quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Correio do Leitor - Florindo Pinto tem dúvidas se o Esmoriztur avança e critica as festanças municipais

A cidade de Esmoriz, no enclave da zona metropolitana de Aveiro, a limitar a do Porto a Norte e a Nascente, tendo o Mar a Poente, logo no cu do mundo, ali colocada por um autarca de Ovar, nascido em Esmoriz, deteve, no passado, um complexo cultural, social e turístico, propriedade privada denominada Esmoriztur. Era composto de restaurante, café e diversas salas por onde passaram os maiores nomes da música portuguesa, como Amália Rodrigues, Carlos do Carmo e muitos outros. Desse complexo fazia parte uma grande Sala de Espectáculos com mais de 6oo lugares sentados, onde se realizaram os eventos de grande nível, para além de festivais de cinema, teatro, música e exposições.
Em finais dos anos noventa, a Câmara de Ovar, liderada por esse autarca vareiro, decidiu adquirir este complexo e o declínio iniciou-se. O projecto maquiavélico passou à execução e a gestão pública da Câmara de Ovar, depressa arruinou aquilo que era o expoente máximo da cultura nesta região. Alguns anos depois de “aquilo” dominar e “daquilo” se assenhorear, a Câmara de Ovar consumou as intenções que, certamente, sempre teve – fechou as portas do Cine Teatro Esmoriztur.
O espaço antes destinado a Café, acabou por servir para a Loja do Cidadão – do mal o menos -, mas alguns vareiros não gostaram da decisão que fora tomada.
Há anos, em anos de eleições, que consta que a Câmara de Ovar, tem a intenção de ali fazer obras. Mas os anos vão passando, alguns mandatos autárquicos não se renovaram e o complexo manteve as “portas fechadas” para gáudio dos mal-intencionados, e, também, dos inimigos da Cidade de Esmoriz.
Esmoriz está hoje, no vastíssimo campo da cultura, muito mais pobre. Foi de forma calculada e intencional, decepada. Mas, a esperança, de quando em vez, volta e durante a campanha para as últimas eleições autárquicas, muitos foram os que acreditaram que, estando, e já se disse que estava para mais tarde se dizer que… -é muito complexo o projecto-, pronto o projecto de renovação, o Esmoriztur iria surgir de imediato, mesmo que com outro nome. Pensaram e acreditaram as pessoas na promessa eleitoralista, mas não previram as probabilidades do ENGANO.
O tempo vai passando e ouve-se dizer “por aí”, que a reabilitação do complexo irá servir de “arma
eleitoral” e que as obras surgirão, se surgirem, precisamente no último ano deste mandato autárquico, a tempo de haver uma “mostra”, em plena campanha eleitoral – Tanto calculismo!... Tanta falta de respeito!... Que descaramento!... Que insulto!...
Que agradável seria se o desmentir acontecesse, mas… o tempo vai passando e o que “por aí” se diz, começa a ganhar forma e a obra não se faz. Já inventaram um custo de 3.514.000€.
Em concelho de emoções, o que se vive são as desilusões, embora com muitas festas e festinhas, onde se esbanjam os tostões.



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Florindo Pinto critica a centralização autárquica do concelho de Ovar e defende a reabilitação imediata do Esmoriztur
Foto - Ovar Novos Rumos

Crónica Desportiva - Sporting Clube de Esmoriz viu a sua invencibilidade a chegar ao fim



SC ESPINHO X SC ESMORIZ: AO FIM DE 14 JORNADAS, LÍDER SENTE O SABOR DA DERROTA (crónica - "Juízo de Bancada)


Num jogo de emoções fortes, com momentos feios, expulsões, bolas nos ferros e até um penalty, foi o Espinho quem levou a melhor, vencendo o Esmoriz por 2-1. Apesar de conhecer a derrota pela 1ª vez esta época, a equipa da Barrinha mantém-se na liderança do campeonato.



O Estádio Comendador Oliveira Violas em Espinho foi o palco de embate entre dois Sportings: o de Espinho e o de Esmoriz.
Foi já com as bancadas bem compostas que as duas equipas entraram em campo. O Esmoriz alinhou com Borges na baliza, quarteto defensivo com Joca na direita, Seijas na esquerda, Correia e Alves. No meio campo, os incontornáveis Batista, Banda e Pedro Godinho (cap.). No ataque Fred pela direita, Quirino pela esquerda e Vando como homem mais adiantado.
Até foi o Esmoriz a ameaçar primeiro – com Seijas num centro/remate fortíssimo que passa por uma floresta de pernas, não desvia em ninguém, e embate com estrondo no poste – mas foi o Espinho quem inaugurou o marcador, aos 27’: num canto à direita, Bruno Gomes é quem salta mais alto e cabeceia para o 1-0.
A ganhar, o Espinho ficou motivado e construiu diversas oportunidades de golo, chegando mesmo a acertar no poste da baliza de Borges. Já o Esmoriz corria atrás do prejuízo, mas só de longe conseguia rematar e, quando o fazia, não assustava – exceção a um livre de Seijas que passou a centímetros da trave espinhense.
Na segunda parte, o Esmoriz entrou desconcentrado e a cometer erros pouco habituais. Primeiro, numa tentativa de atrasar para a sua defesa, um jogador do Esmoriz entrega mal a bola e deixa-a nos pés de um avançado…do Espinho. Mas esta prenda-de-natal-adiantada foi tão surpreendente e o avançado tão deslumbrado ficou que, na pequena área, acabou a rematar por cima da baliza. Acontece que, no lance seguinte, aos 51’ um novo erro da defensiva do Esmoriz acabaria por levar ao segundo golo do Espinho: bola lançada para as costas da defesa esmorizense, Borges sai da baliza para aliviar a bola mas entrega o ouro ao bandido, neste caso a Rui Lopes, que, com a baliza escancarada e só com Joel pela frente, chutou facilmente para golo.
Narciso Ratinho procurou responder com as entradas de Koneh, Jeff e Coronel para os lugares, respectivamente de Quirino, Fred e Banda, mas o Esmoriz estava em tarde-não. Com o Espinho seguro no controlo das operações, os esforços da turma da Barrinha era feitos essencialmente com remates de longe até que…
Aos 93’ num lance inofensivo, o guarda-redes do Espinho comete penalty sobre Jeff, agarrando o jogador do Esmoriz, depois de ter largado uma bola fácil para os seus pés. No rescaldo do lance geraram-se incidentes e um defesa do Espinho foi expulso por acumulação de amarelos.
Na conversão da grande penalidade, Pedro Godinho não vacilou e reduziu para 2-1, fixando o resultado final. Pouco depois o árbitro deu por encerrada a partida.
No rescaldo do encontro Narciso Ratinho considerou o resultado como “justo”, reconhecendo que a equipa “tentou reagir mas sofrer o 2º golo logo no início da 2ª parte prejudicou a estratégia”. Já o treinador do Espinho, Carlos Manuel realçou a “vitória justa” mas lamentou a “desatenção no final que provocou o penalty”.
Ao fim de 14 jornadas no Campeonato, o Esmoriz conheceu o sabor da derrota – derrota essa que foi também a 1ª de Narciso Ratinho enquanto treinador do clube – mas mantém-se na liderança com 31 pontos, mais 3 do que o S.João de Ver que tem 28.
Na próxima jornada (18 Dezembro) o S.C. Esmoriz recebe no Estádio da Barrinha o 14º classificado, Sporting Paivense.



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Crónica do Site Juízo de Bancada
Autor - Emanuel Bandeira

domingo, 11 de dezembro de 2016

Extra-Esmoriz LXVIII - A maior Árvore de Natal do país mora em...

A Cidade de Aveiro acaba de inaugurar uma árvore de Natal gigante com cerca de 50 metros de altura. O projecto foi instalado no Jardim do Cais da Fonte Nova.
De acordo com nota da autarquia, “trata-se da maior Árvore de Natal de Portugal, com uma altura de 50 metros, com 4 kilometros de Led’s num total de cerca de 400.000 Led’s, com um Moliceiro a coroar o topo da Árvore, e que está colocada num dos mais belos locais da Cidade de Aveiro”.
Esta iniciativa muito se deve ao apoio de um grupo de empresas que assumiriam assim a totalidade dos custos inerentes ao investimento.
A inauguração decorreu na tarde do passado sábado, dia 10 de Dezembro, tendo comparecido centenas de pessoas no local. Muitos aproveitaram para tirar selfies em família e registar o acendimento das luzes. 
Devido à sua elevada altura, a árvore pode ser contemplada a partir de vários sítios da Cidade de Aveiro. Se porventura passar pela Veneza Portuguesa, não hesite em visitar a Maior Árvore de Natal do País.



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Imagem nº 1 - A maior árvore de Natal, em Portugal, foi inaugurada em Aveiro, junto ao Cais da Fonte Nova.
Foto - Diário de Aveiro (Adérito Esteves)

Eu pago, tu pagas, mas eles não!

Em primeiro lugar, espanta-me, por vezes, constatar a passividade do nosso povo perante certas questões. Temos a fama de sermos demasiado brandos, para o bem e para o mal, e deixamos que nos calquem facilmente. 
Hoje trazemos perante os nossos leitores, um assunto polémico mas que deveria suscitar certamente um tremendo sentimento popular de injustiça. De facto, quando falamos de IMI (e das suas isenções), reparamos imediatamente que a lei não é igual para todos. Os partidos, os clubes de futebol, as entidades religiosas e alguns grupos venerados pelo Sistema não pagam este imposto. Porque é que não pagam? Porque não convém pagar, até porque muitos destes partidos dispõem de edifícios de luxo, e não querem abdicar das suas mordomias. Poderia representar um rombo autêntico nas suas contas. Não nos surpreende! A classe política tem vindo a revelar, nas últimas décadas, uma postura aristocrática, conservando privilégios especiais dos quais não deseja abdicar. Por exemplo, a nobreza moderna de hoje tem direito a subvenções vitalícias chorudas (a suspensão anterior foi, na verdade, uma treta porque foi agora reposta com o respectivo pagamento de retroactivos). E claro ninguém se indigna contra isto. É bem feita, porque permitimos que isto aconteça e não exercemos o direito de nos manifestarmos! 
Mas não nos desviemos da temática principal. É uma vergonha a isenção dos partidos no que diz respeito ao pagamento do IMI. Volto a perguntar - Porque é que eles não pagam IMI? Porque é que ninguém na Assembleia da República ousa propor tal medida? 
O Correio da Manhã ainda vai mais longe na edição deste dia 11 de Dezembro de 2016, quando salienta que empresas ligadas ao Grupo EDP têm acesso a benefícios fiscais acima dos 90 milhões de euros. Mais uma situação que me enoja enquanto português. Pagamos uma das contas de electricidade mais altas da Europa (e que aumenta quase todos os anos), e ainda por cima, existem administradores daquele grupo que têm ordenados de luxo, mas quem paga com isto tudo é o Mexilhão que se torna apenas culpado pelo seu silêncio cúmplice. 
É curioso constatar que, nos últimos anos, os valores do IMI duplicaram, triplicaram ou até mais do que isso. Tivemos conhecimento também de que muitos desempregados, outrora isentos do pagamento, foram chamados a pagar anualmente o valor do imposto pela moradia na qual residem. Ou seja, compramos uma casa (que supostamente é nossa), mas ainda temos de pagar, todos os anos, ao Estado pelo bem imóvel que supostamente nos pertence. Ainda por cima, o imposto tem progredido, ao ponto de acarretar custos elevados. 
E sabem o que me revolta mais? Aqueles comentadores nacionais que vêm para os jornais e para a televisão, cantar odes e dizer maravilhas sobre os seus partidos. 
Lamentavelmente, sou forçado a concordar quando me dizem que existem portugueses de primeira e portugueses de segunda. A igualdade neste país é, na verdade, um mito legal. Há classes privilegiadas no seio da sociedade, e isto ninguém pode negar. O Estado não é misericordioso quando se trata da abordagem em torno da "aristocracia republicana", mas quando se acha perante a arraia-miúda, é tão fácil sobrecarregá-la de impostos e demais obrigações. 
Votar hoje em eleições legislativas é, simplesmente, uma perda de tempo.
O Sistema manda e o Povo tem medo da mudança. Ponto final.





Tabela nº 1 - Benefícios fiscais/IMI por entidade
Notícia - "Correio da Manhã"
Edição de 11/12/2016

sábado, 10 de dezembro de 2016

Um pequeno regresso à Barrinha

Em jeito de continuidade do post anterior, e como já havíamos referido que estivéramos na Barrinha de Esmoriz na passada quinta-feira, aproveitamos igualmente para tirar umas fotos à lagoa, cuja comunicação ao mar estava vedada. Naturalmente, a lagoa se achava mais cheia, havendo assim áreas pantanosas nas imediações.
Avistámos novamente as mesmas espécies de aves - gaivotas, alvéolas, patos, garças-reais e corvos marinhos. Claro que estas se concentravam mais na área nascente da lagoa, a qual conserva a sua essência selvagem (visto que é uma zona algo distanciada do contacto humano).
A Barrinha de Esmoriz continuará, como sempre, a merecer a nossa especial atenção porque é um património ambiental valioso situado na região Norte/Centro do País que importa ser preservado.  










Ribeira de Rio Maior continua nas "águas da amargura"

Infelizmente, as águas provenientes da Ribeira de Rio de Maior que vão desaguar na Barrinha de Esmoriz continuam poluídas. É um facto que ninguém poderá negar no seu perfeito juízo. 
Nesta passada quinta-feira, regressamos àquele sítio ambiental, tendo desta feita ingressado pela parte respectiva de Paramos. Constatamos que ali nascerão mais um ou dois passadiços que farão a ligação ao que actualmente já existe junto ao aeroclube e que ruma em direcção à costa. Também visualizamos que uma boa parte do caniço já foi removida, talvez abrindo caminho para a instalação de futuros passadiços.
Não obstante as acções necessárias de limpeza, vislumbramos que um desses caminhos ladeava a Ribeira de Rio Maior, um dos principais afluentes que nasce no concelho de Santa Maria da Feira e que percorre as freguesias de Silvalde e Paramos até desembocar na Barrinha de Esmoriz. 
Mais uma vez, e sem qualquer surpresa, verificamos que as águas estavam escuras, talvez não muito, mas estavam! É verdade que já houve dias em que a poluição fora bem pior, mas é um facto cientificamente comprovado e observável que aquele ribeiro continua a ser uma dor de cabeça profunda no âmbito da estratégia de requalificação da Barrinha de Esmoriz.
E claro não descansaremos enquanto não forem tomadas medidas que visem a dignificação deste afluente. A Ribeira de Rio Maior é um dos pulmões da Barrinha juntamente com o Rio Lambo, e enquanto ninguém encarar o problema de frente, a poluição continuará activa, e claro, isso não será saudável para o futuro da lagoa.
É altura de responsabilizar os responsáveis por tais fontes poluidoras. A impunidade tem de acabar! As autoridades ambientais têm de começar a actuar, identificando a origem dos "pontos negros". 
Em suma, ainda há muito portanto para fazer neste capítulo, isto sem desprimor para as obras em curso que são evidentemente fundamentais para permitir o início de um ciclo mais risonho.














sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Já ouviu a "Grande Marcha de Esmoriz"? E o "Hino de Esmoriz?

Descobrimos no Youtube mais dois temas musicais populares que muito dizem aos esmorizenses. 
Claro, músicas que só poderiam ser cantadas pelo mítico José Reis, cuja devoção por Esmoriz, sua cidade-berço, é total.




Vídeo nº 1 - "Grande Marcha de Esmoriz" cantada por José Reis. A letra é de Saul de Oliveira, e a música em si é de Luís Aleixo.
Publicação de Victor Lima no Youtube




Vídeo nº 2 - "Hino de Esmoriz" cantado por José Reis.
Publicação de Victor Lima no Youtube