sábado, 20 de junho de 2015

Foto do Mês de Junho (2015)




Imagem nº 1 - O primeiro-ministro grego Alexis Tsipras pisca o olho à Rússia de Vladimir Putin. 
O impasse vivido entre a Grécia e o FMI, faz com que Atenas procure novos apoios económicos no exterior da União Europeia.
Foto - AFP/Getty Images


Verão faz aquecer Esmoriz

As temperaturas têm vindo a superar os 30º C nos últimos 3 dias. Assim sendo, o calor convida vários cidadãos e turistas a deslocarem-se à nossa praia, e refrescarem-se nas águas do mar. 
No nosso vasto areal, há aqueles que se deitam nas toalhas estendidas para apanhar banhos de sol, os que realizam aprazíveis caminhadas, e ainda outros que praticam voleibol, futebol de praia e surf. 
Só na manhã deste Sábado, observamos milhares de pessoas a usufruírem dum óptimo dia na Praia da Barrinha em Esmoriz. Também nas suas imediações foi possível verificar um número significativo de pessoas presentes nas esplanadas e nos cafés que tencionavam então desfrutar duma deslumbrante vista.
A cidade de Esmoriz revela pois "talentos veraneantes" que não passam despercebidos a quem pretende gozar dumas merecidas e recompensadoras férias. 




Foto - H. A.

A 25º Edição do Grande Prémio de Ciclismo do JN conheceu o seu ponto de partida em Esmoriz



Foto - Comissão de Melhoramentos de Esmoriz



Neste Sábado (dia 20 de Junho), o Grande Prémio de Ciclismo promovido pelo Jornal de Notícias teve em Esmoriz o seu ponto de partida. A 25ª edição da prova iniciou-se mais concretamente por volta das 12 horas na Avenida da Praia, onde se juntaram inúmeros ciclistas que se prepararam assim para concorrer naquela que é uma prova recheada dum vasto historial e indubitável prestígio. Efectivamente, participaram profissionais de alto gabarito, representando equipas nacionais e estrangeiras de reconhecida tradição. Destacamos ainda a presença dum público considerável que assistiu ao desenrolar das incidências desportivas.
De acordo com o percurso delineado, os ciclistas seguiriam, depois da partida, rumo a Cortegaça, Maceda e Furadouro. No entanto, esta etapa só terminaria em Braga, mais concretamente no Sameiro, onde os profissionais do ciclismo arribaram já da parte da tarde.
A primeira etapa compreendeu um trajecto que começou em Esmoriz e terminou em Braga. Foram percorridos 164 quilómetros, sendo que a principal dificuldade para os participantes residiu na chegada a Braga com duas subidas de montanha.




Primeira etapa do Grande Prémio de Ciclismo JN já está na estrada

Foto da autoria de Tony Dias/Global Imagens

Festas em Honra do Nosso Senhor das Febres animaram Gondesende

Houve música (com a presença especial do cantor José Malhoa), gastronomia, fogo de artifício, descarga de morteiros, fanfarra, e acima de tudo, muita devoção aquando da procissão em honra do Nosso Senhor das Febres, o que fez com que o adro da Igreja de Gondesende estivesse repleto de gente. As cerimónias religiosas foram conduzidas pelo Pároco Fernando Campos que foi coadjuvado pelo padre polaco Paulo Bladek. 
Destacamos a participação positiva de entidades como os Escuteiros de Esmoriz, o Grupo de Danças e Cantares de Santa Maria de Esmoriz e a Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Esmoriz.
Além da demonstração de fé, os cidadãos presentes nas festividades tiveram a oportunidade de usufruir dum convívio social saudável. 
A reportagem fotográfica que se segue é da autoria de Adérito Carlos Ferreira.

















sábado, 13 de junho de 2015

Movimento Cívico Pró-Barrinha e Campo Aberto apresentaram dois ex-libris da região

O Movimento Cívico Pró-Barrinha e a entidade Campo Aberto (sediada no Porto) organizaram uma visita ao Castro de Ovil e à Barrinha de Esmoriz/Lagoa de Paramos. A digressão decorreu neste sábado e juntou cerca de 20 participantes que desejaram conhecer o potencial destes espaços. Apesar da chuva torrencial, nada impediu estes aventureiros de examinar com rigor estes dois ex-libris da região. 
De manhã, o grupo usufruiu da oportunidade de visitar o Castro de Ovil, sito na freguesia de Paramos. À sua espera esteve o guia e arqueólogo Jorge Salvador que procedeu à apresentação do sítio arqueológico. Pelo que foi possível apurar, o Castro de Ovil remonta ao século IV a. C. e terá sido povoado até ao primeiro quartel do século I d. C., podendo o seu desaparecimento estar relacionado com a ocupação romana que entretanto se vinha a consolidar. Em termos defensivos, o povoado estaria protegido à volta por fossos profundos, além da presença da ribeira de Rio Maior a sul que constituiria um obstáculo natural. No interior do castro propriamente dito, destacavam-se as estruturas circulares (revestidas de xisto e argamassa) que outrora serviram de habitações. Esta comunidade pré-romana deveria garantir a sua auto-sustentabilidade através da recolecção, caça, pesca (proximidade de cursos de água), agricultura (embora incipiente) e criação de gado. O seu culto religioso seria essencialmente politeísta, com a veneração de deuses ou elementos ligados à Natureza (por exemplo, poderia ser o caso do Sol). Sabemos ainda que recorriam à incineração dos seus mortos. Segundo uma estimativa avançada para o local, terão vivido, no auge da sua ocupação, cerca de 200 pessoas. Naquele espaço arqueológico, foram ainda recolhidos milhares de fragmentos de materiais antigos (cerâmicas indígenas, potes, panelas, talhas, vasos de suspensão, alguidares; cossoiros, pesos de tear, pesos de rede, pedaços de barro, escórias de fundição, mós de vaivém; objectos de adorno pessoal - contas de colar em pasta vítrea ou fíbulas em bronze; ponta de uma lança em ferro para fins bélicos). Curiosamente, e pese a sua inequívoca antiguidade, o Castro de Ovil só seria finalmente (re)descoberto e identificado pela arqueologia contemporânea em 1981. 
Foram ainda visitadas as imponentes ruínas da extinta Fábrica de Papel "Castelo" (fundada em 1836 e desactivada posteriormente em 1975), envolvidas por um espaço verdejante envolvente que tornou agradável e convidativa a digressão. No entanto, lamentamos o péssimo estado do leito da ribeira de Rio Maior que atravessa essa zona. De facto, as águas estavam escuras o que sugere um alto nível de contaminação, em termos de poluição industrial e doméstica.
O Castro de Ovil merece ser, sem dúvida, mais valorizado e divulgado, pois está repleto de história e cultura, e situa-se ainda num meio harmonioso em termos de natureza. Para já, é de saudar a plantação de 400 árvores junto à Fábrica e referida Ribeira.













































Da parte da tarde, o grupo voltou a reunir-se, desta feita, para visitar a Barrinha de Esmoriz ou Lagoa de Paramos. Aí seriam exemplarmente guiados pelo engenheiro Joaquim Sá (Câmara Municipal de Espinho) e biólogo Eduardo Ferreira (Universidade de Aveiro). No imediato, foi efectuado o devido enquadramento geográfico e ambiental do espaço. Os participantes rumaram depois pelos passadiços de madeira, onde desfrutaram da observação da vegetação diversificada. Durante o percurso, foram avistadas cegonhas, garças-reais, águias sapeiras, gaivotas, patos, melros, gralhas, entre outras aves que enriquecem diariamente a biodiversidade em torno da lagoa. Por outro lado, é necessário salientar que os danos do incêndio recente parecem ter sido já praticamente ocultados pela flora presente, o que minimizou assim o drama que testemunhamos há uns tempos atrás.
Quando chegamos às margens da lagoa, o cenário não era muito animador. A areia estava suja e o cheiro era nauseabundo. A razão é simples. Disseram-nos que, no dia anterior, a lagoa tinha sido aberta ao mar porque a mesma já se encontrava então demasiado cheia. Como consequência directa do desaguamento, restava hoje pouca quantidade de água no perímetro habitualmente ocupado pela Barrinha, e por isso, denotava-se alguma da poluição no areal que tinha deixado de ficar submerso. Nesse contexto, abordou-se novamente a temática das vindouras obras de requalificação da lagoa, as quais são necessárias, embora seja imperioso neutralizar todos os focos de poluição e de pugnar pelo assertivo desassoreamento da mesma.  
Os participantes, oriundos de diversas localidades do país, reconheceram o potencial turístico e testemunharam a biodiversidade que o sítio apresenta, e querem acreditar que haverá luz ao fundo do túnel, quando começarem as obras de reabilitação programadas ainda para este ano de 2015.
Arménio Moreira, Presidente do Movimento Cívico Pró-Barrinha, elogiou o evento de cariz interpretativo que foi efectuado em parceria com o Campo Aberto bem como a atenção evidenciada pelos 20 visitantes que procuraram sempre desenvolver o diálogo, através da formulação de interrogações pertinentes.





























Obras de Requalificação da Barrinha iniciam-se em Setembro com recurso a dragagens

O secretário de Estado do Ambiente anunciou hoje que a segunda fase das dragagens da Barrinha de Esmoriz, em Ovar, avançará em setembro, integrando um investimento estimado em quatro a cinco milhões de euros. Em declarações nas Caldas da Rainha, Paulo Lemos inclui essa zona costeira - também conhecida como Lagoa de Paramos, por abranger território do concelho de Espinho - no rol das três obras que avançarão agora para novas etapas. "De julho a setembro vai ser aberto um aviso do Programa Operacional Sustentabilidade e Uso Eficiente de Recursos [POSUER] para as lagoas costeiras, que abrangerá a segunda fase das dragagens] da Lagoa de Óbidos, da Barrinha de Esmoriz e da Lagoa de Albufeira", afirmou o governante.

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/cm_ao_minuto/detalhe/dragagens_na_barrinha_de_esmoriz_em_ovar_sao_retomadas_em_setembro.html, (Correio da Manhã)




Imagem retirada de: http://onda7.blogspot.pt/

sexta-feira, 12 de junho de 2015

II Encontro de Urbanismo na Cidade de Esmoriz

Decorreu nesta sexta-feira (dia 12 de Junho), o II Encontro de Urbanismo promovido pela Junta de Freguesia de Esmoriz. Uma iniciativa bastante produtiva que merecia, sem dúvida, mais adesão por parte do público (em número diminuto), visto que foram abordadas temáticas de interesse maior para a comunidade. O evento acolheu um workshop realizado por estudantes académicos sobre a EN 109 (artéria que atravessa a Cidade de Esmoriz) e ainda uma panóplia de oradores que debateram o espaço público e a reabilitação urbana. Foram concedidos diversos pontos de vista, promoveu-se a interdisciplinaridade, e prontamente se difundiram ideias ou recomendações muito válidas que poderão ou não ser aplicadas no futuro.
Este encontro iniciou-se às 09:30 da manhã e prolongou-se até às 18:30 da tarde. 
Da parte da manhã, cinco grupos de trabalho que totalizavam 33 alunos oriundos das universidades de Aveiro, Lisboa e Gdansk (Polónia) apresentaram as seguintes conclusões do seu workshop sobre a EN 109 (na parte referente à cidade de Esmoriz):

  • A necessidade de intervenção nos pavimentos (em estado desprimoroso), de modo a facilitar a circulação.
  • A importância da criação de passeios ou espaços laterais para fins pedestres (neste ponto, é essencial incluir as pessoas com deficiências ou limitações físicas que também precisam de se movimentar e que, nesta via, não têm condições para o fazer).
  • Ter consciência das vantagens que poderão derivar da reabilitação ou reaproveitamento dos edifícios abandonados.
  • A necessidade de travar a poluição e o barulho na referida artéria.
  • Um melhor arranjo do espaço público.
  • A potencial criação duma rotunda ou dum túnel (esta última hipótese do mencionado túnel, no nosso entendimento meramente subjectivo, não nos parece muito viável, mas é uma visão que decerto respeitamos).
  • A possibilidade de pequenos espaços verdes ou de zonas de maior lazer ou comodidade que garantiriam mais esteticismo, harmonia ou dinâmica ao lugar.
  • Atenuar ou evitar a proximidade exagerada de alguns acessos de moradias ou estabelecimentos à mencionada estrada.


Em suma, os estudantes portugueses e polacos parecem concordar que é imperioso garantir uma maior acessibilidade ou funcionalidade do espaço (tanto para condutores como para peões), além de evitar um tráfego excessivo na zona. Deve zelar-se ainda pela segurança e bem-estar dos cidadãos, e se possível gerar benefícios económicos e urbanos na referida passagem.  É óbvio que estas ideias só seriam aplicadas no âmbito duma regeneração profunda da EN 109, o que exigiria um largo investimento. Todavia, estas propostas consubstanciam ferramentas valiosas que poderão ser levadas em conta no futuro, contribuindo para o rejuvenescimento da dita via, o que decerto seria muito bem aceite pelos esmorizenses que muitas reclamações têm vindo a apresentar, na última década, sobre o estado não muito animador da mesma. 
Estes cinco trabalhos originais, então apresentados, foram elogiados pelo Presidente da Junta de Freguesia de Esmoriz António Bebiano e pelos quatro professores que acompanharam todo este processo que foi levado a cabo nos últimos cinco dias.





Imagem nº 1 - A Estrada Nacional 109 (passagem respectiva a Esmoriz) foi alvo dum workshop onde participaram alunos portugueses e polacos que usufruíram duma experiência de trabalho bastante enriquecedora.




Imagem nº 2 - Cinco grupos de trabalho académico (total de 33 alunos orientados por 4 professores) debruçaram-se sobre o estado concreto da EN 109, sugerindo melhorias ou intervenções futuras. 




Imagem nº 3 - Os professores enalteceram os esforços dos seus alunos neste workshop. 




Da parte da tarde, foi possível escutar os testemunhos e perspectivas de palestrantes, portadores de conceituados currículos, que lidam quase diariamente com a área do urbanismo. Dentro deste contexto, estiveram presentes: Salvador Malheiro (Presidente da Câmara Municipal de Ovar), Domingos Silva (Vice-Presidente da CM de Ovar e vereador do Planeamento e do Urbanismo), Paulo Silva (Professor Auxiliar da Universidade de Aveiro), Filipe Teles (Professor e Pró-Reitor da Universidade de Aveiro) João Castro Ferreira (Arquitecto e Docente da Universidade Fernando Pessoa - Porto e na Escola Universitária de Artes de Coimbra), Rui Lacerda (Arquitecto que exerce a actividade em gabinete próprio), António Belém Lima (Arquitecto e Director pela "Belém Lima Arquitectos") e Álvaro Santos (Engenheiro e Mestre em Planeamento do Território e Ambiente; Presidente do Conselho de Administração da Porto Vivo - SRU). Os trabalhos foram exemplarmente conduzidos por António Bebiano, Arquitecto e Presidente da Junta de Freguesia de Esmoriz, que também tem vindo a denotar uma maior sensibilidade em torno das questões urbanísticas inerentes à nossa cidade.
Em jeito de síntese, estes especialistas traçaram alguns comportamentos-chave que devem ser tidos em conta ou ponderação:

  • Adequar o contributo das universidades para a resolução dos problemas urbanísticos das regiões em que se encontram inseridas. Os centros académicos não devem só formar pessoas, mas também pensar o território no seu redor. As universidades devem igualmente proceder ao reforço da colaboração com os municípios. (Dr. Filipe Teles)
  • Apoiar a necessidade dum modelo nacional de urbanismo. No entanto, deve existir uma estratégia local como complemento. (Dr. Paulo Silva)
  • A reabilitação urbana deve implicar, cada vez mais, a abordagem da cidade como um todo, isto é, tendo em conta as suas diversas áreas e/ou facetas. (Dr. Paulo Silva)
  • O desenho da cidade é fruto da vontade colectiva. É necessário definir que tipo de cidade queremos, mas para isso, temos de a idealizar com rigor e bom senso. (Dr. João Castro Ferreira).
  • O conhecimento da história local é um elemento importante a ter em conta no processo de urbanização. Por outro lado, o espaço público deve ser encarado como um lugar de acontecimentos. Também os espaços vazios devem merecer um aproveitamento bem conseguido. (Dr. Rui Lacerda - abordou o panorama urbano da cidade de Espinho, e destacou o projecto futuro que visa a área recente que encima o túnel dos caminhos-de-ferro).
  • Muitas vezes, é necessário conciliar a memória física, histórica e a influência contemporânea. A continuidade histórica do património edificado é algo que deve ser encarado como imperioso. Deve também ser valorizada a geometria pictoresca (Dr. António Belém Lima - debruçou-se em especial sobre o Plano Miguel Bombarda que se destina a um espaço isolado mas histórico do centro de Lisboa).
  • Uma intervenção correcta no espaço público pode atrair muito investimento privado, beneficiando a economia e o comércio locais. Além disso, poderão ser também criadas novas habitações, ateliers e espaços abertos que privilegiem assim a vertente social e cultural da comunidade. (Dr. Álvaro dos Santos - abordou detalhadamente a experiência da empresa Porto Vivo nas intervenções realizadas no Centro Histórico e na Baixa da Cidade do Porto).

Além das participações destes ilustres convidados, enaltecemos as declarações de Salvador Malheiro e de Domingos Silva que, na qualidade de altos representantes do Município de Ovar, saudaram a iniciativa inovadora da Junta de Freguesia de Esmoriz. O presidente da autarquia recordou que tem estado atento aos dossiers urbanos da cidade da Tanoaria, relembrando que está a decorrer a requalificação da rede viária da zona nascente (Campo Grande e Gondesende) e que, em breve, irão ser intervencionadas as escolas primárias da Torre e Campo Grande, além da Barrinha de Esmoriz e do Esmoriztur estarem bastante perto dum desfecho decisivo que favoreça os interesses da comunidade esmorizense. 
Encerrava-se assim um evento onde todos os intervenientes agiram sem condicionalismos, identificando alguns dos erros urbanos da nossa cidade para que os mesmos sejam corrigidos no futuro. Este encontro pautou-se pela criatividade e discussão construtiva, e por conseguinte, superou as expectativas iniciais dos espectadores presentes.




Imagem nº 4 - A panóplia de oradores ao início da tarde.




Imagem nº 5 - Os palestrantes presentes já nos momentos derradeiros do evento.