sábado, 18 de fevereiro de 2017

Junta de Freguesia de Maceda acolheu reunião para promover voluntariado

A Junta de Freguesia de Maceda foi hoje alvo de uma reunião que visa a consubstanciação futura da campanha "Um Dia pela Vida", iniciativa que contará com o alto patrocínio da Liga Portuguesa Contra o Cancro e com o apoio da autarquia de Ovar. O objectivo passará por angariar voluntários que possam contribuir para esta causa nobre - o da luta contra o cancro bem como contra outras doenças que possam ser fatais. 
Miguel Silva, Presidente da Junta de Freguesia de Maceda, apela mesmo aos cidadãos para que se envolvam como voluntários, de forma a "celebrar as vitórias de quem sobreviveu, recordar os vitoriosos que já não se encontram entre nós e lutar com aqueles que neste momento precisam de ti".
Além de Maceda, já se realizaram encontros idênticos em Válega, Maceda, São João e São Vicente Pereira.
Ana Cunha, vereadora da Câmara Municipal de Ovar, confidenciou, nas redes sociais, que esta iniciativa pretende estimular o voluntariado comunitário e deverá contar com uma duração de 4 meses, procurando marcar pela positiva o concelho vareiro.




sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Cavaquices...

Parece que Cavaco Silva acaba de lançar um livro de memórias sobre a sua passagem pelo Paço de Belém. Não tive a oportunidade de aceder a esta sua obra mais recente (nem tenciono fazê-lo), mas aqueles que já o fizeram, destacam os ataques do ex-presidente direccionados a José Sócrates, ex-primeiro-ministro, e a Mário Soares, histórico socialista que ocupou outrora os dois cargos máximos da nação.
Sobre Sócrates, e se tinha suspeitas fundamentadas, porque é que o Sr. Cavaco Silva não usou os seus poderes, demitindo-o? É que se não havia confiança no então primeiro-ministro socialista, porque é que o manteve à frente da nação? Não se percebe que venha agora deitar as culpas todas para o ex-primeiro ministro socialista. 
Em relação a Mário Soares, e pesem os defeitos que possam ser imputados a este último, a verdade é que estas críticas são publicadas, um mês após o seu falecimento. Soares não está sequer aqui para se defender. Não me parece muito ética esta situação, mas cada um sabe de si!
Além disso, Cavaco volta a atacar os partidos mais à esquerda, nomeadamente o PCP e o BE, acusando-os de serem influências negativas. Aliás, transforma essa sua perspectiva, nada imparcial, no único elogio que fez a José Sócrates na sua obra, afirmando que o ex-primeiro ministro, ao menos, não teve a tentação de cair nas graças dos partidos de extrema-esquerda. Esta sua leitura é, em simultâneo, uma crítica indirecta ao governo de António Costa. Exposto isto, um Presidente da República deve, a meu ver, respeitar todas as forças políticas e aceitar o seu contributo para a nossa democracia. Até podemos inferir que aqueles dois partidos não têm verdadeiramente um programa realista e consistente para o país, mas são certamente necessários na oposição para defenderem os direitos dos trabalhadores e dos mais oprimidos, além de denunciarem graves injustiças. Se eles estão lá, é porque houve eleitores que votaram neles, e por isso, exige-se algum respeito. 
Por isso, e dito tudo isto, não poderei dar muita credibilidade a este livro que pretende ser um descargo de consciência pesada de alguém que, por exemplo, incentivou os portugueses a investirem no BES de Ricardo Salgado (cujos capítulos posteriores da história seriam fatídicos) e que, pior ainda, não defendeu o povo, quando este era assolado pelas medidas de supra-austeridade que fizeram com que muitos jovens tivessem de emigrar ou de se sujeitar ao desemprego ou ao trabalho precário. O seu prolongado silêncio foi nefasto, e lamento que o sr. Cavaco Silva nunca tivesse usado os seus poderes ou o seu papel influente para enviar sérios recados à classe política e defender os direitos dos portugueses que foram tão lesados nos últimos 10 anos. Poderia ter mantido a estabilidade que apregoava para o país, e ter exigido, em simultâneo, mais respeito pelos sacrifícios do nosso povo. Em vez de perder tempo a criticar a Grécia, deveria ter canalizado forças para corrigir muito do mal que grassava no nosso país. É pena que não o tivesse feito. 
Muitos poderão escrever o que quiserem, mas da minha parte, não mudarei a opinião a seu respeito. Foi um primeiro-ministro razoável que deixou alguma obra no país, mas que nunca teve perfil para Presidente da República. 




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Fernando Almeida reeleito na liderança do CDS-PP Ovar em sufrágio muito solicitado

É, sem dúvida, uma boa notícia para aqueles que apreciam ver, na cena política, protagonistas com elevado sentido crítico e capacidade para sugerir intervenções alternativas que possam favorecer a realidade das comunidades locais.
Sem grande surpresa, a lista única de Fernando Almeida venceu categoricamente. Desenganem-se aqueles que julgam que as eleições do partido foram pouco concorridas. 52% dos militantes inscritos no concelho de Ovar exerceram o seu voto, fazendo com que aquela votação fosse a mais solicitada dos últimos vinte anos no CDS-PP de Ovar.
Fernando Almeida será o Presidente da Comissão Política Concelhia do CDS-PP Ovar. Os vice-presidentes serão Filipe Gonçalves Marques e António França. Por seu turno, José Manuel Pinho foi reeleito Presidente da Mesa da Assembleia Concelhia do CDS de Ovar.
Este voto de confiança permite aos actuais dirigentes centristas a coesão necessária para as próximas eleições autárquicas de 2017. O CDS-PP ambiciona a representação na Assembleia Municipal de Ovar, e sonha ainda com um lugar no executivo camarário que até verá o seu número de representantes aumentar devido ao recente crescimento populacional no concelho.
O CDS avalia da melhor forma os primeiros sinais - os centristas estão, cada vez mais determinados e motivados, em prestar um serviço público de qualidade, demonstrando às populações que podem constituir uma alternativa sólida face ao actual rumo local.




Imagem nº 1 - O CDS-PP Ovar quer ser uma das surpresas das eleições autárquicas de 2017.
Foto - CDS-PP Ovar

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Quando Júlio Dinis escreveu sobre a Barrinha

Júlio Dinis foi um dos prosadores mais carismáticos da Literatura Portuguesa. Autor de um número vasto de obras (As Pupilas do Senhor Reitor, Uma Família Inglesa, A Morgadinha dos Canaviais, Serões da Província, Os Fidalgos da Casa Mourisca, etc.), Júlio Dinis não se esqueceria ainda de recordar, nas suas escritas, a nossa Barrinha de Esmoriz. É curiosa a descrição que ele faz sobre a lagoa em meados do século XIX. A realidade deveria ser muito diferente da actual.
Estejamos então atentos a um pequeno excerto do conto do "Canto da Sereia", onde surge então menção àquele espaço ambiental. Vale a pena estar atento aos detalhes.


"Pedro, com o olhar fixo naquele ponto e com os ouvidos atentos à desvanecida harmonia, caminhava ainda, e caminhou sempre, até que um súbito obstáculo lhe tolheu os passos.

Estava defronte da Barrinha.

Quem viajasse há anos por esta parte da província da Beira, deve conhecer, por tradição, senão por experiência, o ponto do litoral que recebeu este nome e onde tantos episódios, uns cómicos e outros trágicos, se sucederam, antes que se construísse a ponte que hoje o viajante, ao percorrer a linha férrea, próximo à estação de Esmoriz, descobre desenhando os seus quatro arcos sobre o fundo esverdeado das aguas do oceano.
A Barrinha é uma estreita abertura cavada pelo mar na costa de areia, interrompida neste ponto, e por a qual ele se precipita, vaga a vaga, em um pequeno golfo que se estende para o norte e para o sul, separando dois extensos cabos de areia fronteiros um ao outro. Nas marés brandas, e quando o mar é pouco agitado, esta abertura é vadeável e os viandantes, aproveitando o refluxo, quase a pé enxuta atravessam, tão incólumes como Moisés atravessou as ondas do mar Vermelho; mas uma hesitação, uma demora pode ser-lhe fatal; se a vaga volta com um pouco mais de violência, envolve o incauto e não poucas vezes o arrasta consigo.
Nas marés vivas, porém, e quando as correntes marítimas são mais fortes, a passagem torna-se impossível, a não ser nos barcos que estacionam no pequeno golfo, e cujas águas nem sempre são plácidas, recebendo a agitação que o oceano, em completa comunicação com elas, lhes transmite.
Ora nesta noite era a Barrinha intransitável; ainda então não existia a ponte que hoje permite fácil passagem em toda a ocasião, e o mar era abundante.
E, contudo, Pedro hesitou ainda, como se tentasse lutar com a natureza no obstáculo que ela lhe oferecia. Mas o canto cessara de todo, a vista já não distinguia no mar o menor vestígio do barco; o alento que animara até ali o pobre vagabundo abandonou-o todo à languidez da sua definhada saúde.
Em algumas das noites sucessivas, tranquilas como esta, voltaram de novo o barco e a cantora. Pedro procurou-os com o mesmo fervor, escutou-a com o mesmo recolhimento, viu-a afastar-se com a mesma ou mais intensa saudade.
E o pobre pescador abatia-se a olhos vistos.
João Cabaça vivia taciturno e oprimido, preso às suas crenças e preconceitos, sentindo o estado de Pedro, a quem de cada vez mais se sentia afeiçoado.
Na opinião do velho, opinião que ele não revelava para não excitar terrores ou causar maiores desgraças, era evidente ser tudo aquilo malefícios da sereia. Ao que já soubera pela comunicação que lhe tinha feito Pedro, acresceu uma nova circunstância, que muito influiu para corroborar esta crença no ânimo do velho pescador.
É que ele também a ouvira, também em uma das últimas noites lhe escutara o canto e não lhe ficou dúvida que' era' de sereia, pois nunca tinha ouvido mulher cantar assim e muito mais no mar e por tais horas da noite"


(Excerto da obra "Inéditos e Exparsos"/ "Canto da Sereia" da autoria de Júlio Dinis)





Imagem nº 1 - A Barrinha de Esmoriz inspirou, desde sempre, prosadores, poetas, pintores e fotógrafos.
Foto da autoria de Magda Moreira





Imagem nº 2 - Júlio Dinis viveu entre os anos de 1839 e 1871, tendo sido um dos escritores mais marcantes do Romantismo Português. Num dos seus contos, chega a referir-se à Barrinha de Esmoriz, cujo excerto apresentamos em cima.

Esmoriz terá crescido em número de habitantes

De acordo com o INE (Instituto Nacional de Estatística), Esmoriz teria 11448 habitantes em 2011, enquanto a cidade ou freguesia de Ovar (sem contar com S. Vicente Pereira, Arada e São João) contaria com 17855 habitantes. Desde então, não foi conhecida mais alguma contabilização efectuada por aquela entidade a nível nacional.
No entanto, ninguém duvida do crescimento demográfico da cidade de Esmoriz durante os últimos seis anos. Hoje a cidade tem mais movimento, e alguns cidadãos mais anciãos acreditam que Esmoriz poderá já ter 15 mil habitantes, número que poderá ascender aos 20 mil habitantes no Verão, tendo em conta a expressiva afluência populacional na época balnear (regresso dos emigrantes e presença de turistas estrangeiros). Claro que estes números carecem de confirmação oficial por parte dos especialistas, mas já ninguém tem dúvidas - Esmoriz está a crescer e a revelar uma dinâmica que já não se vislumbrava há várias décadas.
A diferença demográfica entre Esmoriz e a antiga freguesia de Ovar (não confundir com a União de Freguesias que agrega quatro localidades) pode já não ser assim tão significativa. Em 2011, a diferença andava em torno dos seis mil habitantes. Dois anos antes, em 2009, e precedendo a fusão de freguesias em 2013, votaram em Ovar 8461 habitantes enquanto que, em Esmoriz, tinham exercido tal direito 5615 eleitores, uma diferença a rondar os 2800 cidadãos. No entanto, desconhecemos qual a realidade oficial e exacta em 2017, embora estejamos ansiosos por conhecê-la. Esmoriz pode ter encurtado o fosso demográfico face à capital do concelho.
A reabilitação (embora parcial) da Barrinha de Esmoriz e a requalificação do Esmoriztur poderão voltar a colocar a cidade na senda do turismo ambiental e da produção cultural a nível nacional.
As colectividades aumentaram e têm demonstrado muita actividade, e claro, o número de artistas também cresceu na cidade. Verifica-se uma crescente pujança comercial e industrial na terra, algo que não será por acaso.
Esmoriz pode, e acreditamos todos nós, que irá continuar a evoluir. 
É esse o nosso destino!



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Imagem nº 1 - A cidade de Esmoriz poderá já ter cerca de 15 mil habitantes.

ADRA vai implementar nova rede de saneamento em Válega

A ADRA - Águas da Região de Aveiro deliberou, através do seu Conselho de Administração, avançar com o projecto de execução do Sistema de Saneamento em falta na freguesia de Válega, incidindo em particular nas zonas norte/nascente e sul. 
O concurso público será lançado ainda no primeiro semestre de 2017.
Salvador Malheiro, Presidente da Câmara Municipal de Ovar, recorda que esta foi uma vitória arrancada a ferros e felicitou os valeguenses pela boa nova.
Também Jaime Valente, Presidente da Junta de Freguesia de Válega, acolheu esta decisão com satisfação, visto que a mesma favorecerá a qualidade de vida da comunidade local.





Imagem nº 1 - Válega contará com novo saneamento em breve.
Foto - J.Monteiro

Pixel Pet - um exemplo de empreendimento inovador em prol dos animais

A Pixel Pet é actualmente um projecto da autoria de Maria Adriana. A iniciativa começou centrada na área da fotografia, mas a partir de Fevereiro de 2017, também já são contemplados banhos e tosquias para os animais de estimação dos seus clientes.
Caso esteja interessado nestes serviços, deverá dirigir-se à rua da Relva do Meio em Esmoriz, de forma a inteirar-se das novidades. A página de Facebook da Pixel Pet conta já com mais de 7 mil seguidores e poderá ser acompanhada em: https://www.facebook.com/piixelpet/?fref=ts
A Pixel Pet foi inclusive notícia no Porto Canal (no Programa "Grandes Manhãs") durante o ano passado.
Felicitamos o empreendedorismo desta iniciativa que demonstra a evolução da relação entre o ser humano e os seus animais de estimação, estes mais protegidos agora pela legislação actual.
Os animais também têm direitos, e claro, hoje até podem ser agraciados pelos melhores serviços prestados pelos próprios humanos.





Foto - Maria Adriana