quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O Cusco "vai estar presente" no próximo show do Programa "Na Companhia do Pedro e do Zé"



Fui honrosamente convidado para participar no programa "Na Companhia do Pedro e do Zé". Por motivos óbvios de distância, não poderei estar presente fisicamente (e até para manter a discrição! mas quem sabe se um dia...). Mas enviarei as respostas que serão lidas e comentadas pelos nossos estimados amigos José Marinheiro e Pedro Sá que lideram aquele programa de topo da nossa rádio. A "entrevista", neste seu formato original, irá para o ar no dia 8 de Fevereiro, Sábado próximo.
Autorizamos ainda que o vídeo (ou gravação) seja colocado no Youtube ou noutro endereço electrónico, de forma a que possamos citar o mesmo aqui, para que todos possam aceder posteriormente também ao conteúdo a partir deste blog. Se por algum motivo não colocarmos aqui as gravações (confesso que ainda sou um pouco tosco nestas cenas das tecnologias!), não existirá quaisquer problemas, pois exibiremos, pelo menos, as perguntas e as respostas escritas, isto obviamente depois da transmissão do programa no dia 8 de Fevereiro, a qual aconselho que ouçam atentamente na Rádio Voz de Esmoriz.
Por isso, não percam, isto prometerá ser bastante divertido.
Foi, de facto, uma honra ter recebido este convite. É sempre bom ver o nosso trabalho reconhecido. 
Fica a promessa, e caso um dia me decida revelar, que farei questão de ir pessoalmente a esse programa... Mas daqui até lá, creio que ainda não chegou esse momento.
Estejam atentos ao programa de rádio! 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A hegemonia marítima acentuou-se nos últimos 200 anos!

Em 1780, tínhamos todo este areal pronto a precaver o avanço marítimo. O mar parecia ser um inimigo adormecido.




Mapa Topográfico de 1780 - OvarMemórias, citado também pela Comissão de Melhoramentos de Esmoriz


Mais de 200 anos passaram e a realidade é agora esta, e sinceramente, não poderia ser mais assustadora:



Foto da autoria de Tiago Luís Marques em 2011

O advento do Casagrande...

Como o Cusco de Esmoriz, esse ser lendário, se encontra a léguas de Esmoriz, incumbi o segundo elemento mais bem cotado da nossa Irmandade com a missão de reportar todas as incidências que marcam a actualidade da nossa terra. E ele andou por aí a registar tudo.
O Casagrande começou por lamentar o péssimo estado em que se encontra a rua inferior à estação de Esmoriz e que garante a ligação entre as freguesias de Esmoriz e Paramos. Não sei se esta zona faz parte ainda de Esmoriz ou de Paramos, contudo as Câmaras Municipais de Ovar e de Espinho deveriam estar mais atentas, pois qualquer dia, as crateras ainda engolem um carro. Eu sei que estou a hiperbolizar um pouco, mas isto não tem mesmo jeito nenhum, e o problema é que há mais exemplos de vias neste estado na nossa cidade, e por isso, teremos que continuar o trabalho já iniciado por Manuel de Oliveira, pavimentando as ruas que estão ainda em falta. Recordo aos responsáveis pelo planeamento urbanístico que Esmoriz é uma cidade, não é pois uma aldeia com ruas de pavimento térreo e cujas crateras procuram rivalizar, em termos de dimensão, com as de Marte.




Imagem nº 1 - Cuidado com os pneus!



Imagem nº 2 - Que grande cratera! Cuidado amiguinhos!



Imagem nº 3 - É imperioso repavimentar esta rua ou remendar os buracos.


Mas o excelentíssimo Casagrande, para além de observar o alagamento das ruas derivado dos temporais que se têm vindo a fazer sentir, referiu que o Esmoriz Ginásio Clube demoliu o antigo muro circundante, talvez para ressalvar o carácter estético do jardim, mas ainda não sabemos ao certo as razões que justificaram o sucedido. Esperemos entretanto que alguém nos elucide. 



Imagem nº 4 - O Esmoriz Ginásio Clube derrubou o seu muro circundante.



Imagem nº 5 - Basta saber se será criada uma nova barreira de protecção, ou se esta foi efectivamente removida de forma definitiva.


O Casagrande ficou, ao menos, deveras satisfeito com a limpeza do estaleiro. Era pois uma iniciativa que já se esperava há algum tempo. Devemos zelar por uma cidade mais limpa e esteticamente apreciável. Esteve bem, neste dossier, a Junta de Freguesia de Esmoriz.



Imagem nº 6 - Tractor em acção!



Imagem nº 7 - O trabalho deve ter sido enorme, dada a quantidade de entulho que aí se encontrava.



Imagem nº 8 - O tractor exibe todo o seu estilo!


O Casagrande inteirou-se igualmente do estado do Rio Lambo, onde a corrente das águas parecia ser algo forte. Para além disso, houve mesmo sinalização que foi arrastada pelo vento para o rio.



Imagem nº 9 - A ponte de madeira convida os visitantes a mirarem o Rio Lambo, mas só em dias quentes.



Imagem nº 10 - Este é daqueles casos, embora não sinalizado no código de estrada, em que não devemos obedecer a um sinal obrigatório, sob pena de irmos dar um valente mergulho!




Imagem nº 11 - A corrente do rio impõe respeito.




Imagem nº 12 - Uma garrafa em cima do rio. Isto meus caros chama-se poluição ambiental e constitui crime.



Por fim, e como o Casagrande precisava de queimar calorias, pegou na sua inseparável bicicleta, e deslocou-se até a Ovar, onde fotografou duas capelas. É pois altura de rezar a São Pedro para que acalme o mar revolto, já que o Estado Português só irá definitivamente intervir quando as galerias da Assembleia da República se transformarem em dunas com toda aquela vegetação rara!
Agora falando mais a sério, estas capelas integram o percurso da procissão do Senhor dos Passos em Ovar, que costuma sair no 4º Domingo de Quaresma (caso queiram saber mais, consultem: http://arteculturareporter.blogspot.pt/p/pueri-cantores-s-cristovao-de-ovar.html). 



Imagem nº 13 - A Capela do Passo do Horto.




Imagem nº 14 - A Capela do Passo da Verónica.


Todas as fotos são da autoria do Casagrande mas aceitamos a partilha livre das mesmas.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Nota da Junta de Freguesia de Esmoriz - Três secções de voto garantidas nas eleições europeias de Maio

A cidade de Esmoriz já terá três secções de voto a funcionar nas próximas eleições europeias em Maio. Além, da assembleia no centro da cidade (pavilhão dos Castanheiros), estão constituídas mais duas, em Gondesende e na Praia, em locais a anunciar oportunamente.
A criação de mesas de voto nos lugares mais a nascente e a poente da Cidade de Esmoriz eram pretensões com mais de 20 anos, sucessivamente prometidas e não concretizadas. Cumprindo mais uma promessa contida no programa eleitoral com que se apresentou nas últimas eleições autárquicas, o presidente da Junta de Esmoriz, António Bebiano, acaba de anunciar a conclusão do processo, com a distribuição dos eleitores pelas novas assembleias de voto, que permitirá que o próximo acto eleitoral – as Eleições para o Parlamento Europeu, em princípio a 25 de Maio – já se realize em três diferentes locais da Cidade.
A participação dos eleitores na definição do seu futuro colectivo é um princípio basilar da Democracia e ao criarmos condições para que o possam exercer os seus direitos e obrigações mais próximo dos seus espaços de residência, estamos a dar mais um passo para combater o distanciamento entre os cidadãos, a política e a elevada taxa de abstenção em actos eleitorais” - afirma António Bebiano.
O autarca sublinha ainda que “tem sido uma prática corrente deste executivo e desta Assembleia de Freguesia, estar próximo das populações e chamá-las a participar e a intervir no processo de discussão da gestão da Cidade”, apontando como exemplo o atendimento ao público e a realização de assembleias de freguesia fora do edifício da Junta, em diferentes lugares de Esmoriz.
A Direcção Geral de Administração Interna (DGAI) aprovou a atribuição de dois novos postos de recenseamento, em Gondesende e na Praia, após solicitação da Junta de Freguesia, sendo consequentemente realizado por esta Junta todo o processo na distribuição dos eleitores de acordo com a sua Morada/Código Postal, e individualmente os moradores de Gondesende, sendo abrangida a Rua da Indústria e os moradores a poente da linha ferroviária receberão uma notificação, na qual consta o novo número e letra do seu novo posto de recenseamento.
Em virtude, do enorme trabalho e esforço por parte da Junta de Freguesia, foi necessário confirmar o número de eleitor com articulação nome a nome, validação individual de morada e da possibilidade de existirem moradas não actualizadas, a Junta de Freguesia aconselha todos os cidadãos que não foram notificados no âmbito desta operação e que residem nos territórios referidos a consultarem o seu novo número de eleitor e letra do seu novo posto de recenseamento, através do sítio de internet www.recenseamento.mai.gov.pt ou via SMS escrevam RE nº de identificação civil sem check-digit data de nascimento AAAAMMDD e enviem para o número 3838. Exemplificando: alguém que tem número de bilhete de identidade 1444880 e nasceu a 07 de Outubro de 1953, deverá escrever uma SMS e enviar para referido nº 3838, a seguinte mensagem: RE 14444880 19531007.
Qualquer dúvida pode ser esclarecida na secretaria da Junta de Freguesia de Esmoriz ou através do contacto 256750940.


Texto retirado da Página Oficial da Cidade de Esmoriz no Facebook

Considerações sobre a ponte que poderá estar em iminência de avançar

A Barrinha de Esmoriz poderá ter acesso a uma nova ponte, é uma possibilidade que tem sido discutida com frequência nos últimos tempos. Mas é óbvio que o projecto ainda não foi colocado na prática. Caso avance, e todos esperemos que sim, a ponte terá de ser forçosamente composta por uma estrutura metálica, preparada para resistir aos mais adversos temporais e até às cheias da lagoa. Terá de oferecer condições mínimas de segurança, de forma a garantir que não haverá lugar a tragédias.
Como sabem, existiu antigamente uma ponte que fazia a ligação entre Esmoriz e Paramos (Júlio Dinis, grande vulto do Romantismo Português, refere-se a ela no século XIX num dos seus romances) que, por motivos desconhecidos, terá desaparecido, restando apenas os seus alicerces, popularmente designados de pegões. Houve mesmo teorias que referiam a possibilidade desta antiga ponte ter sido produto da civilização romana, mas parece-nos uma possibilidade algo fantasiosa. Poderemos sim, quando muito, desconfiar da origem medieval ou moderna desta ponte que terá assegurado o contacto entre as duas margens num período que seguramente antecedeu o século XIX. 
Como não há imagens nem grandes investigações arqueológicas, é quase impossível propor uma datação precisa para a sua existência, e por isso, podemos apenas lançar ideias baseadas na intuição, o que normalmente não é suficientemente esclarecedor do ponto de vista científico.
Reconstruir a ponte seria desterrar, no bom sentido, o passado, mais do que isso, criava-se um miradouro sobre a lagoa, conhecida pela sua biodiversidade (sobretudo em termos de aves e vegetação), e também atrairia mais vigilância ao local, de forma a descortinar qualquer despejo clandestino. A ponte convidava os caminhantes a desfrutarem do contacto da Natureza, para além de reintegrar, aos poucos, a Barrinha no Mapa do qual nunca deveria ter saído.
A Barrinha não pode continuar a ser alvo da nefasta e ignorante marginalização...




Imagem nº 1 - A Barrinha e o seu belo contraste de cores.
Foto da autoria de Magda Moreira



Imagem nº 2 - Os antigos pegões da ponte que atravessava outrora a Barrinha.
Foto da autoria de Magda Moreira



Imagem nº 3 - A lagoa na sua versão transparente!
Foto da autoria de Magda Moreira



Imagem nº 4 - Vista sobre a Barrinha a partir das dunas.
Foto da autoria de Magda Moreira



Nota - Todas estas fotos foram retiradas da Página Oficial do Movimento Cívico Pró-Barrinha no Facebook, Associação Ambiental que há muito tempo luta igualmente pela reconstituição da ponte, e o qual faz referência, na sua exposição fixa, ao excerto do romance "Canto da Sereia" de Júlio Dinis que remete para o testemunho dessa antiga passagem que hoje já não se vislumbra.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

A FLOR MAIS BELA, A MAIS BELA FLOR - texto da autoria de Ana Roxo

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Era uma vez num país pequeno país vizinho do mar, uma escritora e poetisa que muito queria amar. Nascida em 8 de Dezembro de 1884, em Vila Viçosa, era uma alentejana de gema: uma figura ímpar da literatura portuguesa, enorme, enormíssima e nunca pequena.

Alma perdida se sentia como naquela noite em que o rouxinol cantou: alma incompreendida, alma que a sua prosa e poesia imortalizou. http://www.citador.pt/poemas/alma-perdida-florbela-de-alma-conceicao-espanca

Poetisa, escritora, mulher… Mulher à frente do seu tempo…Mulher que soube o que quer. Mulher, simplesmente mulher!

Mulher da dor, mulher do sofrimento, mulher das duras penas, mulher do amor…

Poetisa que cantava o amor e seus permanentes desencontros. Cantava também a morte e a vida em contraponto. 


Cantava a angústia, o tempo, a tão portuguesa saudade. Cantava a angústia existencial com uma divina magninimidade!

Com a beleza subtil de uma bela e singela flor: o seu nome Flor Bela, é a descrição mais bela desta Flor tornada Mulher, na mulher que desfolha as pétalas Amor! http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=380

Nas suas poesias também enobrecia Portugal. Enobrecia também a sua terra natal. 




Florbela Espanca – mulher sofrida, mulher triste, neste mundo perdida. Quando perdeu o seu irmão Apeles, esse foi o maior golpe no seu coração. Amava de tal modo o irmão querido, que era como que se com ele tivesse partido. http://www.citador.pt/poemas/lagrimas-ocultas-florbela-de-alma-conceicao-espanca

Perdeu a mãe muito cedo, com 29 anos, na flor da idade. Foi registada como filha ilegítima, seu pai era já casado: era assim triste os acordes do seu Fado. Perdeu também os filhos, fruto do mais profundo dos amores…Perdeu tanta coisa, tanta gente, neste mundo de dissabores. Perdeu tanto e tanto amou, procurou por si mas nunca se encontrou.

Flor de precocidade – escreveu o seu primeiro poema apenas com sete anos de idade.

Em 1907, o seu primeiro conto: «Mamã», escreveu…Era uma escritora versátil, que muito à literatura deu!

Casou-se três vezes, sempre procurando o amor, sem nunca o encontrar. Apenas encontrou a dor na sua busca por amar.

Florbela percorreu um pouco todo o país, desde o seu Alentejo Natal, até a uma pequena terra chamada Esmoriz.

Morou também em Esmoriz na Casela e no Lugar da Estrada Nova, hoje cidade do concelho de Ovar, mas foi Matosinhos a sua casa, antes de nos deixar.

Poetisa da solidão, alma sofrida, alma revoltada, sobretudo depois que Apeles morreu num acidente de avião. O  seu desejo era ir com ele –  não se sentia deste mundo, para ela de dor e de solidão.

Antes da publicação da «Charneca em Flor» partiu para outro mundo, esta Bela Flor. Partiu no dia do seu aniversário de 36 anos em 8 de Dezembro de 1930, pensando por fim à sua dor.

Tentou por duas vezes por termo à sua vida. Para ela era a morte – a saída para a sua vida sofrida e alma perdida.

Partiu cedo esta mulher singular, tomando uma dose excessiva de barbitúricos e a morte acabou por a levar.

Porém, nunca morremos, apenas dizemos até breve, tal com esta poetisa, escritora, mulher… que o sofrimento, a vida, a morte, o amor e a dor tão bem descreve.

Deixou-nos o que de melhor soube fazer: a sua vasta obra, tão carregada de versatilidade: única, bela, original, intemporal e sem idade. (ver Bibliografia activa) - http://pt.wikipedia.org/wiki/Florbela_Espanca

Poetisa/escritora que cantores e a música também inspirou, pelos seus poemas de encantar, apaixonando não só Portugal, mas também o Brasil do outro lado do mar.  Deixe-se inspirar!



Bela Flor, Flor Bela, Flor Bela de Alma da Conceição Espanca – portuguesa, mulher, escritora, poetisa, mulher única e original –  a mais Bela Flor num país que é um encantado jardim de nome Portugal!



Artigo e Fotos enviados por Ana Roxo

A magia da Tanoaria...

Duas horas passadas a ouvir atentamente o testemunho
Do dono da antiga maior tanoaria de Portugal na cidade de Esmoriz, Sr Alexandre Sá contou coisas maravilhosas, testemunhos impressionantes da nossa cidade entre 1920/1969 , vale a pena ouvir dizer "A rua dos castanheiros era em lama e os barris iam a rolar dos castanheiros ate à estação, sempre por um caminho de lama" , "vendemos 50.000 barris ao exército para as tropas que estavam nas colónias" , "fazíamos 700 barris por dia e fizemos com que Esmoriz se tornasse uma terra em que muitas pessoas viessem para cá trabalhar e viver, nessa altura era uma terra de emigração de vários pontos do país, muitos homens instalaram-se cá com as suas famílias ", 
A Comissão de Melhoramentos de Esmoriz continuará a procurar ouvir testemunhos das figuras relevantes do passado e presente da nossa cidade.





Texto e Foto retirados da Página oficial da Comissão de Melhoramentos de Esmoriz no Facebook