quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Extra-Esmoriz LIII - Pão de Ló de Ovar nos Píncaros da Gastronomia Europeia

Nada será como dantes! O Pão de Ló de Ovar, essa preciosidade singular do paladar comum, foi alvo da atribuição da Indicação Geográfica Protegida (IGP), passando assim a ser um bem público de âmbito comunitário. O despacho foi então emitido pela Comissão Europeia (Bruxelas) e inclusive já se encontra publicado no Jornal Oficial das Comunidades. Esta decisão garante a protecção e a originalidade do produto gastronómico em questão, reconhecendo os mecanismos únicos da sua confecção peculiar. Por outras palavras, estamos perante uma tradição que sai agora engrandecida e que pode ter à sua frente um futuro ainda mais aliciante para a sua divulgação nacional e internacional, embora precavendo-se sempre contra potenciais falsificações ou imitações de má fé.
A notícia foi recebida em êxtase pela APPO - Associação de Produtores de Pão-de-ló de Ovar, cujo presidente, Jorge Pinho, enalteceu o "reconhecimento comunitário dos produtores e dum processo considerado eficaz, legal, digno e útil" e frisou que a "entidade assumirá uma responsabilidade acrescida" no próprio concelho, estando preparada para os futuros desafios que se revelarão de extrema importância. 
O Pão de Ló de Ovar reforça assim o seu prestigiante estatuto de "tesouro" das gastronomias portuguesa e europeia, visto que agora se encontra valorizado por Bruxelas.




Imagem nº 1 - O Pão de Ló de Ovar é agora considerado como produto protegido por Bruxelas.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Ainda há pessoas com grande coração...

Fernando e Graça salvaram 45 cães e 7 gatos do fogo, embora não tivessem evitado que a sua moradia fosse consumida pelas chamas que flagelaram a Madeira. Estas histórias de heroísmo merecem ser aqui publicadas, e como tal, exibiremos o vídeo respectivo desta acção nobre. É bom saber que, nas alturas mais críticas, existem sempre pessoas com um coração muito grande! São nesses momentos mais adversos que surgem os melhores gestos e se revelam as verdadeiras qualidades das pessoas.




Notícia - TVI (Youtube)

Michael Phelps, o Sr. Jogos Olímpicos

Michael Phelps despediu-se definitivamente dos Jogos Olímpicos, nesta edição de 2016 que decorre no Rio de Janeiro (Brasil). O conceituado nadador norte-americano despediu-se dos holofotes da fama após 28 medalhas olímpicas (sendo 23 de ouro!) e inúmeros recordes mundiais batidos. Nunca o sector da natação desportiva tivera um competidor tão laureado ou prestigiado. Phelps conseguiu o impensável: superar os melhores da sua geração bem como vulgarizar as melhores marcas do passado. É escusado contabilizar neste artigo as outras medalhas que havia alcançado em outras provas internacionais porque não nos pretendemos alongar bastante. O que interessa aqui vincar é que, com determinação e talento, é possível concretizar-se as maiores façanhas. Mesmo com certas incidências pessoais mais tenebrosas e auto-destrutivas que ameaçaram acabar com a sua carreira, Michael Phelps logrou dar a volta por cima, silenciando a crítica e sentenciando a sua "imortalidade" no Desporto Mundial.
O Sr. Jogos Olímpicos deixou um legado imortal e revolucionou a modalidade da natação. Phelps é agora uma lenda, e todo o reconhecimento que possamos prestar é muito pouco para aquilo que ele ousou alcançar meritoriamente!




Foto - CNN/Getty Images (Tom Pennington)

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Extra-Esmoriz LII - Nasce o Gabinete do Agricultor em Ovar

No dia 12 de Agosto, foi apresentado o Gabinete do Agricultor de Ovar, no decurso da 3ª edição da Feira Agrícola e da Raça Marinhoa do Concelho de Ovar (Ovar Rural 2016), que arrancaria em Válega, numa iniciativa da Cooperativa Agrícola do Concelho de Ovar e da Câmara Municipal de Ovar.
Segundo o presidente da Câmara Municipal de Ovar, Salvador Malheiro, “o GAO operacionaliza a estratégia agrícola do concelho, reconhecendo o agricultor e a profissão”. Assim, é objectivo do gabinete “captar potencial humano e empreendedor, reactivando e estimulando o sector agrícola do concelho, num esforço integrado de combate à desertificação, dando prioridade de intervenção à agricultura enquanto potencial de desenvolvimento do concelho de Ovar”.
De acordo com o site OvarNews, será assim viabilizado um apoio informativo de proximidade ao agricultor residente, com a oferta de uma variedade de serviços prestados num único local por diferentes entidades como o Gabinete Técnico Florestal e a Divisão de Ambiente da Câmara Municipal de Ovar, a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, a Associação para o Desenvolvimento da Estação de Apoio à Bovinicultura Leiteira (EABL), Cooperativa Agrícola do Concelho de Ovar, CRL, Associação Florestal do baixo Vouga, Associação da Lavoura do Distrito de Aveiro e Grupo de Acção Local.




Imagem nº 1 - Ovar conta agora com um "Gabinete do Agricultor".

É necessário evitar o risco de "humanização excessiva" da Barrinha de Esmoriz

Em primeiro lugar, gostaríamos de deixar bem claro um ponto prévio - somos a favor da realização de obras de requalificação na Barrinha de Esmoriz, e acreditamos que o projecto encabeçado pela Sociedade Pólis Litoral da Ria de Aveiro (entidade promotora) possui as suas próprias vantagens. Neste âmbito, apoiamos a criação de uma ponte entre Esmoriz e Paramos (e do respectivo passadiço envolvente), a construção de um cais, a reabilitação do dique fusível, a remoção de plantas infestantes e as acções (embora algo "superficiais") de desassoreamento. Como nos disseram, a lagoa será devolvida à Cidade e à população que ali poderá então encetar caminhadas e mirar a paisagem que lhe é oferecida. Será certamente um golpe fortíssimo no cenário de abandono e de ausência de vigilância em que a lagoa estava até então votada.
O problema é que quando falamos de obras ambientais, não estamos certamente a referirmo-nos às típicas obras infra-estruturais de construção de edifícios urbanos. Estamos pois perante uma tipologia distinta que assume diversas (e, por vezes, imprevisíveis) variáveis, pelo que exige uma maior complexidade.
Neste contexto, é imprescindível que se tente conservar o lado selvagem da lagoa, conciliando-o com a vertente da utilização humana. Este equilíbrio terá de ser respeitado, sob pena de muitas aves de rapina (águias, falcões, milhafres...) e de diversas garças (entre outras espécies mais raras) abandonarem definitivamente a lagoa porque a sua alta sensibilidade pode não coadunar-se com uma presença humana demasiado próxima. E claro aqui teremos de ser directos, claros e concisos - para ver humanos, já temos a cidade propriamente dita; agora para observar aves e a restante vida selvagem, só temos aqui a Barrinha de Esmoriz! Não pretendemos pois uma lagoa turística para fins exclusivos de "consumo humano"! Sim, pensamos que é importante realçar isto, de forma a que as obras corram minimamente bem. Queremos uma lagoa, onde todos possam estar presentes e viver no seio de uma harmonia saudável. Entretanto, li por aí algures que está prevista a colocação de mais passadiços (além daquele que fará a conexão com a ponte entre Esmoriz e Paramos), numa área localizada mais a nascente da lagoa (onde a presença da avifauna é seguramente bem maior!). Penso que esses "segundos" passadiços não fazem qualquer sentido porque, além de rasgarem uma parte da área envolvente da lagoa (humanização?), poderão constituir uma adversidade para a manutenção da rica avifauna que ali se localiza. E achamos por bem, num gesto de cidadania, alertarmos para estas situações, de forma a que as intervenções corram pelo melhor. Sabemos que esta é ainda a posição oficial do Movimento Cívico Pró-Barrinha, com o qual temos estado em permanente contacto. A biodiversidade (em particular a avifauna e a flora) é o principal tesouro da lagoa, e creio que todos estamos de acordo nessa questão.
Por fim, aproveitamos este mesmo texto para fazer o mesmo apelo do costume - neutralizem, por favor, as fontes poluentes. E aí deixamos a dica - façam análises à "qualidade" da água que provém da ribeira de Rio Maior (o afluente da Barrinha localizado a norte) para que todos tenham noção de que, enquanto os focos de poluição não forem eliminados, então a lagoa nunca será propícia nem para banhos, nem para a própria actividade pesqueira. 





Imagem nº 1 - É necessário saber compatibilizar a presença humana com a avifauna existente na Barrinha de Esmoriz.
Foto retirada de: https://www.youtube.com/watch?v=YO-3g-YZ4yM ("Defesa da Barrinha").

Clube de Campismo do Porto comemorou 69 anos

O Clube de Campismo do Porto comemorou 69 anos de existência no passado dia 14 de Agosto (data oficial da fundação). As celebrações, ocorridas na manhã do dia 15 de Agosto, concentraram-se no Parque de Campismo de Esmoriz (gerido por aquela entidade), onde actuaram pequenos coros juvenis e a própria fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Esmoriz. Algumas individualidades políticas do concelho fizeram questão de estar presentes.
Recorde-se que, por este altura, o Parque de Campismo de Esmoriz é bastante procurado pelos veraneantes e desempenha um papel fulcral na atracção de turismo para a cidade.




Foto - Normando Ramos (Comissão de Melhoramentos de Esmoriz)

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Ilações a retirar sobre a triste saga dos incêndios

É com muita dor que vejo várias terras a serem consumidas pelas chamas. Os dramas que se vive no Funchal, em Arouca ou em Gondomar são cenários que nos fazem repensar, mais uma vez, sobre o que está mal no nosso país. Claro que é impossível acabar com todos os incêndios de uma só vez, porque haverá sempre um canalha que, durante a madrugada, ateará o fogo no meio de um mato qualquer, sem que as pessoas (a dormir nas suas respectivas casas) se apercebam. No entanto, cremos que pouco ou nada tem sido feito para tentar atenuar ou minimizar esta realidade negra que afecta o nosso país, e de forma incessante, em todos os Verões.
Em primeiro lugar, é necessário aplicar mão pesada para os incendiários, mesmo que o fogo não venha a ter consequências terríveis. Não podemos aceitar que certos criminosos sejam postos logo em liberdade (excepto se houver uma dúvida séria quanto à sua culpabilidade) ou que sigam para tratamento hospitalar, caso sejam considerados "inimputáveis". Não podemos compactuar com esta tolerância judicial. Estes incendiários têm de começar a apanhar entre 10 a 15 anos, em caso de fogos de menor gravidade, e mais de 20 anos, no caso de incêndios de maior dimensão que impliquem a destruição de várias propriedades (o investimento de muitas vidas de trabalho) e coloquem em causa a segurança dos cidadãos. Não nos podemos esquecer que a maior parte esmagadora dos fogos nascem através de uma actuação humana, seja ela negligente ou propositada. E isso tem de ser severamente punido!
Em segundo lugar, não consigo compreender como é que não se convocou imediatamente o Exército e a Força Aérea para que pudessem dar, desde logo, o seu contributo, auxiliando as corporações de bombeiros a combater os incêndios mais indelicados ou adversos (por exemplo: aquele que deflagra no Funchal). Mais uma vez, parece que não sabemos utilizar todos os meios que temos ao nosso alcance para tentar combater este drama. 
Em terceiro lugar, cremos que é necessário reforçar a vigilância nas florestas, durante os meses de Julho e Agosto. É claro que tal não irá resolver com eficácia absoluta o problema, contudo é um factor de dissuasão para os criminosos que assim se poderiam sentir mais ameaçados com a eventualidade de serem descobertos em flagrante delito. 
Exposto tudo isto, gostaria de deixar, por fim, uma mensagem de apoio e coragem aos nossos soldados da paz. São eles - os nossos heróis - que impedem que as tragédias atinjam outras proporções, arriscando as suas vidas e deixando para trás o seu lar de conforto de forma a ajudarem todos aqueles que mais necessitam deles. Sem eles, eu nem queria imaginar como estaria agora o nosso país!
Muito obrigado, Bombeiros de Portugal!





Imagem nº 1 - Um terrível incêndio já atingiu o centro do Funchal (Arquipélago da Madeira).