foi uma campanha limpa, honesta e que dignifica a nossa Democracia.
Obrigado a todos que acreditaram, que estiveram presentes e que confiaram em nós e no nosso trabalho.

Ovar, 9 de outubro de 2019
Pelo Candidato do Concelho de Ovar
a deputado pelo PS à Assembleia da República,
Martim Guimarães da Costa




Correio dos Comunicados Políticos - Fernando Almeida (deputado da Assembleia Municipal de Ovar eleito pelo CDS-PP) propôs novas estratégias a Salvador Malheiro

Hoje, reuni na Câmara Municipal de Ovar com o Sr. Presidente Salvador Malheiro com o intuito de apresentar sugestões para o orçamento da Câmara Municipal para 2020.
Como gosto de dar a conhecer as minhas acções enquanto autarca, deixo-vos aqui as principais propostas que apresentei:

- Construção de uma rotunda junto ao cruzamento da Pousada da Juventude.

- Reabilitação das fontes.

- Reabilitação das Capelas dos Passos e dinamização do período quaresmal.

- Abertura de um posto de turismo em Esmoriz.

- Eletrificação da praia de Maceda.

Obviamente que teria mais propostas a fazer, mas não sou eu que governo a Camara e procurei apresentar apenas algumas propostas exequíveis para que possam ser bem acolhidas.
Foi uma reunião profícua em que debatemos ideias sobre o nosso Município e é justo realçar a simpatia e receptividade do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Ovar.
Mais importante que liderar a oposição, é saber fazer oposição. Sendo crítico quando é necessário, mas também dando contributos de forma construtiva quando surge a oportunidade de o fazer. Ovar merece!


Fernando Almeida





Câmara Municipal de Ovar promoverá novas intervenções

A Câmara Municipal de Ovar vai avançar com um procedimento concursal que irá ditar a beneficiação das Travessas Dr. Garcia do Brito e do Forno da Telha, sitas no lugar do Campo Grande. Nos últimos anos, a autarquia tem apostado em reabilitar algumas ruas na área nascente da freguesia de Esmoriz.
Ainda não foi divulgado o montante que poderá vir a ser investido nas empreitadas em questão.




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Imagem meramente exemplificativa da autoria de Bruna Ximenes (2017) in Research Gate.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Felipe Silva falou um pouco do XX Festival de Teatro de Esmoriz

Desde Março de 2019, o Grupo de Teatro Renascer tem vindo a contar com uma colaboração activa e permanente de Felipe Silva, jovem actor e encenador brasileiro. Hoje de manhã, Felipe esteve presente na Rádio Voz de Esmoriz, no programa "Correntes e Marés" conduzido por José Carlos Macedo. Aí o artista falou um pouco do XX Festival de Teatro de Esmoriz que irá estrear-se no próximo sábado à noite, dia 19 de Outubro, e que irá prolongar-se até inícios de Dezembro.
O actor começou por recordar o início da sua carreira no Brasil, onde rapidamente demonstraria o gosto de representar, tendo ainda feito um curso e frequentado várias aulas e sessões.
No decurso desta década (2010-2019/20), Felipe Silva tem recebido, quase todos os anos, convites para actuar em Portugal. Ainda se recorda da primeira peça que estreou no nosso país, denominada "Cordel" que consistia numa homenagem inédita à literatura e poesia populares, facetas culturais espontâneas das camadas populares. Nos últimos tempos, o actor tem residido em Esmoriz, terra onde foi bem acolhido e à qual tenciona prestar um óptimo serviço através dos seus espectáculos.
Relativamente ao rumo estratégico seguido pelo Grupo de Teatro Renascer, Felipe Silva deixou vários elogios à aposta que é feita na juventude e que é essencial para a revitalização da colectividade bem como para a formação intelectual das crianças. 
No que diz respeito ao XX Festival de Teatro de Esmoriz, Felipe Silva reconhece o empenho incansável de todos os elementos do Grupo de Teatro Renascer para que este mega-evento cultural continue na senda do sucesso, cimentando o seu prestígio que já se vislumbra a nível nacional. São várias as noites recheadas de muito trabalho e preparação para que tudo corra de forma perfeita. Por outro lado, utilizou a palavra "pluralidade" de forma a descrever este festival, realçando que iremos ter grupos de teatro profissionais e amadores, bem como várias tipologias de espectáculos (comédias, dramas, musicais, teatro de revista, stand ups, cafés-concerto, etc).
A abertura do festival acontece já neste sábado à noite (21:30), no auditório do antigo quartel dos Bombeiros Voluntários de Esmoriz (na extremidade poente do lugar dos Castanheiros), com a estreia do musical "Rapunzel" por parte do Grupo de Teatro Renascer, onde também estará presente a actriz Luísa Ortigoso que participou em várias séries e telenovelas da RTP.
Rapunzel é o nome de uma princesa que seria protagonista central de um conto, criado em 1815 pelos Irmãos Grimm e que mais tarde seria aproveitado pela Walt Disney. Embora respeitando os direitos da Walt Disney (que assentiu a realização deste espectáculo), o Renascer moldou de forma original a encenação da peça, ensaiou um musical e agora vai apresentar os resultados em palco. Felipe Silva que participa na encenação no musical assegura que estará em palco um elenco de 13 jovens actores e 40 figurinos, além de que serão proporcionados 10 cenários. Aliás, Felipe relata "que vai acontecer muita coisa durante o espectáculo". A plateia será convidada a recordar vários momentos belos da sua infância ou juventude, sendo que a música, o canto e a dança estarão bem presentes. Será um musical de grande envergadura, onde também haverá movimento, sincronização e muita sensibilidade.
Neste momento, restam cerca de 35 bilhetes para a noite de abertura do XX Festival de Teatro de Esmoriz, pelo que cerca de 200 já estão reservados. Se estiver interessado deverá entrar em contacto com o Grupo de Teatro Renascer através de mensagem privada  para a seguinte página: https://www.facebook.com/GTeatroRenascer/.





Imagem nº 1 - Felipe Silva esteve hoje de manhã na Rádio Voz de Esmoriz de forma a falar um pouco do XX Festival de Teatro de Esmoriz, organizado pelo Grupo de Teatro Renascer. 
Felipe Silva é ainda responsável pela Companhia Teatral Proscénio, grupo profissional, que tem apresentado alguns espectáculos pelo país inteiro, procurando a descentralização cultural (isto é, fazer chegar o teatro a todas as regiões). 

Centro Comunitário de Esmoriz recebe prémio

O Centro Comunitário de Esmoriz e a Fundação Padre Manuel Pinho e Irmã (entidade oriunda de Valega) foram distinguidos com o Prémio BPI Sénior Fundação "La Caixa" para desenvolverem durante 12 meses o denominado Projecto 4 Em Linha EnvelheSER em Casa.
Ambas as associações deverão implementar dinâmicas que favoreçam um envelhecimento em casa com maior segurança e comodidade. O projecto deverá chegar até 60 idosos (com mais de 65 anos de idade!) das freguesias de Esmoriz e Válega, viabilizando um acompanhamento mais activo.
Ambas as entidades receberam um prémio de mais de 45 mil euros, o qual servirá então para financiar a nova estratégia social.
Altos dirigentes do Centro Comunitário de Esmoriz estiveram em Lisboa de forma a receber o prémio e a abraçar mais um novo desafio que alargará ainda mais a amplitude da sua actuação.







terça-feira, 15 de outubro de 2019

Nota de Imprensa - Lista H já entregou candidatura

A Lista H, lista candidata à Associação de Estudantes da Escola Secundária de Esmoriz, entregou a sua candidatura a estas eleições na passada terça-feira, juntamente com cerca de duas dezenas de alunos que apoiam este projecto, que promete, em caso de vitória, "intervir de uma forma nunca antes vista no ambiente escolar, de modo a incluir todos e proporcionar um maior conforto aos jovens alunos que são o futuro da nossa região."
Este grupo de jovens, encabeçado por João Lino, tem cinco bandeiras que promete defender "enquanto existirem forças":

1. Aproximar os alunos da Associação de Estudantes da Escola Secundária de Esmoriz;
2. Legalizar a Associação de Estudantes de forma a beneficiar de apoios estaduais assim como de um maior reconhecimento local, visto que esta ainda não é legal, e ter passado tantos anos nesta situação;
3. Pressionar as entidades competentes para a necessidade de requalificação da Escola Secundária de Esmoriz, situação esta que já chegou a ser auscultada em Assembleia da República;
4. Credibilizar a Associação de Estudantes na sociedade local, com a colaboração com outras colectividades esmorizenses e privados;
5. Mostrar a importância das escolas e dos alunos à comunidade local assim como as desvantagens do êxodo para outras escolas na periféricas.

Está a ser também divulgado nas redes sociais da lista o programa eleitoral entregue, com vinte e oito medidas com base nestas bandeiras.




Sessões Formativas de Cinema terão lugar em Esmoriz

Katrijn Lont é uma cineasta holandesa que tem um carinho especial por Esmoriz, sendo que já reside no nosso país há alguns anos. Com uma sensibilidade natural para a cultura e para o surf, Katrijn é ainda cineasta de vocação, e pretende agora realizar uma oficina de cinema, inteiramente gratuita, que se destina a crianças entre os 6 e os 14 anos de idade. 
As sessões de cinema decorrerão às quintas-feiras, entre as 18:00 e as 19:30, iniciando-se em Outubro e cessando em Dezembro. No final, será produzida uma metragem, a qual será apresentada publicamente diante de familiares (das crianças participantes), amigos e cidadãos em geral.
Ao longo da formação, as crianças irão participar nas gravações, assimilando ainda vários conhecimentos sobre as etapas de construção de um filme (contextos, argumento da produção, tratamento de imagem e do som, diálogos e narrativas, etc).  
As inscrições para as sessões de cinema são gratuitas!
Esta iniciativa é ainda apoiada pelo Imaginar do Gigante e pela Junta de Freguesia de Esmoriz.
Caso tenha em casa um jovem com talento para a representação (com a idade em cima compreendida), poderá inscrevê-lo a partir de um dos seguintes meios: imaginardogigante@gmail.com ou 96 231 7717.




Centro Comunitário de Esmoriz com campanha de sensibilização inédita

Através de uma parceria firmada com a Delta Cafés, o Centro Comunitário de Esmoriz lançou 8 séries de ilustrações acompanhadas de mensagens saudáveis em pacotes de açúcar que se enquadrarão no âmbito do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza que se celebra anualmente a 17 de Outubro. 
À semelhança de anos anteriores, o Centro Comunitário de Esmoriz tem insistido em assinalar esta efeméride, sendo que, desta feita, promoveu uma campanha original e que granjeará uma maior visibilidade. Se estiver a tomar o seu café num estabelecimento da região poderá ser surpreendido com mensagens e desenhos que estimulam os princípios de solidariedade, fraternidade e partilha perante as classes sociais mais desfavorecidas.
As ilustrações foram da autoria de Bruno Gaspar que colaborou assim neste projecto.
A pobreza é um drama real que não pode ser ignorado e que exige assim uma atenção redobrada por parte da sociedade. O altruísmo deve ser incentivado porque os outros que passam fome merecem ser ajudados.




domingo, 13 de outubro de 2019

Esmoriz Ginásio Clube encerra Pré-Época de grande nível com mais um troféu

Após ter já conquistado os Torneios das Termas e das Nozes, eis que o Esmoriz Ginásio Clube voltou a conquistar um novo troféu de pré-época: o Torneio da Barrinha. 
Nas meias-finais, a turma orientada por Bruno Lima começou por vencer, de forma concludente, o Castelo da Maia por 3-0 em sets (parciais de 25-21, 25-22, 30-28). Na final, o Esmoriz Ginásio Clube defrontaria o SC Espinho, tendo triunfado, neste domingo, por 3-2 em sets (parciais de 26-28, 25-23, 25-16, 23-25, 15-11).
Foram ainda apresentados todos os atletas que representarão, nos mais diversos escalões, o clube na temporada que está prestes a começar oficialmente.
Ao nível dos seniores masculinos, o Esmoriz Ginásio Clube esteve em grande nos torneios de pré-época, tendo conseguido várias vitórias contra equipas que vão estar também na I Divisão do Voleibol Nacional. É certo que estes jogos são apenas de preparação, mas os sinais parecem ser motivadores.
Dentro deste contexto, o Esmoriz Ginásio Clube pode voltar a ambicionar uma das seis ou sete primeiras posições do Campeonato Honda.



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Imagem meramente exemplificativa retirada de: https://nogueirense.com.br/

Novo empate no Estádio da Barrinha

O Sporting Clube de Esmoriz voltou a repetir o resultado a meio da semana com o Gafanha no jogo agora realizado com o Alba. A turma da Barrinha empatou novamente 2-2. Este foi um jogo onde o adversário ofereceu uma grande réplica. O Alba esteve mesmo a ganhar 2-1 até aos descontos. Pela equipa do Alba, a estrela da partida foi o guineense Lane Nhaga que bisou na partida. Pela equipa da Barrinha, marcaram Jean Paul e Rubinho (este então já nos descontos).
Ao fim de seis jornadas, a equipa orientada por Miguel Correia soma 9 pontos, achando-se na sétima posição. Contudo, a série imparável do Ovarense (que venceu os primeiros 6 jogos) parece tornar o sonho dos esmorizenses, em torno de uma eventual candidatura à promoção, numa miragem. É claro que ainda falta muito campeonato, mas a verdade é que a diferença já é clara.
O Sporting Clube de Esmoriz vai, na próxima jornada, ao reduto do JD Carregosense.



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Imagem meramente exemplificativa retirada do Google Imagens

sábado, 12 de outubro de 2019

A menos de dois anos das eleições autárquicas... (opinião)

Estamos a menos de dois anos das eleições autárquicas. Claro que, na política, isso é ainda muito tempo. Mas parece-nos que, neste momento, o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda são, para já, os partidos que têm melhor arrumada a casa. Socialistas e bloquistas conseguiram bons resultados no concelho de Ovar no âmbito das eleições europeias e legislativas.
Claro que as eleições autárquicas são diferentes (porque se votam mais nas pessoas que se apresentam às urnas do que propriamente nas ideologias), e todos os presidentes das respectivas juntas de freguesia e ainda da autarquia são naturalmente favoritos à reeleição. Todos eles têm certamente os seus méritos, mas penso que teremos resultados menos desequilibrados do que aqueles que tivemos em 2017. Por outras palavras, as maiorias podem não ser tão expressivas como foram em 2017, e a oposição pode ganhar lugares em todas as assembleias de freguesia e até na assembleia municipal.
Salvador Malheiro tem muita popularidade, e apesar de um bom trabalho no mandato compreendido entre 2013 e 2017,  a verdade é que neste segundo mandato o executivo perdeu algum fulgor ao nível das obras e dinâmicas empreendidas. Esperava-se mais, e no que diz respeito a Esmoriz, os factos são evidentes quando falamos de investimento municipal directo (então nas estatísticas per capita a realidade tem sido completamente confrangedora nestes anos de 2018 e 2019). Os sociais-democratas vão ter ainda pela frente uma eleição que poderá ser conturbada (ou não!) para a sua concelhia. É necessário arrumar a casa e reagrupar as hostes. Este foi um ano para esquecer para os sociais-democratas no que concerne aos sufrágios.
O Partido Socialista que, a nível local, parecia estar perdido e numa grande indefinição neste início de ano parece agora renascer das cinzas, motivado pelo alento dos resultados destas últimas eleições. É claro que tal o devem ao impacto positivo do governo de António de Costa na opinião de muitos portugueses, contudo é preciso reconhecer o empenho dos responsáveis locais (é de enaltecer aqui o papel de Martim Guimarães da Costa e de muitos jovens socialistas) que trabalharam para potenciar os resultados. O Partido Socialista sai mais forte destas eleições e espera que o contexto lhe continue a ser favorável. Contudo, falta ao partido escolher uma grande referência política que pudesse fazer frente ao actual executivo municipal. E esse é para já o principal handicap dos socialistas. Um nome sonante poderia certamente proporcionar uma disputa agradável e benéfica para a nossa democracia local.
Quanto à restante oposição, o Bloco de Esquerda é o partido que mais deu nas vistas, crescendo nas intenções de voto e consolidando-se como terceira força política no país e também no concelho de Ovar. O cenário para 2021 parece pois risonho, mas tudo dependerá da evolução dos acontecimentos e da qualidade das suas listas e dos seus programas. Aos bloquistas, falta colocarem agora um representante na Assembleia de Freguesia de Esmoriz.
A CDU deverá manter a sua influência na União de Freguesias de Ovar e na assembleia municipal de Ovar, sendo expectável um resultado estável dos comunistas que continuarão atentos a várias situações no panorama local.
Mas haverá incógnitas - no CDS-PP, não sabemos se Fernando Almeida voltará a vincular-se (tendo conta que Assunção Cristas, com a qual mantinha divergências, vai abandonar a presidência do partido, o que poderá levantar a hipótese de Fernando reassumir um papel preponderante no partido a nível concelhio) e no PAN, desconhece-se se haverá uma lista de candidatos locais. Não também está descartada a possibilidade do surgimento de listas independentes para as eleições nas freguesias e no município.
Quando chegar essa altura, uma coisa é certa - iremos tentar novamente entrevistar representantes de todos os partidos, de forma a realizar uma cobertura isenta que dê voz aos protagonistas. Queremos valorizar todo o tipo de ideias que os candidatos possam apresentar para o favorecimentos das comunidades.



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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Hospital de Ovar considerado “um farol digital” do SNS

 
Segundo aniversário do projeto HOSP (Hospital de Ovar Sem Papel) 
Hospital de Ovar considerado “um farol digital” do SNS


O presidente dos Serviços Partilhados do Sistema de Saúde (SPMS), Henrique Martins, considerou o Hospital Dr. Francisco Zagalo – Ovar “um farol digital” no contexto do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
“Quando falamos em transformação digital, não falamos apenas em pôr a funcionar ‘softwares’ ou inteligência artificial, mas sim em mudar o funcionamento de um hospital por causa do digital”, disse. “E, nesta matéria, quando falamos deste hospital, estamos perante um caso em que se tem feito muito melhor do que vai acontecendo nos outros hospitais do país”, afirmou, dando o exemplo concreto do processo pioneiro de desmaterialização de registos e processos em curso na unidade vareira. 
Henrique Martins falava à margem da sessão comemorativa do segundo aniversário do projeto HOSP (Hospital de Ovar Sem Papel), que decorreu esta quarta-feira no Salão Nobre da Santa Casa da Misericórdia de Ovar. 
Em momento de gizar a cronologia dos dois primeiros anos de introdução do HOSP, o presidente do Conselho Diretivo do Hospital Dr. Francisco Zagalo – Ovar (HFZ-Ovar), Luís Miguel Ferreira, sublinhou que “a iniciativa apresenta já muitos bons resultados, mas temos a consciência de que ainda há muito caminho a percorrer”. 
Para o responsável, “o objetivo é criar uma cultura de registos e processos reduzindo ao mínimo o recurso ao papel, que se traduz noutras formas de trabalhar e de interagir com os utentes nos diferentes serviços, num processo que tem evoluído muito positivamente, graças ao empenho dos colaboradores desta instituição neste processo de transformação digital que está em curso em toda a sociedade”. “E tudo isto vai sendo desenvolvido com enorme preocupação pela inclusão digital, quer dos nossos colaboradores, quer dos utentes do hospital”, rematou. 
O HOSP tem sido acarinhado desde a primeira hora pela Câmara Municipal de Ovar, confessou o vice-presidente Domingos Silva, que vê “com bons olhos” o seu desenvolvimento. “Trata-se de um projeto de grande importância para a nossa comunidade”, salientou o autarca. 
O “HOSP: Hospital de Ovar Sem Papel” é um projeto que foi lançado a 04 de outubro de 2017 - numa sessão que contou com a presença (por videoconferência) do então ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes -, visando reduzir a utilização do papel na unidade, privilegiando os registos e processos eletrónicos.

Ovar, 10 outubro de 2019
Texto enviado por uma fonte oficial do Hospital de Ovar





Henrique Martins (à esquerda) e Luís Ferreira

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Cobertura e Análise das Legislativas foi uma das apostas ganhas do blogue

Mais de três mil visualizações, entre entrevistas políticas e análises posteriores aos resultados eleitorais. Se adicionarmos ainda os comunicados políticos publicados, essa estatística sobe ainda mais.
O nosso blogue continua na senda do crescimento da qualidade informativa. Queremos ser, cada vez mais, uma referência informativa no distrito. São já oito anos de amadurecimento, imunes a pressões exteriores. O blogue é o espelho dum limbo jornalístico cada vez mais raro de se encontrar.
Claro que há sempre quem desvalorize este nosso trabalho, e essas pessoas têm o direito de colocar todo o tipo de defeitos ao(s) autor(es) deste blogue, mas a verdade é que não deixamos de trabalhar e de fazer voluntariado em prol da nossa terra.
Ouvimos todas as versões, e se hoje temos pessoas bem posicionadas e respeitadas da política nacional a responderem a questionários do nosso blogue (sem saberem quem é o Cusco, o qual se identifica com a imagem de um cãozinho simpático), é sinal de que o nosso trabalho nesta página já é visto como bastante credível e sério. E isso é algo que muito nos honra.
Agradecemos aos leitores que depositam a confiança no nosso projecto espontâneo e autónomo bem como todos aqueles que aceitaram os desafios das nossas entrevistas, ajudando a prestigiar ainda mais o nosso serviço de utilidade pública.
Da nossa parte, a missão continua.



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Foto retirada da Página SIC Notícias

Câmara Oculta XLIX

Em Esmoriz, chamam-lhes namoradeiras. 
Porque ali se namora o pôr-do-sol!
Porque ali se namoram as ondas do mar!
Porque ali se namora o areal!
Porque ali se namora a brisa!
Porque ali se namora um povo virtuoso!

Esta fotografia da autoria de Rafael Barbosa Conceição é esplêndida, e por isso, não poderíamos deixar de a partilhar.




Foto da autoria de Rafael Barbosa Conceição

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Correio do Leitor - Carlos Pais defende mudanças no sistema de votação de forma a travar a abstenção


PENSAMENTO DO DIA:

O grande vencedor das eleições em Portugal foi o Partido das abstenções. Mais uma vez! Vergonhoso!
Anda por aí muita gente a deitar foguetes para festejar os 32% dos 50% que votaram e nada se diz dos 50% de 100% que não votaram.
Olhem pelo ângulo que mais desejarem e há uma verdade a que ninguém pode fugir: Governe quem governar, será sempre uma minoria, sem culpa, adiante-se, a ditar (vem de ditadura) o que a maioria tem que fazer.
Reflexão impõe-se acima de qualquer outro valor ou festejo.
E eu pergunto: Quem tem medo do voto electrónico, exercido no conforto da casa, ou do sofá, de cada um, usando o computador, o telefone ou o tablete?
E quem tem medo do voto nas personalidades e não nas oligarquias partidárias?
O voto em Portugal, pela forma como é exercido, não passa de um voto num rebanho, cujo pastor se assume como dono das melhores ideias para o resto dos rebanhos.
Se isto é democracia, na minha reflexão eu exijo uma democracia mais séria, mais versátil e muito mais democrata. Se no Distrito de Aveiro elegemos 16 parlamentares (número estabelecido pela população residente) não me permitirem votar nas pessoas em que eu mais acredito e confio, que são 3 do BE, 5 do PSD, 1 do PC, 2 do CDS e 5 do PS, é cercear-me a vontade, a minha integridade, a minha honestidade intelectual e o meu imaleável direito de eleger quem o meu exame ditar . Mas pior que isso é eu correr o risco de eleger gente sem qualidade e capacidade e contra a minha vontade.
Será esta a razão de tanto absentismo? E a quem convém tanto abstencionismo?
E até pergunto mesmo: A quem convém esta forma de votar tão arcaica e tão cerceadora das nossas vontades?



Carlos Pais
8 de Outubro de 2019




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Imagem meramente exemplificativa retirada de: https://www.e-konomista.pt/votar-nao-precisa-numero-eleitor/

Pintura sobre palheiro esmorizense

Sandra M. Rocha é uma esmorizense das várias artes. Escreve prosa e poesia, mas também pinta. E pelo que apuramos, também gosta de se inspirar artisticamente na nossa terra. E daí a concepção desta pintura (que apesar de ser exibida originalmente a cores, foi tratada fotograficamente a preto e branco) de um palheiro, estrutura tradicional que esteve certamente presente à beira-mar em Esmoriz, pelo menos, nos últimos dois ou três séculos.
O trabalho assenta num traçado rigoroso e coerente. Vale a pena os leitores observarem com atenção. 




"O Palheiro" - Colecção 2019 "A minha Terra".
Acrílico s/tela algodão 60x70 cm
Foto a preto e branco, tela original a cores.

Aberto o período de apresentação de candidaturas

Está oficialmente aberto o período de apresentação de candidaturas para a Associação de Estudantes da Escola Secundária de Esmoriz. As listas devem ser formalizadas até ao próximo dia 14 de Outubro.
Recorde-se que, no início do actual ano lectivo, foi inaugurada uma nova sede para a Associação de Estudantes, a qual contará ainda com uma esplanada adjacente. 




Henrique Araújo cessa funções na autarquia

Sem revelar directamente os motivos, Henrique Araújo deixou o ofício de adjunto do Presidente da Câmara Municipal de Ovar, Salvador Malheiro. 
Recorde-se que, nos últimos meses, tem-se vivido uma situação algo tensa na concelhia do PSD Ovar que terá adquirido outros contornos no processo de escolha do candidato a deputado a representar o concelho vareiro e a integrar a lista do círculo eleitoral de Aveiro. Henrique foi o primeiro nome a ser veiculado por alguns membros, mas a falta de consenso motivou a escolha final de Carla Madureira que agora foi eleita como deputada social-democrata para a Assembleia da República.
Henrique Araújo não abordou ainda o seu futuro. Não sabemos se irá abandonar definitivamente a política até porque na publicação em baixo parece falar de uma nova oportunidade nesse prisma de intervenção social. Alguns rumores difundidos levantam a possibilidade do esmorizense estudar agora uma candidatura à liderança da concelhia do PSD Ovar, dado que Pedro Coelho atingiu o limite de mandatos. Mas esta é apenas uma hipótese em cima da mesa. Também é possível que Henrique acabe por abraçar outros projectos que estejam fora da área da política.
Deixamos por fim a mensagem que publicou hoje nas redes sociais:


"Liberdade. A liberdade é um bem impagável e insubstituível, é importante que mantenhas sempre a tua liberdade, como também é igualmente importante que permitas a liberdade do próximo, nesse sentido é altura de terminar as funções profissionais que desempenhei nos últimos quatro anos, a bem da liberdade.
Construir uma projeto de futuro só é possível com total liberdade.
Começo com liberdade total a construção e planeamento de um novo desafio, um desafio político.
Obrigado pela oportunidade" 


Henrique Araújo
09/10/2019





Imagem nº 1 - Henrique Araújo foi director de campanha das autárquicas do PSD e depois seria ainda adjunto da Câmara Municipal de Ovar. Hoje anunciou a sua saída do lugar de adjunto, afirmando que poderá vir a participar num novo desafio político.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Especial Eleições Legislativas VII - Cenários do Futuro

Em textos anteriores, já analisámos a situação dos pequenos partidos (que até então não tinham representação parlamentar) bem como a questão da abstenção, pelo que não voltaremos a abordar estes assuntos nesta rubrica. 
Neste texto derradeiro da rubrica "Especial Eleições Legislativas", iremos esmiuçar os resultados praticamente definitivos (falta somente apurar os resultados do círculo da emigração que ditarão a eleição de 4 deputados) que cada partido, com assento parlamentar nos últimos anos, obteve, e qual o futuro que cada um deverá enfrentar.



1. Partido Socialista - Um oásis ou um labirinto pela frente?

Os socialistas venceram as eleições legislativas, somando 36,6% dos votos e elegendo para já 106 deputados. O PS falhou a maioria absoluta por uma diferença de 10 deputados (embora este número deva diminuir ligeiramente com os deputados eleitos pelo círculo da emigração).
Sabemos entretanto que António Costa já foi indigitado novamente como primeiro-ministro pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e daqui a pouco tempo, acreditamos que o seu governo será naturalmente aprovado ou viabilizado pela esquerda (que está em maioria) no Parlamento. Esta será a parte mais fácil do processo.
Mas a partir daí as brumas cobrem os horizontes. Para já, ganha forma a ideia de um governo minoritário socialista tolerado pela esquerda parlamentar. Como se sabe, a CDU, o PAN e o Livre já deixaram bem claro que não querem assinar qualquer acordo ou coligação sólida. Apenas se registou agora uma aceitável disponibilidade por parte do Bloco de Esquerda. O problema é que a conjuntura dos próximos quatro anos poderá já não ser tão favorável do ponto de vista financeiro para que ocorram grandes cedências estruturais por parte do Partido Socialista perante as recorrentes exigências dos bloquistas. Mas não podemos excluir de todo (embora cada vez mais improvável) a formação de uma Geringonça 2.0, embora num contexto que terá as suas próprias particularidades.
A terceira hipótese, quase impossível, passaria pela formação de um bloco central, mas a situação interna agora indefinida no PSD não favorece qualquer cenário de compromisso, além de que António Costa, neste último caso, teria que renegar o rumo e a linha de pensamento que havia imprimido durante o seu primeiro mandato, e certamente jamais seria perdoado pelos restantes partidos de esquerda.
Apesar de algumas polémicas (como a história de familiares de vários socialistas em cargos públicos de decisão ou até o inadmissível caso de Tancos) e da carga fiscal ser uma das mais elevadas da nossa história democrática, a verdade é que o governo socialista conseguiu uma grande redução do défice (aqui há mérito a reconhecer a Mário Centeno, Ministro das Finanças) e devolveu alguns rendimentos (aumentou por exemplo: o salário mínimo). Houve ainda um crescimento económico interno que foi agilizado igualmente pela conjunta internacional favorável. A estabilidade determinou a continuidade dos socialistas no poder.



2. Partido Social Democrata - Rui Rio deve ou não sair?

O Partido Social Democrata foi o segundo partido mais votado (com 27,9%), colocando para já 77 deputados.
Desde o início, ficamos com a sensação de ver um Rui Rio pouco galvanizador e que até chegara ao ponto de afirmar que não tinha particular entusiasmo em ser deputado. Rui Rio parecia uma pessoa despretensiosa demais, o que até é uma virtude humana, mas que na política, não cola para ganhar eleitorado. Ao início, os seus críticos acusavam-no de falta de ambição ou de pouco rasgo, à medida que eram divulgadas sondagens catastróficas para o partido.
Mas na campanha, Rui Rio mostrou outra face, e nos debates, soube argumentar diante de António Costa. O social-democrata recuperou votos nas três semanas precedentes à eleição. Tal terá impedido que o partido tivesse um resultado inferior a 25%. 
Ainda assim, não há dúvidas de que a equipa social-democrata saiu derrotada na noite de 6 de Outubro. Mas poderia o PSD ter obtido um resultado diferente?
Na nossa opinião, não. O Partido Social Democrata tinha duas linhas possíveis, a tendência centrista (onde se insere Rui Rio) ou uma vocação à direita (vertente adoptada pela ala anteriormente afecta a Passos Coelho). Com qualquer uma destas opções, o partido perderia votos. Porque a verdade é que o partido está desunido, e quando assim o é, as vitórias são impossíveis. 
Rui Rio teve que enfrentar guerrilhas internas que abalaram o seu partido, e ainda um Partido Socialista que, além de estar coeso, soube proporcionar estabilidade política durante os últimos quatro anos, destruindo os mitos de que a Geringonça não tinha qualquer viabilidade duradoura.
Em jeito de rescaldo final, Luís Montenegro, Miguel Pinto Luz e Maria Luís Albuquerque (nomes que agora estão na baila para uma potencial disputa da liderança do PSD) dificilmente fariam melhor que Rui Rio. 
O PSD poderá perder muitos votos no seu eleitorado de centro se abraçar uma posição mais à direita.



3. Bloco de Esquerda habituou-se ao pódio 

O Bloco de Esquerda consolidou-se como a terceira força política mais votada em Portugal, contabilizando 9,6% dos votos e introduzindo 19 deputados no hemiciclo de São Bento. 
É certo que o partido perdeu alguns votos em relação a 2015, mas manteve o mesmo número de representantes. O bom trabalho desenvolvido por Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda, tem dado frutos. A deputada portuense assumiu de forma corajosa a viabilização da Gerigonça, mas sem nunca deixar de puxar as orelhas aos socialistas e fazer as exigências necessárias que pudessem favorecer a sociedade portuguesa. O seu carisma e a sua expressão genuína tornam-na num exemplo a seguir.
O Bloco de Esquerda tem um futuro risonho pela frente. A estabilidade está garantida nos próximos anos. O partido tem vindo a cativar a simpatia das gerações mais jovens.



4. CDU perdeu alguma força, mas Jerónimo deve resistir

A CDU (Coligação Democrática Unitária: Partido Comunista Português e os Verdes) alcançou 6,4% dos votos, elegendo 12 deputados. 
O partido perdeu 5 deputados em relação às eleições legislativas de 2015. Muitos acreditam que a excessiva proximidade para com o PS fez com que os comunistas perdessem parte do fulgor que costumavam demonstrar quando se assumiam naturalmente como verdadeira oposição. É provável que a CDU tenha perdido alguns votos nestas eleições para o PS e para o Bloco de Esquerda.
Apesar dos seus 72 anos, Jerónimo de Sousa, secretário-geral do Partido Comunista, já deixou no ar duas coisas: não pensa em sair do partido e promete que não irá aderir a novos acordos com o governo socialista (embora possa viabilizar algumas reformas). 
E uma vez mais, Jerónimo de Sousa parece estar a jogar as cartas certas. Respeitado por muitos e com um discurso coerente com os seus princípios, será difícil ao PCP encontrar um sucessor à sua altura. Além disso, o Partido Comunista poderá recuperar votos ao demarcar-se da Gerigonça, embora não o deva fazer de uma forma radical, mas através de um caminho bem ponderado.



5. CDS-PP, um táxi próximo do abismo

O Partido Popular somou 4,25% dos votos e será agora representado apenas por 5 deputados, os quais são até todos repetentes (não haverá caras novas!). Em relação à última legislatura, o Partido Popular perdeu 13 deputados. Foi a maior derrocada histórica do partido em sufrágios desta natureza.
Assunção Cristas, presidente do CDS-PP, optou sempre por uma oposição veemente contra o governo socialista. Todos os argumentos serviam para atacar o executivo de António Costa. A história do caso de Tancos foi badalada até à exaustão. Não é que o assunto não tivesse a sua importância, mas parecia que a realidade política só se reduzia àquele acontecimento.
Assunção Cristas colocou ainda a fasquia demasiado alta ao acreditar que poderia ser primeira-ministra. Como é lógico, deveria ter agido de uma forma mais cautelosa e apresentar um programa alternativo de governo. E isso não aconteceu.
Após o resultado tenebroso destas legislativas, Assunção Cristas assumiu o fracasso e decidiu não recandidatar-se à liderança do CDS-PP. Este era um desfecho inevitável!
Acreditamos agora que o partido terá outras personalidades que poderão ajudar a recuperar a confiança de parte do eleitorado perdido nesta recente eleição. Claro que nenhum deles desfruta da popularidade que outrora chegou a gozar Paulo Portas e que permitiu ao CDS-PP obter os melhores resultados da sua história, mas podem, ainda assim, fazer melhor do que se viu no passado dia 6 de Outubro.
João Almeida e Alberto Matos Santos são nomes veiculados neste momento para uma eventual sucessão. O CDS-PP voltou a ser o partido do táxi, e se o partido não for feliz no próximo ciclo, arrisca-se a desaparecer.



6. PAN, o partido que resistiu ao sistema

O Partido - Pessoas Animais e Natureza (PAN) somou 3,3% dos votos, metendo agora 4 deputados na Assembleia da República. Além de André Silva, o partido ambientalista ganha agora mais 3 deputados em relação a 2015. O PAN terá agora um grupo parlamentar. 
E neste ponto em particular, temos de reconhecer o excelente trabalho do deputado André Silva. O PAN propôs medidas que zelaram pela integridade dos animais e defesa da natureza, defendeu apoios para as pessoas portadoras de deficiência (por exemplo: a redução da taxa de IVA para muitos utensílios e aparelhos utilizados por estas pessoas). O partido propôs medidas para uma criminalização mais firme de todos aqueles que burlam os idosos, além de que o abandono ou os maus-tratos exercidos sobre estes devem merecer punições mais severas. 
O PAN é um partido que certamente tem de amadurecer porque o seu programa apresenta ainda alguns equívocos em determinados pontos (exemplificamos com o caso da história da possível reconciliação entre os criminosos e as vítimas ou familiares destas, em delitos bastante sérios), contudo o seu futuro é promissor. Até porque o Parlamento precisa de partidos que zelem pelo meio-ambiente.





Imagem nº 1 - A Assembleia da República conta agora com 10 partidos representados. Será difícil fazer futurologia política, embora sejam conhecidas algumas das dinâmicas que hoje proliferam.
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