sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Depressão Elsa provou limitações das redes de escoamento em Esmoriz

É certo que a Depressão Elsa causou estragos e inundações por todo o país, mas começa a ser recorrente que qualquer intempérie (seja ela de impacto sólido ou mediano) se revele suficiente para provocar inundações e danos materiais relevantes em Esmoriz.
Não se pode mencionar que a Depressão Elsa tenha provocado na nossa terra um dos piores temporais dos últimos anos. Menciono isso porque alturas houve no passado em que choveu certamente muito mais do que assistimos ontem.
Nesta última quinta-feira, visualizámos carros a enfrentar lagos autênticos nas Avenidas da Barrinha, Avenida Infante D. Henrique (já perdemos a conta ao número de inundações neste último local), Avenida Joaquim Oliveira e Silva, Avenida dos Pescadores, etc.
As redes de escoamento apresentam assim limitações ao nível da sua capacidade de resposta, e algumas delas decerto que se encontram constantemente entulhadas. Não fosse a actuação pronta dos nossos bombeiros (um bem haja!), o caos tinha-se apoderado da cidade!
Algo terá de ser repensado ao nível do planeamento urbano.
As inundações podem não ser travadas (sobretudo no caso das grandes intempéries), mas devem ser minimizadas. 
Esmoriz tem de ser alvo de um estudo técnico que avalie o estado das suas redes de escoamento porque algo está a correr bastante mal. Enquanto não existirem atitudes concretas, serão os moradores que sofrerão danos materiais sérios quando a água entrar novamente pelas suas habitações (que o digam os azarados moradores da Avenida Infante D. Henrique!!!) e até os condutores poderão ver a sua circulação colocada em risco nas situações mais extremas.




quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Salvador Malheiro esteve na Rádio Voz de Esmoriz

No passado dia 5 de Dezembro, Salvador Malheiro, Presidente da Câmara Municipal de Ovar, esteve presente na Rádio Voz de Esmoriz, onde foi entrevistado pelo locutor José Carlos Macedo.
A entrevista focou-se, em grande parte, nas questões do orçamento autárquico para 2020, o qual se encontra cifrado em cerca de 40 milhões, de forma a atender às necessidades das comunidades.
Salvador Malheiro garante que pretende manter a aposta num município mais empregador, inclusivo e coeso, tornando-o igualmente atractivo. O edil garante que tem apostado numa política de contas certas, assegurando a saúde financeira da autarquia.
No que diz respeito a projectos previstos para Esmoriz em 2020, o autarca acredita que será concluída a requalificação do Esmoriztur, haverá uma grande intervenção na Frente do Mar entre Esmoriz e Cortegaça, irão ser reabilitados alguns arruamentos (nomeadamente a rua do Cais da Barrinha ou a rua da Boavista) e serão ponderadas novas medidas para melhorar a interface da Barrinha.
Salvador Malheiro aproveitou ainda para deixar alguns recados ao governo socialista de António Costa, alegando que as empreitadas na via férrea, na EN 109 e na Escola Secundária de Esmoriz são da competência das esferas centrais e que devem avançar rapidamente de forma a não colocar em causa a segurança dos seus utilizadores.
O edil ainda deixou rasgados elogios ao crescimento qualitativo do Hospital Francisco Zagalo de Ovar, mas lamenta que a Unidade de Saúde Familiar de Maceda esteja praticamente encerrada, prejudicando-se assim a comunidade daquela freguesia.
Por fim, o Presidente da Câmara Municipal de Ovar transmitiria uma mensagem de boas festas, aproveitando para convidar todos os cidadãos a usufruir do excelente cartaz de animação então programado para o Natal e Passagem de Ano.





Imagem nº 1 - Salvador Malheiro, Presidente da Câmara Municipal de Ovar, esteve presente na Rádio Voz de Esmoriz.
Direitos: Comissão de Melhoramentos de Esmoriz


quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Arautos promoveram evento de Natal

De forma a assinalar a chegada iminente da quadra natalícia, os Arautos convidaram a Associação de Teatro Experimental do Curval (oriunda do Pinheiro da Bemposta, Oliveira de Azeméis) a apresentar a peça “Maldita Idade”. Tratava-se de uma comédia encenada por Isabel Cardoso que trouxe a alegria e a boa-disposição ao auditório da Junta de Freguesia de Esmoriz, o qual contou com meia-casa naquela noite.
O enredo passava-se na casa de um conde de 28 anos cujos pensamentos demasiado melancólicos, solitários, inertes e pessimistas o faziam transfigurar numa segunda personagem – um velho de 82 anos então interpretado por um segundo actor. A contratação de uma governanta tornaria mais agitado o rumo dos acontecimentos. Também o astrólogo perito, o Mestre Fumaça, confirmaria a existência de uma maldição que se abatia sobre aquela casa aristocrata. O feitiço acabará por ser quebrado e o jovem voltará a ter 28 anos durante o dia inteiro, impedindo assim que nalgumas fases se metamorfoseasse numa pessoa de idade avançada. No entanto, um novo espírito, que reivindicava representar os seus antepassados, entraria em cena no final do espectáculo, fazendo com que o jovem, acabado de descobrir o amor e a felicidade, voltasse a enfrentar um novo cenário de indefinição. A vida de conde afinal não é tão fácil como se julga...
A comédia causou várias gargalhadas na plateia presente até porque o espírito natalício tem de se conjugar com estas iniciativas. As expressões faciais sorridentes dos espectadores, desde os mais novos até aos adultos, foi algo que registámos durante a nossa reportagem.
Silvino Gomes, Presidente dos Arautos, agradeceu a disponibilidade da ATEC (Associação de Teatro Experimental do Curval) para realizar este espectáculo e desejou boas festas a todos. A entidade esmorizense prometeu ainda que, no próximo ano, será organizada uma programação especial dado que se celebrarão 15 anos da sua constituição (as raízes da fundação situam-se em 1994, embora a colectividade tenha sido apenas oficializada em 1995).









Direitos das Fotos - Comissão de Melhoramentos de Esmoriz

Ruas começam a ser repavimentadas

As ruas Álvaro Velho e Nuno Tristão começaram a receber os seus modernos pavimentos. Esta é, sem dúvida, uma boa notícia para todos os moradores da zona.
A iniciativa pertenceu à Câmara Municipal de Ovar.




Direitos da Foto - Câmara Municipal de Ovar

Câmara Oculta LIV

Nas imediações da Capela de São João, podemos observar um belo palco ou recinto que se encontra decorado com pinturas de cariz religioso ou tradicional.
Nesses painéis ilustrativos, podemos vislumbrar as referências à tanoaria, ao mar, ao areal e à Arte Xávega, enquanto que, do outro lado, observamos o "braço” da Barrinha e as inúmeras aves que a sobrevoam.
Num plano central, o baptismo do Messias por João Baptista (padroeiro da comunidade do Campo Grande) nas águas do Rio Jordão e a descida do Espírito Santo em forma de uma pomba. As pinturas foram concebidas pelo artista Paulo Fernandes.





domingo, 15 de dezembro de 2019

Não serão inundações a mais?

Esta situação já é reincidente dezenas de vezes todos os anos. E não estou a exagerar. Basta chover torrencialmente e os nossos bombeiros já sabem que têm de enviar uma ou duas viaturas (com um atrelado e sistema de bombagem) para agilizar o escoamento da água que se acumula rapidamente na rotunda da Avenida Infante D. Henrique em Esmoriz. 
E começo agora a perceber porque é o que o nome da rua faz sentido. Porque realmente para viver ali, em dias de chuva, é preciso ser-se navegador como aquele célebre génio da Ínclita Geração. 
Mas o pior acontece quando os estragos materiais são evidentes nas moradias situadas na envolvência da rotunda. E acho que isto já passou todos os limites aceitáveis. É já uma questão de respeito! Se estas ocorrências continuarem a verificar-se, então é porque ninguém quer saber daquelas pessoas nem do tempo que obrigam a fazer perder os nossos bombeiros e efectivos da GNR na resolução destas operações.
Basta de dizer que está tudo a ser analisado ou dependente de pareceres técnicos. Se esta rotunda estivesse no centro de Ovar, certamente que o problema já tinha sido resolvido há bastante tempo.




Direitos da Foto - Grupo de Comunicação e Imagem dos Bombeiros Voluntários de Esmoriz

Bustelo faz tropeçar a equipa da Barrinha

O Sporting Clube de Esmoriz foi hoje surpreendido em casa diante do Bustelo. A turma orientada por Miguel Correia perdeu por 3-2. No entanto, a equipa esmorizense esteve a perder por 3-0 até aos 83 minutos. Nos últimos quinze minutos, a toada dos guerreiros da Barrinha intensificou-se. Jean Paul (83 minutos) e Vasco Santos (já nos descontos) marcaram para o Sporting Clube de Esmoriz. Contudo, não havia mais tempo para reverter o inconformismo dos esmorizenses que acabaram mesmo por ver fugir os três pontos para o adversário que esteve em bom plano. 
Com este resultado, o Sporting Clube de Esmoriz está agora na sétima posição da Divisão de Elite de Aveiro, somando 24 pontos em 14 jornadas.
No topo, continua a luta taco-a-taco entre São João de Ver, Ovarense e União de Lamas.




Direitos: AFA TV

Esmoriz Ginásio Clube vence nas Caldas da Rainha

O Esmoriz Ginásio Clube foi ao pavilhão do Sporting Clube das Caldas vencer por 3-1 em sets (parciais de 25-22, 20-25, 21-25 e 23-25, representando-se aqui o clube da Barrinha como a equipa visitante). Não foi um jogo fácil até porque a formação das Caldas da Rainha está a registar um rendimento superior ao das últimas temporadas, encontrando-se neste momento na oitava posição. O Esmoriz Ginásio Clube teve de disputar, de forma intensa, quase todos os sets, e até perdeu o primeiro deles. A qualidade técnica dos jogadores esmorizenses acabou naturalmente por vir ao de cima, sentenciando uma partida difícil.
Com este triunfo, a turma orientada por Bruno Lima mantém provisoriamente a quinta posição (embora possa ser igualada na pontuação pelo Vitória de Guimarães que joga hoje com o Clube K), somando 24 pontos em 13 jornadas.
Na próxima jornada, a qual decorre no fim de semana seguinte e que assinala o início da segunda volta da fase regular do Campeonato Honda, o Esmoriz Ginásio Clube recebe o Famalicense Atlético Clube (actual 11º classificado).
A primeira volta correu de feição com a equipa a demonstrar dinâmica colectiva. Falta saber se o Esmoriz Ginásio Clube irá ficar-se pelo playoff intermédio (destinado às equipas que se posicionem entre o 5º e o 8º lugares) ou se conseguirá intrometer-se na luta pelo sonho de se apurar para as eliminatórias de apuramento do campeão nacional (onde estarão os primeiros quatro classificados).



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Foto meramente exemplificativa retirada do site da RTP

Bombeiros de Esmoriz abrilhantaram o Natal de uma criança

Victor Godinho é um jovem natural de Maceda que apresenta sérias dificuldades de mobilidade. No entanto, neste Natal, os Bombeiros Voluntários de Esmoriz, em parceria com a empresa Jacinto Lda, e algumas personalidades tais como Jorge Quintonas, o Márcio da MotoSpor e o Sr. Fernando Vilar, decidiram recuperar a cadeira de rodas eléctrica que havia sido previamente oferecida pela Família Ferrão (oriunda da Praia de Esmoriz), a qual já não necessitava da mesma. Ao devolver a utilidade ao equipamento, a cadeira de rodas seria agora oferecida a um jovem que precisava dela. A família de Victor Godinho (criança que seria então ajudada) demonstraria uma imensa gratidão pela concretização desta iniciativa.
Esta prenda foi oferecida, neste passado sábado à noite, no âmbito da consoada de Natal que juntou todo o Corpo Activo.
O espírito natalício deve sempre residir nos valores do altruísmo, fraternidade e solidariedade.
Um bem-haja a todos que contribuíram para esta causa nobre!




Direitos da Foto - Grupo de Comunicação e Imagem dos Bombeiros Voluntários de Esmoriz

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Photo Paper "Descobrir Esmoriz" irá traduzir-se numa exposição

As quinze melhores imagens do Photo Paper "Descobrir Esmoriz" (iniciativa realizada no passado Verão) estarão em exposição a partir do dia 21 de Dezembro no átrio da Junta de Freguesia de Esmoriz. Não perca algumas das fotografias mais belas sobre a nossa cidade tiradas por várias pessoas que, na altura, aderiram à iniciativa, percorrendo os ex-libris ou recantos mais atractivos da cidade. 
Esta iniciativa foi coordenada pelo fotógrafo experiente Adérito Ferreira, o qual contou com o apoio da Junta de Freguesia de Esmoriz. 




Ruas Álvaro Velho e Nuno Tristão perto da concretização final

As ruas Álvaro Velho e Nuno Tristão já contam com passeios modernos (com novas árvores plantadas) reservados para peões. Falta agora pavimentar as vias, cenário que tem motivado uma actuação mais pressionante por parte dos moradores, os quais anseiam por pisos novos.
A obra deverá ficar concluída até ao final do ano ou, quando muito, na primeira quinzena de Janeiro. A Câmara Municipal de Ovar investiu cerca de 185 mil euros para a realização desta empreitada então confiada à empresa Mário Ferreira Pinto & Filhos Lda.





quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Exposição de Presépios no edifício da Junta

A Universidade Sénior de Esmoriz apresentou uma exposição de presépios que seriam então criados pelos seus alunos. A mesma estará disponível para visualização até ao dia 6 de Janeiro, podendo ser contemplada no edifício da Junta de Freguesia de Esmoriz, mesmo junto à secretaria. 
Não perca a oportunidade de conhecer os resultados originais alcançados pelos alunos seniores. A época natalícia foi assim assinalada por aquela entidade que integra ainda as missões solidárias da Comissão Social de Freguesia de Esmoriz.




Direitos da Foto: Comissão de Melhoramentos de Esmoriz

Turminha da Esperança continua a apostar na Informática

Na Turminha, o tempo é aproveitado da melhor forma. E a disciplina de Informática é, sem dúvida, uma das melhores ferramentas que podem ser proporcionadas aos alunos seniores. Actividades simples como o recurso a programas básicos do Microsoft Office, a pesquisa electrónica em bases de dados ou até a optimização da gestão de conteúdos no Ambiente de Trabalho são certamente componentes abordados nas aulas ministradas por João Dinis.
A Turminha da Esperança continua a ser um local de aprendizagem e de bons momentos de convívio.
E a chegada do Natal já está a ser devidamente assinalada na sala do conhecimento.




Grupo de Teatro Renascer faz balanço muito positivo

Mais de dois mil espectadores estiveram presentes ao longo do XX Festival de Teatro de Esmoriz. Esta foi uma das maiores adesões de sempre no que diz respeito ao historial desta iniciativa. Em média, estiveram nos 16 espectáculos cerca de 125/130 espectadores, número que confirma o sucesso de mais um mega-evento cultural organizado pelo Grupo de Teatro Renascer.
A estreia do musical "Rapunzel", então encenado por Felipe Silva, começou por trazer grandes êxitos ao Renascer que até já recebeu uma proposta de uma casa produtora de espectáculos que está interessada em adquirir os direitos daquela representação. Uma produção destinada essencialmente aos mais novos, mas cujo enredo conquistou também os adultos. A princesa Rapunzel e o seu amado, o fora-da-lei Flynn Rider, fizeram os encantos do público.
Seguiram-se outros espectáculos de nomeada: "Alba" do Grupo de Teatro Nova Morada, "Arder na Noite Escura" representado pelo Grupo de Teatro das Nações (Lisboa) e encenado pelo conceituado actor Heitor Lourenço, "Volta a Portugal em Revista" que contou com o cantor António Calvário e a actriz Natalina José, o Stand-Up Comedy protagonizado pelo humorista Pedro Neves, etc.
O Festival acolheria ainda exposições de pintura, danças de salão, concertos, etc.
Aliás, foi precisamente com um café-concerto, realizado no passado dia 8 de Dezembro, que o XX Festival de Teatro encerraria. As participações de Marcos Bê, "Os Alfredo" e de Art Beat Dance proporcionaram bons momentos de convívio ao público presente.
João Gomes, Presidente do Grupo de Teatro Renascer, recordou as várias horas de trabalho despendidas para a organização deste certame cultural e agradeceu o papel imprescindível de todos os colaboradores que contribuíram para a realização do mesmo.
O Grupo de Teatro Renascer agora vai aproveitar para descansar um pouco.
Trabalharam certamente para o merecer!




Imagem nº 1 - O Grupo de Teatro Renascer soube programar um cartaz bastante ambicioso de forma a assinalar o XX Festival de Teatro de Esmoriz.
Direitos: Página do Grupo de Teatro Renascer nas redes sociais




Imagem nº 2 - O espectáculo "Volta a Portugal em Revista", cujo elenco é dirigido por António Calvário e Natalina José, seria um dos maiores êxitos do Festival.
Direitos - Página da Comissão de Melhoramentos de Esmoriz

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Florindo apresenta nova publicação

"Um Pouco de um Todo" é a nova publicação da autoria de Florindo Pinto, antigo presidente da Comissão de Melhoramentos de Esmoriz. Este respeitado cidadão esmorizense compilou milhares de pensamentos de diversos autores (filósofos, poetas, políticos, artistas...) e ainda centenas de adágios ou provérbios populares.
Na parte das reflexões, são citados grandes vultos tais como Cícero, Padre António Vieira, Napoleão, Higino Corsini, Mário Quintana, Óscar Wilde, Fernando Pessoa, Charlie Chaplin, etc. 
Florindo Pinto realçou igualmente os pensamentos de algumas pessoas da nossa terra com as quais teve a oportunidade de conversar. 
Este é um livro que cultiva o pensamento dos leitores e que, muitas vezes, nos elucida sobre o próprio sentido da vida.










Correio dos Comunicados Políticos - CDU Ovar exige a reabertura da Extensão de Saúde de Maceda


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Comissão Concelhia de Ovar

Nota de Imprensa: A Extensão de Saúde de Maceda tem mesmo de reabrir!


O PCP considera inadmissível a manutenção do encerramento do pólo de Maceda da USF Laços, encerramento que constitui uma grave afronta aos direitos dos macedenses e que cria a situação caricata de ser a única freguesia do município que não dispõe de um Centro ou Extensão de Saúde.
O município gastou, em 2014, recursos próprios para a reabilitação do edifício, obras que deveriam então ter sido levadas a cabo pelo Ministério da Saúde. Este voluntarismo foi, aliás, e como tem sido sucessivamente denunciado pelo PCP:

- Bastante conveniente ao então governo PSD/CDS que assim se pôde demitir das suas responsabilidades, situação que foi, aliás, recorrente em várias autarquias geridas pelo PSD durante o governo Passos/Portas;
- Pago e bem pago pelos munícipes, incluindo os macedenses, que viram o seu município gastar quase meio milhão de euros num Centro de Saúde encerrado pouco tempo depois.



Maceda, uma freguesia onde é necessário investir 

Maceda é uma freguesia que se depara com um importante problema demográfico, com 16,1% de população acima dos 65 anos, um valor acima da média do concelho. Parte desta população ou não dispõe de transporte próprio, ou apresenta problema de saúde limitadores da mobilidade.   
Trata-se de uma freguesia que apresentava, em 2011, 3500 habitantes, número suficiente para pelo menos duas listas de utentes de Médico de Família. Mesmo tendo em conta as dificuldades que uma USF multi-pólos apresenta - nomeadamente particularidades na gestão dos recursos humanos entre os pólos - não é admissível que Maceda não possa, pelo menos, dispor de um horário completo de consultas médicas, estando estas limitadas a 2-3 períodos semanais.
No entanto, até estes "serviços mínimos" encerraram em 2018, sem previsão de abrir, menos de 2 anos após a inauguração das novas instalações.  
Esta situação não pode ser aceite de maneira nenhuma. Para o PCP, o objectivo último do SNS é a prestação de cuidados de saúde aos utentes, garantindo a sua qualidade e acessibilidade.
Se existem dificuldades, seja por falta de recursos humanos, financeiros ou materiais, é obrigação do Ministério da Saúde dialogar com os profissionais, aferir as suas dificuldades e disponibilizar os recursos necessários, tendo em conta as suas especificidades, nomeadamente a sua natureza multipólo.
Estas dificuldades não podem nunca ser justificação para privar uma freguesia inteira de cuidados de saúde.
Dois errados não fazem um certo: PS aponta o dedo para fugir das suas responsabilidades
O PCP denuncia a tentativa do PS/Ovar de, num comunicado recente, justificar o encerramento da Extensão de Saúde da Maceda. Se é verdade que o processo conduzido pelo PSD foi desastroso, com gastos avultados pela Câmara dirigida por Salvador Malheiro que nunca soube defender adequadamente a prestação de cuidados de saúde aos macedeneses, não é menos verdade que é ao Ministério da Saúde do governo do Partido Socialista que cabe a garantia da prestação destes mesmos cuidados, do ponto de vista organizacional e operacional.
Nunca é demais lembrar que a Extensão de Saúde de Maceda encerrou em pleno governo PS, situação que teve desde o início a frontal oposição do PCP. O Ministério da Saúde falhou rotundamente na sua missão de prestar cuidados de saúde de forma equitativa pela população de Ovar, providenciando os recursos humanos e materiais para a manutenção da Extensão de Maceda. Falhou na sua missão de ouvir e coordenar com os profissionais. Falhou na sua missão de ouvir os utentes. 
A argumentação que o PS elenca é falaciosa, assumindo de forma vaga uma "falta de racional económico" para a "viabilidade" do pólo de Maceda, numa linguagem estritamente economicista que nem se adequa nem se preocupa com as reais necessidade dos macedenses. 

De facto, as falácias do PS desmontam-se facilmente:

- Trata-se de uma USF com 3 pólos, com alguma flexibilidade para adequar os horários dos seus profissionais pelas diferentes extensões de acordo às necessidades (o que seria muito mais difícil se fossem 3 USF com horários estanques e independentes);

- O PS inverte as prioridades, já que o ponto de partida e irrenunciável deveria ser a prestação de cuidados em equidade pelas 3 freguesias, e não critérios económicos. Foi sob este ponto de partida que foi encontrada a solução de ter uma USF de 3 pólos, em alternativa, por exemplo, à constituição de um Centro de Saúde em casa freguesia;

- A esmagadora maioria utentes que deixaram de ser vistos no pólo de Maceda passaram ao pólo de Cortegaça (da mesma USF) e apenas uma proporção menor passou a outras USF, pelo que, na prática, não houve perda significativa de utentes;

- Não é nenhuma novidade de 2019 que o carácter multipólo de um Centro de Saúde apresenta condicionantes e dificuldades próprias, mas que podem perfeitamente ser ultrapassadas assim sejam disponibilizados os meios necessários. Existem dezenas de unidades multipólo pelo país fora;

- A acessibilidade à saúde dos macedenses não pode ficar refém de "racionais económicos" de um governo PS, quando "irracionais" económicos são sim as dificuldades e custos que têm arcar as famílias macedeneses com transporte para os cuidados de saúde; 



Não desistir: garantir Médico e Enfermeiro de Família em Maceda

Maceda não pode desistir do seu Centro de Saúde. Importa ouvir a população que está disposta a recuperar o seu pólo, aferir as reais necessidades da população e ir adequando os horários a essas necessidades, tendo como horizonte que a maior parte da população de Maceda volte a utilizar as suas instalações. O Ministério deve assumir as suas responsabilidades e assegurar a prestação de cuidados de saúde de forma equitativa no seu território. A Câmara Municipal, enquanto poder local eleito, deve intervir e pressionar junto do Ministério para que este desígnio seja alcançado. 
O PCP interpelará o Ministério sobre esta situação e exigindo um plano para a sua resolução. Apela ainda à população que se mobilize e se faça ouvir, para o qual contará sempre com o apoio e solidariedade dos comunistas.

Ovar, 30 de Novembro de 2019
 A Comissão Concelhia de Ovar do PCP 





domingo, 8 de dezembro de 2019

Câmara Oculta LIII

A nossa zona à beira-mar é infinitamente bela. Somos uns sortudos em desfrutar de miradouros fantásticos. Seja na Praia da Barrinha, na Praia do Cantinho ou na Praia Velha dos Pescadores (já assim designada oficialmente por algumas instâncias e cidadãos), os elogios pecarão sempre por serem escassos.  
E então quando o pôr do sol se junta a todo este cenário, então é possível tirar fotografias de alta qualidade, mesmo não sendo nós peritos nesta arte. 
Esmoriz tem excelentes fotógrafos mas todos eles reconhecem que a paisagem também ajuda.
Excepcionalmente, hoje não apresentaremos uma fotografia sobre o pôr do sol à beira-mar, mas antes duas!









Sporting Clube de Esmoriz vence em Fiães

O Sporting Clube de Esmoriz venceu, na tarde deste Domingo, no reduto do Fiães por 2-1. A equipa da Barrinha ganhou vantagem por Daniel Oliveira aos 43 minutos, contudo a equipa da casa empataria, na segunda parte, aos 65 minutos, por intermédio de Emanuel Alves.
Aos 85 minutos, já perto do fim, o melhor marcador da Divisão de Elite de Aveiro, Jean Paul carimbou o triunfo para a equipa dos tanoeiros ao rubricar o 2-1 final. Uma vitória difícil, mas saborosa e bem trabalhada técnica e tacticamente numa deslocação que confirmou ser complicada tendo em conta os argumentos do adversário que costuma agigantar-se quando joga em casa.
Com este triunfo, o Sporting Clube de Esmoriz sobe à sexta posição do campeonato distrital de Aveiro, somando 24 pontos em 13 jornadas. A prova continua a ser liderada pelo São João de Ver que é seguido de perto por União de Lamas e Ovarense.
No próximo fim de semana, o Sporting Clube de Esmoriz irá receber o Bustelo, actual 8º classificado.




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Imagem meramente exemplificativa retirada de Expresso Felgueiras

Governo e Câmara em troca de galhardetes, mas os entendimentos exigem-se (Opinião)

O actual estado decadente da via férrea, da EN 109, da nossa frente de mar, de alguns estabelecimentos de ensino (como a Escola Secundária de Esmoriz) e de alguns postos de saúde (caso da Unidade de Saúde Familiar de Maceda) é da responsabilidade das esferas centrais, isto é, dos sucessivos governos que tivemos nos últimos 10 anos que nunca investiram no nosso concelho como deviam. E esse desinvestimento trouxe hoje as consequências que todos nós conhecemos. 
Não se pode dizer que a "culpa" seja apenas do actual executivo de António Costa porque muitas destas questões já vêm detrás. Outros governos já poderiam ter feito algo nalgumas das matérias que iremos aqui abordar.
A linha férrea está a viver um momento de claro retrocesso. As estações de Esmoriz e Ovar estão num estado lamentável, muitas vezes, sem a devida manutenção. O mesmo se aplica aos restantes apeadeiros do concelho. Os sucessivos adiamentos das intervenções nos troços só vem deteriorar a situação já precária, prejudicando os utilizadores.
Na EN 109, o assunto é mais sério porque a falta de segurança é total. Mau estado do piso, péssima visibilidade para os condutores (nalguns pontos da via) e ausência de passeios condignos para peões. Todos os anos acontecem dezenas de acidentes naquela via. Felizmente, a maior parte da sinistralidade registada não trouxe consigo consequências fatais. Contudo, a EN 109 poderá transformar-se numa estrada da morte daqui a cinco ou sete anos se nada for feito.
A autarquia prevê para os próximos 2 anos um grande investimento na requalificação da Frente do Mar. Não sabemos se a Agência Portuguesa do Ambiente irá autorizar a concretização de um empreendimento ambicioso que deverá arrancar em breve, mas isto já é alguma coisa em termos de intenções. No entanto, o drama do avanço marítimo (provocado pelo aquecimento global) persiste. A autarquia aqui está três passos à frente do Governo e já encomendou estudos ou pareceres à Universidade de Aveiro para a eventual construção de quebras-mares, contudo esta metodologia, caso venha a ser concretizada, sairá cara aos cofres vareiros e os resultados podem até não ser os mais desejados. É um risco evidente!
Nos estabelecimentos de ensino, o estado a que chegou a Escola Secundária de Esmoriz é inadmissível. Com cerca de 30 anos de existência, já deveria ter havido anteriormente uma intervenção estrutural naquele estabelecimento de ensino. Infiltrações, rachadelas nas paredes, pragas de formigas, falta de segurança nos acessos à escola, etc. O assunto já tomou proporções de urgência, não se poderá continuar a assobiar para o lado.
A Unidade de Saúde Familiar de Maceda é mais uma vítima no desinvestimento no Serviço de Nacional de Saúde que tem sido verificado ao longo desta década. Os macedenses têm razões de queixa e devem continuar a lutar pelos seus direitos já que também pagam impostos.
Não obstante, as responsabilidades governativas, a verdade é que a Câmara Municipal de Ovar e os seus dirigentes não podem ficar-se apenas pelo envio de recados ou críticas através das redes sociais. É importante agir, pressionar e pedir mais reuniões com a Tutela. Colocar os projectos para serem aferidos no âmbito dos fundos nacionais e europeus. 
Os 16 deputados eleitos pelo Distrito de Aveiro (sejam eles de que partido forem) devem trazer estes assuntos até ao Parlamento, insistindo na resolução dos dossiers. O seu papel é também primordial.
Muito sinceramente, gostava que até 2023 estes problemas fossem resolvidos. 
No entanto, enquanto Governo e Autarquia continuarem de costas viradas (sem grandes perspectivas de diálogo) vai ser difícil. E ambos têm responsabilidade na matéria. Uns de forma, directa, outros, de maneira indirecta.
A solução passará sempre pelo entendimento e pelo compromisso.
E ambos são necessários para a resolução destas "equações problemáticas".




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Imagem nº 1 - A EN 109 atravessa Esmoriz.
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Rubrica Perspectivas Descomprometidas IV (Tema: Natal, quadra de amor, abnegação ou de hipocrisia?)


Natal, quadra de amor, abnegação ou de hipocrisia?


Desde o século V que se celebra o Natal a 25 de dezembro. A palavra advém do latim: Natalis e esta quadra está aí a bater à porta, mas será que o iremos abrir a porta para ele entrar pleno, em força e de forma verdadeira? Ou iremos deixar o Natal na rua, ou apenas na entrada da porta sem o deixar avançar mais?

Pois é, será que ainda se vive o verdadeiro espírito de Natal? Ou será que muitos se esquecem? A confraternização, o amor, a verdadeira união da família, que não deve ser só no Natal.

Será que ainda se pensa mais no Natal como a celebração do nascimento do Menino Jesus? Será que se dá mais importância aos pinheirinhos, aos Pais Natais, às luzinhas que piscam, à oferta desenfreada de prendas, que, parece que quem não dá ou não pode dar assim tantas se sente ostracizado e parece que nem entende por quê?

O comércio «ataca», querem vender, vender e vender. Claro que vivem disso, mas será justificável tanta publicidade, tanto incentivo ao consumo?

As pessoas andam todas solícitas, alegres, com corações quebrantados e bondosos, mas será assim todo o ano? Será que ajudam alguém e se ajudam durante o resto do ano, ou, só ajudam no Natal? Sim, pode ser melhor do que nada e é, conquanto, não cheirará a umas rabanadas de hipocrisia? Há quem ande a lixar a vidinha do outro o ano inteiro, mas agora, não (ah, pois, é Natal, tenho de fazer de conta)!

Impera muitas vezes a inveja, o ódio, o complexo de inferioridade porque este pode dar aquela prenda ou recebeu a prenda que eu queria e eu não.

Os pobres continuam a existir, continua a existir a solidão, continua a existir gente sem Natal, só que, por outro lado, estes não têm Natal o ano todo.

Vivemos numa era de tanta coisa, de tanta tecnologia, porém, muitas vezes de costas voltadas para o outro. Tanta coisa e nada ao mesmo tempo, aquele vazio que as pessoas sentem e parece que nem sabem qual o motivo.

Será que seremos os Scrooge do século XXI? Teremos nós de resgatar os Natais do passado, do presente e do futuro, como esta personagem de Charles Dickens em «Um conto de Natal»?

Será que o espírito do Natal original precisa ser resgatado da hipocrisia, da luxúria e do deslumbramento que caracteriza cada vez mais o Homem do nosso século?

Ou seremos nós fantasmas de nós mesmos?


Afinal, onde andará o verdadeiro Natal?



Ana Roxo
Prosadora e Poetisa Esmorizense
Licenciada em Estudos Portugueses e Germânicos