quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

GNR de Esmoriz impede assalto a uma ourivesaria

A história envolveu um trio de larápios que parecem ter partido de Matosinhos, onde tinham furtado uma viatura para tentar consumar um assalto, no final da manhã desta Terça-feira, numa ourivesaria, junto ao Posto de Correios em Esmoriz. De acordo com o Correio da Manhã, os assaltantes encontravam-se armados com uma pistola e uma caçadeira. 
Um militar da GNR, que se encontrava de folga e que circulava nas proximidades do posto dos Correios, apercebeu-se de movimentações sinistras e alertou de imediato os outros agentes que interceptaram então a viatura na rua Ramalho Ortigão em Esmoriz.
Mesmo assim, o trio tentou forçar a fuga, mas ao fazerem marcha-atrás acabaram por embater num veículo que ali se encontrava estacionado, além de terem causado ferimentos ligeiros na condutora que foi parcialmente colhida (pois estava de saída da viatura para ir aos Correios). Os homens tentaram fugir a pé, mas foram logo apanhados. 
Os suspeitos confessaram que preparavam naquele momento o assalto a uma ourivesaria, acto que nem chegaram a tentar porque atraíram, desde logo, a desconfiança de quem passava no lugar.
As fotos que se seguem são da autoria de Vítor Silva.









Consultem mais detalhes no seguinte endereço electrónico (artigo de Francisco Manuel): http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/portugal/detalhe/militar_de_folga_impede_assalto.html.

PJ Aveiro atenua situação escaldante em Esmoriz...

Um segurança de 60 anos foi detido pela PJ de Aveiro por ter tentado cobrar uma pretensa dívida, ameaçando a vítima como uma arma de fogo. O homem dirigiu-se à mesma em tom de ameaça, foi depois detido, e agora é acusado dos crimes de extorsão agravada e de posse de arma proibida. A situação terá acontecido em Esmoriz, no passado Sábado. 
Posteriormente, decorreu uma busca domiciliária, onde foram apreendidas diversas armas e munições. 
O homem será presente a interrogatório judicial para que sejam depois aplicadas as medidas legais de coacção.




Bombeiros Voluntários de Esmoriz "resgataram" golfinho

A situação ocorreu pelas 14:30 desta passada Terça-feira, na Praia do Cantinho em Esmoriz. Infelizmente, desconhecemos mais pormenores, mas pela imagem exibida em baixo (golfinho sem cauda), é provável que o animal não tivesse sobrevivido aos ferimentos.
Os Bombeiros Voluntários de Esmoriz asseguraram a sua devida remoção.





Imagem nº 1 - Um golfinho deu à costa em Esmoriz sem cauda.
Foto retirada da Página Oficial dos BVE no Facebook

Extra-Esmoriz VIII- Porto de Aveiro bateu recorde histórico em 2014

De acordo com o Diário de Aveiro (artigo de Rui Cunha), o porto de Aveiro fechou o ano anterior com quase 4,5 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de cerca de 13% face ao ano de 2013, onde o resultado também fora bastante apelativo.
O Presidente da Administração José Luís Cacho vai mesmo mais longe e não hesita em afirmar que "é o porto que mais tem crescido no país".
A actividade naquela estrutura portuária tem sido então bastante intensa, ilustrando uma clara e admirável excepção face ao panorama nacional.




Imagem nº 1 - O Porto de Aveiro contorna a crise com resultados animadores.

Despojos do Mal (texto de Catarina Pires)


Auschwitz foi libertado há 70 anos pelas tropas soviéticas


Ou a casa dos mortos. Também podia ser. Um milhão e meio. De gente, homens, mulheres, crianças, velhos, que quando morreram já tinham morrido. E dos outros, os que quando sobreviveram já estavam mortos. Auschwitz sentenciou-os ao extermínio pelo «crime» de serem judeus ou ciganos ou comunistas ou homossexuais ou qualquer outra identidade que não estivesse de acordo com as especificações do Terceiro Reich. Em 1940, a casa dos mortos abriu os portões e por cinco anos, nas barbas do mundo, reduziu homens a cinzas. Hoje continua lá, museu do que não pode ser esquecido. Mas, e é isso o mais terrível, do que não pode ser lembrado. Porque não se entende, não se esteve lá, não se viveu, não se morreu.
«Isto é o Inferno. Hoje nos nossos dias, o Inferno deve ser assim, um lugar grande e vazio, e nós cansados de estar de pé, com uma torneira a pingar água que não se pode beber, esperamos algo sem dúvida terrível e nada acontece e continua a não acontecer nada. Como pensar? Já não se pode pensar, é como estar já morto», Primo Levi, sobrevivente de Auschwitz, no seu livro testemunho Se isto é um homem.
Um lugar grande e vazio. Em 1939, a ocupação nazi estendia-se à Polónia. E em 1940, de um antigo quartel do exército polaco, na cidade de Oswiecim, a 60 km de Cracóvia, fazia-se o maior e mais terrível campo de concentração do III Reich: Auschwitz, às ordens do comandante Rudolph Höss. No ano seguinte, a três quilómetros, erguia-se Auschwitz II – Birkenau. Campos eleitos por Heinrich Himmler para a «solução final» da questão judia, um eufemismo que traduzido dá extermínio total.
O fim da linha para milhões de judeus de toda a Europa, que aqui chegavam após intermináveis dias de viagem em vagões de mercadorias apinhados, quando não morriam pelo caminho, às balas dos SS, à fome ou à sede. Para muitos um fim da linha imediato. Chegados, despojados de si, seleccionados para a morte no duche de gás. Aos considerados úteis para o trabalho era protelada a sentença. Até ver. Não só judeus. Também ciganos, também prisioneiros de guerra soviéticos, também presos políticos, também outros. As imagens já as vimos, ou reconstituições delas, em filmes, em documentários, as descrições do que era aquilo já as lemos, em livros de história, em testemunhos de quem sobreviveu.
Um lugar grande e vazio. O diabo dono deste inferno tinha requintes. «Arbeit Macht Frei» («O Trabalho Liberta») inscreve-se acima dos portões por onde se entrava e não se saía. A saída era outra. «Aqui entra-se pela porta e sai-se pela chaminé», dizia Mengele, o doutor da morte. A toda a volta os postes, restos das redes electrificadas, garantias da fuga impossível ou de uma libertação ainda mais rápida que a prometida pelo trabalho.
Um lugar grande e vazio. Hoje museu. Cinzento, sombrio. À entrada, a história do campo, as fotografias, o antes e o depois, como o daquela rapariga judia de vestido aprimorado e canudos castanhos a posar para o fotógrafo e depois cabeça rapada, pijama de riscas, perfil, frente, oblíqua. O destino escrito ao lado. Como quase todos, a morte. Ao fundo do corredor uma escultura, uma parte de homem, amputada por um indecifrável instrumento.
O museu passa depressa. A visita guiada ao campo também. Uma hora e meia não dá para ver. Se calhar não há nada para ver. Mas dá para olhar, os blocos sucessivos, onde dormiam, onde viviam (viviam?), onde comiam. A visita segue. Descemos umas escadas, às celas onde eram castigados, torturados, mortos. Há um cheiro que agonia, que persiste. Vem de onde? Lá fora o guia desfia a história, as histórias, no intervalo de longos silêncios. Agora são aquelas janelas lá em cima, escondidas atrás de tábuas, era ali que Mengele fazia as suas experiências científicas, com cobaias humanas, era ali que tornava estéreis as mulheres judias. Agora é o muro das execuções, um tiro na nuca — impossível olhar nos olhos de quem vai morrer às nossas mãos? — e acabou. Não era a pior das mortes. Havia a forca. Onde tantos morreram. E onde morreu Rudolph Höss, o comandante do campo, de olhos postos na sua obra. Teve tempo de se arrepender, diz o guia. Outros não. Havia as câmaras de gás. Entramos, a cena de A Lista de Schindler vem à memória. Mas quase nunca foi assim, em 15 a 20 minutos ia a esperança, a ilusão, e vinha a morte pelo gás Zyklon B. E depois os fornos crematórios, as malditas chaminés. E depois nada.
Um lugar grande e vazio. Mesmo que não existam fantasmas, eles estão aqui. Todos os que aqui morreram, todos os que aqui sobreviveram. Estão no ar, estão no chão, estão nas cinzas, estão no cheiro, estão naqueles montes do que restou deles, hoje atrás de um vidro de museu, para dar a ver, para fazer saber, sentir, doer, lembrar, não esquecer. Há as duas toneladas de cabelos, que não chegaram a ser vendidas — os nazis vendiam os cabelos das suas vítimas à indústria têxtil, a meio marco o quilo. «Business is business. Reciclagem de humanos», observa o guia, numa ironia resignada. As cinzas também. Usadas como fertilizante para a agricultura. E depois há os sapatos, milhares de sapatos, e os óculos, um emaranhado retorcido de óculos, quase uma instalação artística, e os pentes e as escovas de dentes e os mais variados objectos pessoais, um amontoado de penhores das vidas roubadas no momento em que aqui se entrou. E há as malas, tantas malas, com nomes e moradas daqueles a quem pertenceram, muitos riscados e tornados a escrever. A esperança não foi a última a morrer, não pode ter sido, mas estas malas dizem-nos que é verdade, custa muito matá-la.
A visita acaba num filme, da libertação do campo pelos russos, das valas comuns cheias dos cadáveres que não houve tempo de queimar, dos rostos sem expressão, sem um único vestígio de salvação, dos corpos vivos de pele e osso, das crianças cobaias, dos velhos de 30 ou 40 anos. Como foi possível? O mundo sabia e não fez nada, acusava o guia há pouco diante de uma fotografia aérea do campo tirada pelos aliados, muito antes do fim da guerra. O que é que o mundo sabia? Por que não fez nada?
Um lugar grande e vazio. Ainda é assim Auschwitz. Mas agora já se pode pensar. Aliás, nada mais há a fazer senão pensar. Ou talvez não. Talvez, como dizia o filósofo alemão Theodor W. Adorno, após Auschwitz não seja mais possível pensar. Porque pensar é saber que sim, que isto é o homem.


Um artigo da autoria de Catarina Pires



 

Imagem nº 1 - A libertação de Auschwitz aconteceu há 70 anos com a chegada do exército soviético.

Foto do Mês - Jan. 2015

Mais uma rubrica que estreamos a partir de agora, que consistirá na publicação duma foto, que consideramos marcante, para cada mês.



Ekaterina Bilyik, 68, undergoes automatic weapons training during an army drill in the snow

O seu nome é Ekaterina Bilyik, uma idosa ucraniana de 68 anos, que acabou de completar um intenso treino militar ao lado dos cadetes do exército ucraniano, e não teme em ir para a frente de batalha combater os separatistas pró-russos do leste da Ucrânia. Uma prova de que quando se trata de defender a integridade territorial do seu país, as idades pouco importam.


Os direitos da foto pertencem ao Central European News. A imagem foi directamente extraída a partir de: http://www.dailymail.co.uk/news/article-2918503/Granbo-Ukrainian-grandmother-68-signs-train-alongside-army-cadets-nickname-Punisher-passes-military-tests.html




quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Mais um feito inolvidável de André Sá!

O técnico de voleibol de naturalidade esmorizense almejou uma nova façanha prestigiante, ao conseguir com que o Stod Volley, equipa profissional norueguesa de voleibol feminino, se qualificasse para os quartos de final da Challenge Cup - prova internacional de considerável reputação. Nunca uma equipa norueguesa havia chegado tão longe nesta competição europeia! 
André Sá é o rosto do novo sucesso. Há a destacar ainda os seus adjuntos, também portugueses, Pedro Santos e David Sousa. Também Carlos Jorge Ferreira foi outro esmorizense que terá passado pelo Stod Volley, uma turma que tem alcançado títulos importantes nos últimos anos.
Na primeira mão, o Stod Volley derrotou o Azerrail Baku do Azerbaijão por 3-1 em sets, mas na segunda mão, perdeu por 3-0 em sets. Com uma vitória para cada lado, o meio de desempate foi feito através do fatídico "golden set" (ou set de ouro), no qual a equipa de André Sá conseguiu recuperar o ânimo e vencer o referido set decisivo por 18-16, num jogo que foi seguramente bastante exigente e adverso dada a qualidade do adversário.
Nos quartos de final, o Stod Volley vai defrontar o Khimik Yuzhny da Ucrânia.
Quanto a André Sá, tem realizado um trabalho bastante produtivo na sua aventura pela ancestral terra dos vikings, depois de no passado ter sido jogador e técnico no Esmoriz Ginásio Clube, isto é, na Universidade do Voleibol, onde decerto assimilou as valências e os conhecimentos necessários para concretizar uma carreira de sucesso. É ainda um dos adjuntos da selecção masculina de Portugal.
Desejamos a melhor das sortes à equipa para os restantes jogos da prova! Que consigam ir o mais longe possível!