sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Marcos Assumpção recalcou os caminhos de Florbela Espanca por Esmoriz

O cantor brasileiro Marcos Assumpção, conhecido por musicar sonetos de Florbela Espanca (lançou um disco intitulado "A Flor de Florbela") e ainda por estudar os detalhes biográficos da conceituada poetisa (publicou o livro "Dois olhares sobre Florbela" em co-autoria com Bernardo Nogueira), teve a oportunidade de conhecer um pouco melhor os recantos de Esmoriz, terra onde Florbela Espanca terá vivido aproximadamente por dois anos nos lugares da Casela e da Estrada Nova.
Depois de ter actuado com classe na abertura do XVI Festival de Teatro de Esmoriz (organizado pelo Grupo de Teatro Renascer), o músico natural de Niterói desejou aflorar um pouco mais sobre a vida de Florbela Espanca, procurando recolher mais pormenores sobre a sua fugaz passagem por Esmoriz.
Dentro deste contexto, o artista brasileiro teve a oportunidade de conhecer a casa da Casela (localizada entre a Escola Florbela Espanca e a Escola Secundária de Esmoriz) e, durante o seu périplo, conseguiu ainda entrar em contacto com a Dona Silvina da Albana. Esta senhora de 91 anos recordou que a poetisa Florbela Espanca a pegara ao colo, quando ela só contava apenas três anos de idade. Por outro lado, relatou que foi em Esmoriz que Florbela Espanca teve conhecimento do acontecimento mais trágico da sua vida - a morte do seu querido irmão Apeles em 1927, vítima da queda do hidro-avião que pilotava e que caiu fatalmente no rio Tejo.
Mas existem outras pequenas curiosidades que foram reveladas em primeira mão por D. Silvina - Florbela gostava muito de tomar chá com bolinhos, e mantinha uma relação confidente com a D. Ana Inácia (tia da D. Silvina que infelizmente já cá não está entre nós para confirmar a história!). Florbela também demonstrava uma afeição pelas violetas (flores), e preconizava um estilo de vida mais reservado, cingindo-se à sua notável poesia e à realização de traduções. Relembramos ainda que a sua vinda para Esmoriz se deveu ao casamento com o médico Mário Laje que possuía aqui residência.
Por fim, realçamos igualmente que a passagem de Marcos Assumpção não passou despercebida pela Cidade de Esmoriz, tendo já granjeado admiradores ou simpatizantes que se renderam ao seu estilo musical. O cantor agradeceu igualmente o carinho dos esmorizenses, e admitiu regressar novamente à terra da Tanoaria no futuro.

Cão desaparecido




URGENTE, DESAPARECEU EM PARAMOS, ESPINHO,
Esta cadelinha de tamanho médio fugiu ontem à tarde perto do campo de futebol de Paramos. 
Tem coleira com medalha laranja com contacto telefónico. Se a vir contacte 930484348 ou 938465633 ou 912712676

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Subida do nível do mar pode chegar aos 60 metros no futuro (a médio/longo prazo)

Como já é do conhecimento comum, o nível das águas do mar tem vindo a subir no decurso dos últimos anos. No entanto, a situação é, no entender dos especialistas da NASA, mais grave do que se julgava inicialmente. 
O derretimento gradual dos blocos de gelo da Gronelândia e da Antárctida poderá originar uma subida do nível dos oceanos, entre 50 a 60 metros, durante os próximos séculos. Naturalmente, o processo de Aquecimento Global está a acelerar esta dura realidade que pode mesmo mudar drasticamente o perfil das regiões costeiras de todo o mundo. 
Os cientistas defendem que é necessário evitar a utilização constante de energia fóssil (carvão, petróleo e gás) de modo a não provocar alterações dramáticas neste capítulo que depois muito dificilmente serão reversíveis. Aliás, a queima de todos os recursos disponíveis de combustíveis fósseis poderiam produzir emissões de cerca de 10 mil milhões de toneladas de carbono, o que culminaria na irreparável perda do gelo da Antárctida nos próximos 10 mil anos.
Esmoriz, Cortegaça, Maceda e Furadouro têm suportado, todos os anos, a “ameaça” do avanço do mar, pelo que a publicação desta notícia assume particular relevância.



Pode o nível do mar subir 60 metros? Cientistas dizem que sim

Fotografia © AP photo/British Antarctic Survey, PA
Fonte da Notícia - Diário de Notícias/ Lusa

Flamingos têm visitado a Barrinha de Esmoriz

Apesar de ser uma espécie bastante comum em algumas regiões do nosso território, a verdade é que a presença de flamingos na Barrinha de Esmoriz tem constituído uma rara realidade, no decurso das últimas décadas.
No decurso dos dois meses anteriores (Agosto e Setembro), uma colónia de flamingos instalou-se nas águas da lagoa, maravilhando os banhistas que conseguiram avistá-los ao longe. O Movimento Cívico Pró-Barrinha registou imediatamente esta ocorrência através duma pequena reportagem fotográfica. 
Os flamingos são aves pernaltas, de bico encurvado, que podem medir entre 90 e 150 cm. A sua plumagem pode ser esbranquiçada ou até colorida com tons de rosa vivo. Estes animais alimentam-se frequentemente de algas e pequenos crustáceos, e vivem em numerosos bandos junto a áreas aquáticas. Em Portugal, a espécie é observada frequentemente nos Estuários do Douro, Mondego, Tejo, Sado e Arade, mas também em albufeiras situadas no Alentejo. 




Foto: Movimento Cívico Pró-Barrinha

A não-comparência do Presidente do República nas cerimónias do 5 de Outubro

Há datas que marcam a história dum país. O dia 5 de Outubro enche-nos de orgulho porque assinala a instituição (desde 1910) dum regime político que acabou definitivamente com os privilégios de nascença, criou um Estado Laico assente num Parlamento que representaria a soberania total do povo e favoreceu os valores da meritocracia em detrimento dos laços familiares de sangue ou da elite nobiliárquica.
De modo a materializar todos estes ideais, muita gente arriscou a sua carreira e inclusive a vida. Quem não se recorda do golpe fracassado no Porto em 1891, no qual 12 militares revolucionários perderam a vida? E no dia da revolução, não perderam a vida 37 pessoas (somando-se a estas mais 14 que, durante os dias seguintes, sucumbiram aos ferimentos contraídos)? Por outro lado, quantos republicanos não foram descriminados ou até perseguidos nos tempos da monarquia?
É claro que não nos revemos no regicídio do rei D. Carlos em 1908, um acto de cobardia que decerto não dignificou a causa republicana. Contudo, naquela altura era evidente que a monarquia portuguesa já estava "caduca" e não oferecia soluções para suprir as necessidades extremas dum povo bastante empobrecido. O seu período áureo residia num passado cada vez mais distante, e por isso, começou a crescer o sentimento popular de mudança para um regime mais justo e igualitário.
A Primeira República (1910-1926) revelará uma terrível instabilidade política, social e económica, mas a sua malograda experiência servirá de lição para que viesse a ser aprimorada mais tarde. O processo de amadurecimento deste sistema político até aos dias de hoje é inegável, apesar do actual sistema político albergar ainda muitos "cancros" ou "vícios nefastos" que, desde há décadas, minam a transparência em Portugal. Por outras palavras, a evolução foi lenta (com avanços e recuos) desde 1910 até à actual data em que redigimos este artigo, mas podemos dizer que valeu a pena, embora também respeitemos, como é óbvio, o ponto de vista contrário por parte de adeptos monárquicos.
Se antes de 1910, os portugueses não poderiam eleger o seu representante máximo (o rei), a verdade é que, desde aquela data, passaram a poder fazê-lo, escolhendo então o Presidente da República.
Neste âmbito, consideramos que a falta de comparência do seu titular máximo (o Presidente da República) é inadmissível, visto que se Cavaco Silva actualmente detém o referido cargo de prestígio, certamente o deverá a todos aqueles que, no passado, se bateram pela instituição da República. Não há justificações sensatas para a sua ausência nas cerimónias oficiais. A nosso ver, as pessoas e os partidos não são eternos, o país sim é o que nos une a todos enquanto portugueses.
Viva Portugal! Viva a República! Viva o 5 de Outubro!


Imagem retirada de: http://www.ordemengenheiros.pt/

Nota-extra: Neste texto, não queremos, de modo algum, denegrir a história portuguesa nos tempos da Monarquia, porque também aí vivemos eras de ouro (por exemplo: nos tempos dos Descobrimentos). E logicamente admiro alguns reis portugueses que tivemos no passado, nomeadamente D. Afonso Henriques (fundador da nacionalidade), D. Dinis (poeta e exímio administrador do reino), D. Manuel I (o rei mais bem sucedido na era da expansão portuguesa)... Agora creio que os tempos da monarquia fazem parte do passado, e espero que consigam compreender esta minha opinião. A República parece-me um regime mais moderno ou igualitário. Exposto isto, sublinhamos que este artigo teve como principal intuito criticar a decisão presidencial revelada em cima.

Coligação PSD & CDS venceu as eleições legislativas, mas Esquerda reconquistou a hegemonia parlamentar




Tabela º 1 - Comparação dos resultados observados entre as Eleições Legislativas de 2011 e 2015.
Blog: Aventar




1. Leitura dos Resultados

Não há dúvidas de que a coligação governamental foi uma das vencedoras da noite (embora não consideremos que tenha sido a "grande vitoriosa"), alcançando um triunfo que há dois anos atrás seria impensável dado o elevado descontentamento da população. Efectivamente, os portugueses escolheram, neste passado domingo, o projecto da coligação PSD & CDS como se tratasse dum "mal menor", descartando  por outro lado "aventuras" que poderiam sair muito caras no futuro. No entanto, há algo que ninguém pode negar - o governo perdeu a maioria absoluta, o que no nosso entendimento, constitui uma posição clara de que os portugueses tencionam uma política mais moderada e/ou menos austera/asfixiante. Será que Pedro Passos Coelho e Paulo Portas compreenderão estes sinais? Estarão ambos dispostos a fazer cedências nas negociações e alterar parte do seu programa político? 
Por seu turno, o Partido Socialista foi, sem dúvida, o grande derrotado da noite, e não soube tirar proveito dos 4 anos de descontentamento popular em torno do actual governo. O abismo começou com as longas e fracturantes eleições primárias no seio do seu partido, seguiu-se depois a detenção do ex-primeiro ministro José Sócrates, e como se não bastasse, a campanha eleitoral do partido foi muito mal concebida. A nosso ver, António Costa não tem condições para continuar à frente do partido, tendo em conta os motivos que alegou para justificar a saída do seu antecessor - António José Seguro. 
Em terceiro lugar, ficou o Bloco de Esquerda que foi a maior surpresa da noite, duplicando praticamente a percentagem da votação recolhida. A boa performance de Catarina Martins nos debates televisivos bem como a eficiência dos seus discursos cativantes justificaram a escolha dum número significativo de eleitores. Os bloquistas deixarão de ter 8 deputados e passarão agora a ter 19. 
A CDU caiu para quarta força política, embora tenha melhorado ligeiramente a sua votação em relação a 2011, o que lhe permitirá eleger mais um deputado. Um resultado com sabor agridoce, visto que os comunistas, apesar do seu pequeno crescimento, almejavam aumentar ainda mais a sua expressão a nível parlamentar.
O PAN (Pessoas, Animais e Natureza) partilha também com o Bloco de Esquerda o facto de ter alcançado um resultado muito positivo e, em simultâneo, inesperado. O partido ambientalista logrou eleger um deputado pelo círculo de Lisboa, acabando com uma série de 16 anos que não tinham vislumbrado qualquer entrada duma nova força política na Assembleia da República.
Derrotados desta noite eleitoral saíram ainda o Partido Democrático Republicano de Marinho Pinto e o Movimento Livre de Rui Tavares que não conseguiram eleger qualquer deputado.





Imagem nº 1 - Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, representantes máximos da coligação de direita, deverão continuar à frente do governo. No entanto, perderam a maioria absoluta, o que pode comprometer o cumprimento integral da nova legislatura prevista para os próximos 4 anos.
Foto: Sapo/Lusa



2. Abstenção bateu recordes

A abstenção nas eleições legislativas de 2015 cifrou-se nos 43%, número que contrariou as projecções iniciais mais optimistas (citadas inclusive nos discursos iniciais dos responsáveis partidários) e que culminou num novo recorde negativo verificado neste capítulo. A tendência do abstencionismo tem vindo a acentuar-se nos últimos anos. O descrédito dos portugueses em relação à classe política é, cada vez mais, evidente. Registaram-se ainda 3,7 % de votos brancos/nulos.
Os votos em pequenos partidos sem representação parlamentar (rondaram, ao todo, os 7 %) também ajudam a compreender algum desgaste em termos de crença na actual "partidocracia".
É urgente devolver a credibilidade à classe política e a esperança ao povo.



3. Coligação de Esquerda - É possível?

Será que o tremendo antagonismo face às políticas de direita será suficiente para que a Esquerda esqueça as acérrimas divisões que vigoram entre si e se prontifique a propor uma governação alternativa?
Apesar dos apelos recentes do Bloco de Esquerda e da CDU para uma tentativa de aproximação por parte do Partido Socialista (no sentido de formar um novo governo de Esquerda), a verdade é que o cenário idealizado em cima é inviável ou inverosímil, visto tratarem-se de forças políticas com visões completamente distintas para o país. Para que tal acontecesse, António Costa teria que abdicar de grande parte da identidade do seu partido (o qual até partilha mais pontos em comum com as forças do governo do que com a oposição mais à esquerda) para formar um novo governo que, apesar de maioritário, iria depender dum entendimento consensual entre três partidos que, desde sempre, mantiveram profundas divergências.
Por outro lado, o Partido Socialista será, de qualquer das formas, chamado a participar na governação do país, até porque é a única força política que poderá viabilizar os projectos do actual governo.
Em jeito de remate, cremos que o governo de Pedro Passos Coelho irá manter-se no poder (sem haver lugar a qualquer coligação de esquerda), mas será indubitavelmente obrigado a ceder em futuras negociações perante uma Esquerda pouco flexível.



4. As leituras infelizes de Berlim e Bruxelas

Como tem sido apanágio nos últimos anos, a Comissão Europeia tem sempre que meter o bedelho nas questões que dizem exclusivamente respeito a Portugal e aos portugueses. O problema é que as intervenções infelizes têm-se amontoado, e os senhores que tutelam a União Europeia só conhecem uma palavra no seu dicionário para os países mais frágeis - austeridade.
Dentro deste contexto, o Presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, afirmou que a austeridade não impediu a vitória da coligação PAF, algo que no seu entender até foi uma boa notícia (veja-se Jornal Económico). Mais desinibido nas palavras, o Ministro das Finanças Alemão, Wolfgang Schauble, julga que a vitória da coligação é um encorajamento para a política de austeridade que tem sido seguida (fonte: Diário de Notícias).
É claro que discordamos prontamente destas análises tendenciosas que visam defender um modelo penoso (com exageros à mistura) que Bruxelas e os credores internacionais impuseram a Portugal e a outros países vulneráveis. Não cremos que a austeridade tenha saído vencedora nas eleições de Domingo. Aliás, a dita austeridade ficou "maneta" porque a partir de agora as medidas mais delicadas dificilmente passarão no Parlamento. 
Por fim, e embora sem querer agoirar ainda mais este tópico, a Comissão Europeia já veio avisar que os portugueses terão que trabalhar mais 10 anos (isto é, 45 anos ao todo) para que possam ter acesso a uma reforma decente. Pelos vistos, os tempos áureos do "sonho europeu" já se esfumaram... 



5. Os resultados em Esmoriz

A coligação "Portugal à Frente" foi largamente a mais votada no distrito de Aveiro e no concelho de Ovar. No caso da freguesia de Esmoriz, os resultados não foram diferentes. Os partidos de direita alcançaram aqui uma vantagem considerável de 11% sobre o Partido Socialista. Mas o Bloco de Esquerda também obteve um resultado muito interessante.
A taxa de votantes situou-se nos 59%, número ligeiramente superior à média nacional.
Num dia de mau tempo (chuva torrencial e fortes rajadas de vento), a descentralização das secções de voto (postura que vigora, salvo o erro, desde 2013) poderá ter contribuído para que a abstenção não fosse muito elevada na Cidade da Tanoaria.



Tabela nº 2 - Os resultados do dia eleitoral na Freguesia de Esmoriz
Retirado do Site - OvarNews

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

XVI Festival de Teatro de Esmoriz homenageou Florbela Espanca e Leandro Vale, e ainda apresentou dois convidados especiais

O Grupo de Teatro Renascer inaugurou, na noite do dia 3 de Outubro, o XVI Festival de Teatro de Esmoriz, evento multi-cultural que irá contemplar um cartaz de diversos espectáculos que percorrerão os meses de Outubro e Novembro.
No dia de abertura do mencionado festival, o auditório do antigo quartel dos Bombeiros Voluntários de Esmoriz nos Castanheiros encontrava-se lotado. Acreditamos que, ao todo, terão estado cerca de 200 ou 250 espectadores que viveram uma noite repleta de fortes emoções.
O evento principiou com a encenação em palco da peça "Flor Alma Espanca" redigida por Leandro Vale, notável dinamizador do teatro nacional, e que foi exemplarmente interpretada pelo elenco do Grupo de Teatro Renascer. Na referida peça, foram abordados o perfil enigmático e controverso de Florbela Espanca (1894-1930), os seus casamentos atribulados, a sua profunda melancolia bem como a insatisfação que imprimia na vida terrena. A jovem actriz Vera Gomes assumiu com mestria a interpretação desta personagem complexa que marcou uma era na História da Literatura Portuguesa. Além desta curta biografia que procurou ser fiel às vivências da poetisa, ressalvamos ainda a intercalação de sonetos da sua autoria que eram declamados por um grupo de actores do Renascer, trajados com "hábitos" de cor preta e branca (tratavam-se das cores preferidas de Florbela Espanca) e que se movimentavam duma forma coordenada e nostálgica. Elogiamos ainda a brilhante cenografia (assegurada pela Bricopal) e o excelente jogo de luzes que tornaram a encenação muito mais apelativa. Por outras palavras, o Grupo de Teatro Renascer levou a palco uma peça que honrou os legados de Florbela Espanca e de Leandro Vale (autor), duas personalidades intelectuais que dizem muito a Esmoriz. A primeira foi uma das melhores escritoras de sempre da Lusofonia e terá conhecido uma curta passagem pelos lugares da Casela e da Estrada Nova (Esmoriz), enquanto que o segundo (falecido recentemente) foi um respeitado actor e encenador que contribuiu para o desenvolvimento do teatro em várias terras deste país, sendo que Esmoriz não foi excepção à regra.
Depois desta apresentação teatral, subiu ao palco Helena Vidal, esposa/viúva de Leandro Vale, que não escondeu a emoção, confessando que se sentiu tocada pela homenagem tão especial que foi viabilizada pelo Grupo de Teatro Renascer e pela Cidade de Esmoriz. Helena afirmou que foi, sem dúvida, uma honra visualizar uma das suas peças escritas a ser encenada em palco, e recordou ainda a admiração especial que Leandro nutria por Esmoriz.






Imagem nº 1 - O público encheu o auditório do Antigo Quartel dos Bombeiros Voluntários de Esmoriz para assistir à abertura do XVI Festival de Teatro, organizado pelo Grupo de Teatro Renascer.
Foto: Ângela Mota





Imagem nº 2 - João Gomes e Vera Gomes contracenaram na peça "Flor Alma Espanca" redigida por Leandro Vale.
Foto: Grupo de Teatro Renascer





Imagem nº 3 - Equipados com trajes negros e brancos, o elenco do Renascer recitou, com emoção e misticismo, sonetos de Florbela Espanca.
Foto: Ângela Mota





Imagem nº 4 - Vera Gomes interpretou, com rigor, o papel complexo de "Florbela Espanca".
Foto: Ângela Mota





Imagem nº 5 - Helena Vidal, viúva de Leandro Vale, reconheceu que esta foi a mais linda homenagem que viu a ser prestada ao ser marido que muito contribuiu para a evolução do teatro em Esmoriz através da cedência de ensinamentos e meios logísticos.
Foto: Grupo de Teatro Renascer




Após um curto intervalo, seguiu-se a cerimónia tradicional de abertura que juntou na mesa solene algumas das principais individualidades, a saber: João Gomes (Presidente do Grupo de Teatro Renascer), Fernando Rodrigues (Representante da Federação Portuguesa de Teatro), António Bebiano (Presidente da Junta de Freguesia de Esmoriz), Fátima Ramalho (Presidente da Assembleia da Junta de Freguesia de Esmoriz), Marcos Assumpção (Músico brasileiro) e João Maria Pinto (Actor prestigiante que foi convidado para apadrinhar o festival).
João Gomes, presidente da colectividade teatral anfitriã, foi o primeiro a discursar, agradecendo a adesão e o carinho do público esmorizense. Prometeu dar continuidade ao seu objectivo de trazer o melhor do teatro nacional até à Cidade da Tanoaria.
Fernando Rodrigues, representante federativo do teatro nacional, relembrou que o Grupo de Teatro Renascer foi um dos cinco fundadores da Federação Portuguesa de Teatro em 2010, e assinalou que esta colectividade sempre pugnou pelos bons valores do teatro amador, e cujo inequívoco sucesso ajudou a criar novos públicos.
António Bebiano, presidente da Junta de Freguesia de Esmoriz, elogiou igualmente os esforços desenvolvidos pelo Renascer e deixou votos de felicidades para o seu novo festival. Por outro lado, ressalvou ainda o reencontro emocional com o património histórico e cultural que foi testemunhado naquela noite, tendo sido assim reavivados os legados de Florbela Espanca e Leandro Vale.
Fátima Ramalho, presidente da Assembleia da Junta de Freguesia de Esmoriz, sublinhou, enquanto ex-actriz, a importância do teatro para a cultura e educação nacionais, e no final da sua intervenção, optou por recitar o poema "Eu" de Florbela Espanca que foi assim extraído do "Livro das Mágoas".
Por fim, foi a vez dos convidados tomarem uso da palavra.
Marcos Assumpção, músico brasileiro, destacou a noite de reverência a Florbela Espanca, e falou um pouco sobre o seu trabalho já realizado sobre aquela personalidade ímpar da nossa Literatura (conta com um disco e um livro já publicados). O cantor elogiou ainda a qualidade da peça apresentada pelo Grupo de Teatro Renascer.
Também João Maria Pinto, actor conceituado que conta com uma carreira brilhante alicerçada em inúmeros projectos teatrais e televisivos (por exemplo: integrou séries bem conhecidas dos portugueses como os "Malucos do Riso" ou "Morangos com Açúcar"), foi muito saudado pela plateia. O padrinho deste novo festival afirmou que o teatro é uma família onde deve imperar a humildade e a devoção pela arte. Por outro lado, reconheceu a harmonia que, naquele momento, vigorava entre o palco e a plateia, o que confirmou a qualidade do espectáculo.
Findos os discursos, decorreram os já célebres "baptismos" (com recurso a pequenas garrafas de água) que se destinaram aos actores estreantes do Grupo de Teatro Renascer, momento curioso que motivou várias gargalhadas.
No encerramento do evento, Marcos Assumpção subiu ao palco para realizar o seu talentoso concerto. O artista brasileiro cantou, com alma e emotividade, alguns sonetos de Florbela Espanca, arrancando aplausos constantes por parte do público. A vida e a obra da escritora foram assim recordadas, nesta longa noite, através da magia do Teatro e da Música.
Em jeito de balanço final, os esmorizenses desfrutaram duma experiência cultural única que superou claramente as suas expectativas iniciais.
O Grupo de Teatro Renascer voltou a demonstrar estar à altura deste exigente desafio, e merece o nosso reconhecimento pelo dinamismo e criatividade que tem vindo a transmitir à sua própria cidade.





Imagem nº 6 - João Gomes agradeceu a significativa adesão do público bem como o apoio de algumas entidades que apoiaram este Festival. 
Foto: Grupo de Teatro Renascer





Imagem nº 7 - Fátima Ramalho leu o poema "Eu" de Florbela Espanca.
Foto: Grupo de Teatro Renascer





Imagem nº 8 - João Maria Pinto apadrinhou o XVI Festival de Teatro de Esmoriz.
Foto: Grupo de Teatro Renascer






Imagem nº 9 - O prestigiado actor foi ainda agraciado com uma bela recordação do Festival.
Foto: Grupo de Teatro Renascer





Imagem nº 10 - O cantor brasileiro Marcos Assumpção encerrou a noite com o seu concerto.
Foto: Ângela Mota





Imagem nº 11 - Ana Roxo (poetisa), João Gomes (presidente do Renascer) acompanhados pelos convidados especiais: João Maria Pinto (actor) e Marcos Assumpção (músico).
Foto: Ângela Mota