terça-feira, 23 de maio de 2017

Salvador Sobral actuará no Arena Dolce Vita

O concerto estava marcado para as 21:30 do próximo dia 27 de Maio no Centro de Artes de Ovar. Mas tendo em conta a elevada procura de bilhetes, foi necessário proceder à mudança do local. Devido à sua maior capacidade de lotação, o espaço escolhido seria o Arena Dolce Vita.
Ainda assim, espera-se lotação esgotada visto que muitos são aqueles que querem ouvir o vencedor do Festival da Eurovisão de 2017, realizado na Ucrânia. Salvador Sobral é visto como um herói nacional.
Existem ainda bilhetes disponíveis a 10 Euros, mas deverão sumir-se nos próximos dias, dada a afluência verificada.


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Imagem nº 1 - Salvador Sobral actuará em Ovar neste próximo Sábado.

Junta de Freguesia de Maceda abate grande parte da dívida

No passado dia 19 de Maio, a Junta de Freguesia de Maceda saldou as dívidas que tinha para com o seu principal credor. O presidente Miguel Silva garantiu que foi entregue uma verba a rondar os 45 mil euros à empresa Ascenção Costa e Filhos, Lda.
Esta era uma meta a atingir no âmbito do "Plano de Pagamentos das Dívidas em Atraso relativas ao Mandato de 2009/2013". 
Com um maior desafogo nas contas locais, a Junta de Freguesia de Maceda conta agora desfrutar doravante de uma capacidade de investimento mais sólida.




O papel das redes sociais como arma propagandística

As mais recentes edições das eleições autárquicas tiveram de conviver com um fenómeno recente - o peso das redes sociais no centro das decisões locais. Se há dez anos este problema praticamente não se colocava, agora passou a ser uma realidade inequívoca.
Presidentes de Câmara e candidatos adversários começaram a tirar naturalmente proveito das mesmas, de forma a conseguirem a chegar a um maior número de pessoas. Felizmente, o combate nas redes sociais é mais justo e equitativo do que aquele que se vislumbra nas ruas e nos centros de acção propagandística terrena.
Todos os candidatos podem ter uma página própria onde podem veicular os seus projectos e a sua lista eleitoral. E nisso, o aparecimento das redes sociais foi uma mais-valia porque todos dispõem aqui praticamente dos mesmos argumentos. Podem até investir algum dinheiro (não muito!) na divulgação da sua página, de forma a alcançarem mais seguidores. Na esfera terrena, a realidade é outra - os candidatos dos partidos dominantes têm acesso a uma excelente maquia de financiamento, podendo exibir mais e maiores cartazes, realizar mais apresentações ao vivo do programa, dispor de mais carros propagandísticos e até distribuir mais flyers pelas comunidades.
No entanto, as redes sociais, mesmo oferecendo condições mais "igualitárias, não podem ser utilizadas de uma forma abusiva. Por exemplo, deve-se respeitar os três dias de reflexão que antecedem o dia da votação final, algo que nem sempre acontece. 
Infelizmente, esta época é propícia para o aparecimento de utilizadores, com identidades falsas, para de forma subtil tentarem favorecer ou prejudicar a imagem de um determinado candidato. No entanto, nem toda a crítica que provém de fonte anónima deve ser descredibilizada, se a mesma for acompanhada de provas (nomeadamente de fotografias e documentos) que devem ser motivo de consideração por parte dos eleitores. Mas aqui é preciso discernir entre o fanatismo e o bom-senso desses mesmos utilizadores que se escudam num pretenso anonimato. Por vezes, esses utilizadores fazem o papel que os jornalistas locais não fazem, revelando coragem, quando a crítica é certeira e se paute pelos moldes básicos da boa educação.
Por outro lado, o utilizador das redes sociais deve inteirar-se dos programas de todas as listas, sem deixar-se levar por correntes comprometidas de influência porque estas também existem de forma mais dissimulada. Não devemos votar no campeão político das redes sociais, mas sim naquele que achamos ter mais capacidade para exercer a causa pública. 
É necessário saber utilizar a internet, não como uma fonte da verdade absoluta (pois ela será sempre utilizada de forma bastante parcial pelos intercolutores partidários), mas como um meio que disponibiliza bastante informação aos cidadãos.
Saber distinguir o trigo do joio é fundamental!



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Imagem nº 1 - As redes sociais conhecem hoje um impacto tremendo na vida política, algo impensável há dez ou quinze anos atrás.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Salvador Malheiro parte como favorito

Já são oficialmente conhecidos os candidatos dos principais partidos à Câmara Municipal de Ovar. 
Salvador Malheiro, actual presidente da autarquia, parte claramente na "pole position". Em termos estruturais, realizou um bom trabalho, mantendo a dinâmica que já se vislumbra desde os mandatos de Manuel Oliveira. Recorrendo a fundos comunitários e nacionais, soube proceder à realização de obras necessárias, e teve o mérito de não comprometer as finanças locais. Apesar dos seus intentos selfinistas, a verdade é que, durante os quatro anos, andou quase sempre em modo de propaganda, aproximando-se do povo e ganhando cada vez mais adeptos dos variados quadrantes políticos. Espera-se que consiga mais um triunfo esmagador nas freguesias a norte do concelho de Ovar, e no centro-sul até pode aspirar a vencer na sede de concelho e na freguesia até então socialista de Válega, cenário que não aconteceu em 2013, visto que seriam Esmoriz, Cortegaça e Maceda a dar-lhe a vantagem necessária para obter o triunfo.
Vítor Amaral é o candidato do Partido Socialista. É um homem que também conta com um currículo interessante, estando já envolvido nas causas públicas e na área inerente aos condomínios. No entanto, os socialistas avançaram tarde para a campanha e parecem ter entrado já em resignação, quando deveriam encetar uma forte aposta para tentar inverter o resultado de 2013. Ganhar estas eleições parece ser um cenário cada vez mais remoto para um partido que deveria intervir muito mais.
Mais à esquerda, sabe-se que Ismael Varanda e Jorge Silva são os candidatos do Bloco de Esquerda e PCP respectivamente. Os seus objectivos passarão por introduzir elementos na vereação ou na Assembleia Municipal, isto é, melhorar a representatividade de ambos os partidos. Contudo, e apesar de alguns comunicado pertinentes e aceitáveis, a verdade é que esperávamos uma oposição mais activa e eficaz por parte destes partidos de esquerda durante os últimos quatro anos a nível local. Espera-se que o rumo comece a ser outro a partir de agora. Pede-se mais intervenção, propostas alternativas e sentido crítico.
Por fim, a grande surpresa, para já, do defeso das autárquicas de 2017. O CDS-PP, liderado por Filipe Marques Gonçalves (advogado e directamente envolvido no espírito associativo) e Fernando Almeida, mesmo não gozando dos mesmos apoios financeiros que as principais candidaturas, tem demonstrado um papel muito activo. Apesar de não se encontrarem representados no executivo e na assembleia municipais, os centristas têm sugerido propostas e denunciado muitos dos aspectos menos positivos no concelho. Por exemplo, a defesa do património é uma das causas que aquela equipa autárquica defende veementemente. Mas o CDS-PP não tem vinda fácil até porque luta contra a maré em Ovar. Nos últimos 20 anos, tem sido um partido com pouca expressão e escassos militantes no concelho, e isso poderá travar as aspirações daquele que tem sido, para já, o partido da oposição mais criativo e activo no panorama local.
Além destes, podem aparecer até mais candidatos de partidos mais pequenos, cujos comunicados não hesitaremos em partilhar caso sejam enviados para o e-mail do nosso blogue (cuscodeesmoriz@hotmail.com), contudo é improvável que consigam fazer a diferença, até porque nem todos poderão lutar com as mesmas armas. 
Gorada parece estar para já o surgimento de uma lista independente, contrariando assim os rumores que chegaram a ser veiculados há uns meses atrás.



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Imagem nº 1 - Em Ovar, não deverão ocorrer grandes surpresas, excepção feita à possibilidade do CDS-PP conseguir obter alguma representação no panorama municipal. 

Branca Cristina admite ser candidata à Junta de Freguesia de Esmoriz

A Professora Branca Cristina anunciou na sua página de facebook a candidatura à Presidência da Junta de Freguesia de Esmoriz. Afirmação que surpreendeu muita gente e que arrancou logo 240 likes. Branca assume o seu grande amor pela cidade e alega que esta está parada no tempo.
Transcrevemos, na íntegra, o seu texto onde demonstra a intenção de avançar com uma candidatura à Junta de Freguesia de Esmoriz. 


Vou-me candidatar à Presidência da Junta de Freguesia de Esmoriz.
Sabem, esta linda terra, à Beira Mar plantada, parou no tempo...
De uma conversa informal surgiu por em prática o que há muito tinha desejado.
Digo sempre que costumo adiar os melhores sonhos, estes ficam para o fim pois tenho de ter os pés bem assentes na Terra.
Desta feita pousei em Esmoriz há 25 anos. 
Antes disso já para cá vinha passar férias e para a Escola da Praia onde a minha mãe deu aulas.
Regressei a Esmoriz aos 19 anos e por cá fui ficando. 2 filhos cresceram aqui...
O Mar... esse não passo um dia sem olhar para ele e pedir a Nossa Senhora que me guie em todos os meus passos...
Alunos, pescadores, conhecidos, amigos fui cá construindo e recordando.
Gosto das gentes simples e digo muitas vezes que gostava que acontecesse isto e aquilo..
Acho que chegou a hora e, tentar é sempre metade de conseguir. ..
Vou organizar ideias para esse fim e para um Projeto que quero ver crescer nesta terra que me vê todos os dias... junto ao mar...
Esmoriz não é uma Terra qualquer, é uma Terra a que chamo Porto de Abrigo..
Tem defeitos e? Estamos cá todos para remar para o mesmo lado e, levar o Barco a Bom Porto...
Beijinhos e mãos à obra, cautelosamente mas sempre com o objetivo final.. 
Melhorar todos os dias um pouco mais.
Se vou falhar???
Não prometo nada, prometo que vou tentar não falhar quanto mais não seja para mim mesma.
Desafios? Sim, sou de bons desafios e, nunca atiro com a toalha ao chão.
Espero sempre pelo Apito Final" ...
Beijinhos e continuação de boa noite amigos de Esmoriz e não só



Universidade Sénior organizou Sarau da Primavera

No passado dia 1 de Abril, a Universidade Sénior de Esmoriz voltou a promover o Sarau da Primavera, no auditório da Junta de Freguesia de Esmoriz. Ao todo, estiveram cerca de 150 espectadores que testemunharam a pujança e a determinação exemplares dos alunos séniores. Os trabalhos de apresentação e condução do evento estiveram a cargo de Agostinho Fardilha e Célia Regina. 
No início do Sarau, actuaria o Grupo Musical da Universidade Sénior de Esmoriz que, sob a batuta de Rúben Pinto, cantaria quatro temas, a saber: o “Hino da Universidade Sénior de Esmoriz”, “À meia-noite ao luar”, “Ó Rama” e “Ó Fevereiro”. Seguiu-se depois a turma de Cavaquinhos que interpretou um Medley Tradicional com iniciação a dois acordes. 
A turma de Língua e Cultura Portuguesa, orientada pela Professora Rosário Silva, recitou e cruzou poemas de autores consagrados tais como António Nobre, Sophia de Mello Breyner, Cecília Meireles, Frederico de Brito, António Botto. 
Antes da chegada do intervalo, houve ainda tempo para a projecção de um vídeo que evidenciava uma sucessão de fotografias inerentes aos diversos eventos ou iniciativas em que os alunos da Universidade Sénior de Esmoriz haviam participado ao longo do ano lectivo de 2016/2017. 
O intervalo permitiu a todos um convívio salutar, podendo os participantes petiscar um pouco das doçarias que se achavam à entrada do auditório. Além disso, foi possível observar uma exposição da Sweet Pea Fotografia que exibia, nas paredes do mencionado auditório, um repertório fotográfico que nos remetia para momentos familiares especiais. 
Na segunda parte do Sarau, a Turma de Guitarras, liderada por Rúben Pinto, procurou honrar uma composição de Eric Clapton, um dos maiores guitarristas da história do rock. 
Por seu turno, a turma de Inglês, ministrada pelo Prof. Lisandro Castro, prestou uma verdadeira homenagem a Bob Dylan, cantor e escritor norte-americano, vencedor do Prémio Nobel da Literatura em 2016. Os alunos seniores recitaram, de forma intercalada e gradual, os versos da mítica música “Forever Young” (“Eternamente Jovem”), a qual revela os desejos do então lendário músico reservados para o seu primeiro filho que tinha acabado de nascer, veiculando uma mensagem de amor, força e coragem.
De seguida, tivemos a participação da Turma B de Cavaquinhos que se dedicou ao Meddley Tradicional com iniciação ao 3º dedo. 
Houve ainda tempo para grandes momentos poéticos. Dentro deste contexto, Agostinho Fardilha, Lurdes Ferreira, Cristina Oliveira, Helena Monteiro, Lurdes Luís, Arlindo Vicente, Águeda Neiva e Joaquim Cardoso apresentaram os seus próprios versos que haviam então elaborado.
O último grupo a actuar seria a Turma Sénior de Ginástica que, sob a representação da Professora Maria Costa, efectuou diversos exercícios físicos ao som de variadas músicas animadas.
No encerramento oficial do Sarau da Primavera, Sara Oliveira, Coordenadora da Universidade Sénior de Esmoriz, enalteceu a disponibilidade e o afinco dos professores, vincando também o espírito de juventude, a graciosidade e o trabalho de equipa dos alunos seniores. Por seu turno, António Bebiano, Presidente da Junta de Freguesia de Esmoriz, sublinhou a dinâmica, a energia e o ritmo da Universidade Sénior de Esmoriz, felicitando o papel desenvolvido por Sara Oliveira e por Paula Araújo. Por fim, Salvador Malheiro, Presidente da Câmara Municipal de Ovar, destacou o exemplo de vontade e humildade dos seniores em quererem aprender novos conteúdos e artes, reforçando a ideia de que a Universidade Sénior de Esmoriz é hoje um caso de sucesso.














Reportagem retirada da anterior edição do Jornal A Voz de Esmoriz referente ao mês de Abril. As fotografias foram extraídas da Página Oficial da Universidade Sénior de Esmoriz no Facebook.

domingo, 21 de maio de 2017

Pérolas Históricas de Esmoriz X - Como nasceram os serviços postais na nossa terra


"“As letras são o alimento da juventude, a paixão da idade madura e a recreação da velhice; dão-nos brilho na prosperidade, e são uma consolação, um recurso no infortúnio; fazem as delícias do gabinete, e não embaraçam em nenhuma situação da vida; de noite servem-nos de companhia, e vão connosco para o campo e em viagem.” 


Marco Túlio Cícero
(Político e Filósofo Romano, séc. I a. C.)



A história da correspondência em Esmoriz é mais antiga do que se julga. Os primeiros registos, provenientes da Memória Paroquial do ano de 1758, dão-nos a entender que esta aldeia (estatuto que então detinha na altura) servia-se essencialmente dos correios da Vila da Feira e do Porto. No entanto, esta terá sido uma "fase pré-histórica" da nossa evolução no sector da correspondência. Não nos podemos esquecer que, no século XVIII, a maior parte da população portuguesa era ainda analfabeta e mesmo aqueles que sabiam ler e escrever razoavelmente poderiam não dispor de muito tempo ou vontade para exercerem aquela actividade. Ainda por cima, Esmoriz era um meio rural, e assim sendo, o analfabetismo deveria estar fortemente enraizado numa comunidade que, de acordo com os dados demográficos daquela época, ainda não tinha atingido sequer a fasquia dos mil habitantes, ao contrário do forte crescimento populacional que se verificaria nos séculos XIX e XX, 
De facto, a evolução científica na área da saúde (com o surgimento de novas vacinas, tratamentos, cuidados de higiene, tratamento de esgotos e pragas) e a implementação da ferramenta do ensino básico acrescentaram mais-valias às sociedades ocidentais. Portugal também desfrutou dessa realidade a partir da introdução do liberalismo, embora com avanços e recuos.
Esmoriz também beneficiaria - ganharia habitantes (graças ao decréscimo dos índices de mortalidade) e ganharia também mais gente letrada (muito devido ao nascimento de algumas escolas de ensino primário), pelo que o recurso à correspondência por carta começou a intensificar-se gradualmente. Eram pois necessários outros serviços que respondessem a estas necessidades crescentes.
Em 1877, sabemos que já existia uma pequena delegação em Esmoriz, embora as direcções dos Correios se situassem apenas na Feira e em Ovar. Em 1904, sabe-se que o serviço de encomendas foi ampliado. Em 9 de Novembro de 1913, e após alguns anos de espera, nasce finalmente aqui uma estação telégrafo-postal que seria instalada na ex-residência paroquial.
Graças ao empenho da nossa junta, Esmoriz passou a ter também um estafeta em 1916, assegurando assim a distribuição domiciliária local, embora com algumas limitações.
Os serviços telégrafos-postais ainda mudariam de sede por algumas ocasiões. Por exemplo, chegaram a estar instalados nas moradias de António Pinto Ferreira de Sousa e de D. Maria de Leça Castro, bem como noutros lugares da localidade. Realidade que certamente foi fruto de ciclos mais críticos e instáveis, onde a indefinição pairava no horizonte.
Em 1924 seriam restabelecidos os serviços de pagamento e emissão de vales de correio. No entanto, no ano seguinte, a estação de Esmoriz seria encerrada, transferindo-se o distribuidor da correspondência para Espinho. A Junta de Freguesia de Esmoriz procurou reverter a situação, assumindo o valor da renda mensal bem como o déficit que se viesse a registar na estação telégrafo-postal. Como nos conta o Padre Aires de Amorim, o processo com vista à restauração dos serviços postais em Esmoriz esteve longe de ser simples. Foi necessário pagar a quantia de 2.977$71 à estação telégrafo-postal de Espinho para que se pudesse adquirir o equipamento necessário (mobiliário, aparelhagem...), de forma a viabilizar a sua reinstalação. Graças a uma subscrição pública aberta por Manuel José Marques de Sá, Manuel António Pinto de Castro, Paulo Fernandes de Sá e Joaquim Pinto Ferreira, foi finalmente possível angariar a verba necessária. Mais uma vez, é de elogiar os sacrifícios da comunidade esmorizense que, mesmo com um estilo de vida ainda muito humilde ou rudimentar, conseguiu vencer mais uma adversidade, recuperando o imprescindível direito de comunicação por via escrita.
Resolvido o problema, em 1933, temos conhecimento que a junta de freguesia de Esmoriz pediu autorização para que a nossa estação dos correios, então recuperada recentemente, pudesse pagar vales até 500$00. 
As dificuldades entretanto prosseguiam porque os CTT exigiram da nossa junta o dever de assumir incondicionalmente o déficit anual da estação. Na década de 30, a distribuição da correspondência ainda estava longe de ser a ideal - normalmente, o carteiro ao chegar aos diversos lugares da freguesia tocava a respectiva corneta e o povo acorria no imediato para saber se tinha cartas a receber. Na segunda metade do século XX, a realidade iria melhorar significativamente e os esmorizenses puderam finalmente respirar de alívio.
Entre 1948 e 1954, a Administração Geral dos Correios determinaria que fosse criada na Praia de Esmoriz uma cabine telefónica pública, uma caixa-postal e uma estrutura para a condução de malas.
Finalmente, em 6 de Dezembro de 1966, seria inaugurado o edifício privativo dos Correios na Avenida que viria a tomar o seu nome na nossa terra. Na altura, Esmoriz já era vila e acabava de conquistar uma vitória crucial para o seu desenvolvimento social, cultural e económico.
As últimas cinco décadas propiciaram naturalmente uma evolução e uma maior eficiência destes serviços, muito graças ao avanço das tecnologias e da eficiente correcção de muitas falhas que outrora se registavam.
Devido ao facto de quase toda a comunidade esmorizense saber hoje ler e escrever, os nossos Correios são bastante requisitados, ora para enviar cartas (de âmbito empresarial, cultural, familiar, amizade, amor, etc,) ora para aceder a uma panóplia de serviços.
Em jeito de balanço final, a introdução definitiva e fixa de um posto de correios constituiu uma das grandes reivindicações ou lutas do povo esmorizense durante os últimos dois séculos. A vitória acabaria por chegar, após muitas adversidades e sacrifícios.





Imagem nº 1 - O actual posto de correios remonta a 1966, mas antes houve outras instalações em diferentes pontos da localidade, fruto da instabilidade.
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