quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Assembleias de Voto em Esmoriz reveladas


Como já tem sido hábito nos últimos sufrágios, serão novamente disponibilizados três locais de voto que ficarão naturalmente associados ao exercício efectuado por parte dos eleitores que vivam próximos destas zonas.
Por outras palavras, voltaremos a ter as urnas abertas no Pavilhão do Patronato nos Castanheiros e nas Escolas Básicas da Praia e de Gondesende. Ao todo, existirão 10 secções de voto em funcionamento. 
As eleições legislativas decorrerão no próximo dia 6 de Outubro.



AFPA convoca sócios para Assembleia Geral

A Associação Fraterna de Prevenção e Ajuda vai promover uma Assembleia Geral no próximo dia 23 de Setembro (Segunda-feira). A iniciativa decorrerá na sede da Associação, sita na Rua dos Castanheiros, pelas 19:30.
Será debatida a alteração dos artigos 2º e 3º dos estatutos da Associação. 
Esta entidade tem encetado um trabalho que pretende dar visibilidade e apoio ao cuidador informal, além de incluir outras acções solidárias. Do ponto de vista cultural, a colectividade conta com uma trupe de reis que costuma ser bastante activa no início de cada ano. 




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terça-feira, 17 de setembro de 2019

Costuma ir à missa?

A Paróquia de Santa Maria de Esmoriz acaba de estipular os horários das Eucaristias que entrarão em vigor a partir do dia 5 de Outubro. Dentro deste contexto, decidimos partilhar então o seguinte registo para fins informativos.



O novo horário das Missas em Esmoriz (Direitos - Paróquia de Santa Maria de Esmoriz)


domingo, 15 de setembro de 2019

Madrinha do XX Festival de Teatro anunciada em dia de Ensaio Teatral

A Companhia Teatral Procênio apresentou um ensaio da peça "Utopia. Sonho vs Realidade" a qual era encenada pelo actor brasileiro Felipe Silva e que contava ainda com a colaboração das actrizes Joana Sarabando e Luna.
A representação incidia sobre as vivências dramáticas de um casal. Cristóvão Reis, personagem principal, vivia obcecado com um negócio que tardava em ser fechado com os holandeses, resignando-se em dar uma vida miserável à sua mulher (que acabaria por engravidar outra vez, já perto do final da encenação) e à sua filha. A utopia ultrapassa, muitas vezes, a realidade e não nos permite constatar os cenários com a nitidez necessária. E naquele caso, a aceitação da miséria e o medo da mudança provocarão um fim dramático com Cristóvão a suicidar-se.
Esta peça transmitiu assim uma mensagem social de que as aparências iludem, e de que viver numa mentira ou numa ilusão acaba por ser um escape que apenas permite adiar os problemas mas nunca resolvê-los definitivamente.
Após o final da representação, Rúben Ferreira, vereador da Câmara Municipal de Ovar, enalteceu essa mesma mensagem social e frisou que é essencial que as pessoas entendam os contextos sociais de forma a adoptarem procedimentos assertivos. Rúben felicitou os artistas do ensaio, e desejou a melhor das sortes ao Renascer para o festival cultural que aí se avizinha.
Por seu turno, João Gomes divulgou o programa do próximo festival (embora o mesmo ainda esteja dependente de alguns acertos), tendo ainda sido difundido um vídeo onde Heitor Lourenço (padrinho honorário dos festivais organizados pelo Renascer, o qual também irá levar um novo espectáculo até Esmoriz) anunciaria a madrinha do festival que irá principiar a 19 de Outubro.
Dentro deste contexto, Luísa Ortigoso, actriz portuguesa de 61 anos e com um vasto currículo em telenovelas e séries, será a madrinha do XX Festival de Teatro de Esmoriz.





Imagem nº 1 - Luísa Ortigoso, actriz que participa em vários elencos de telenovelas/séries da RTP, será a madrinha do XX Festival de Teatro de Esmoriz.




Imagem nº 2 - O ensaio "Utopia. Sonho vs Realidade" transmitiu aos cerca de 40 espectadores uma história de vida.




Imagem nº 3 - João Gomes elencou o programa do festival que se iniciará a 19 de Outubro e que terminará em meados de Dezembro.



Direitos do Texto e das Fotos - Comissão de Melhoramentos de Esmoriz. Excepção feita à foto da actriz Luísa Ortigoso retirada do site Lifestyle Sapo.

Sporting Clube de Esmoriz entrou "triturador" no campeonato

Apesar de ter mudado muito recentemente de treinador, temia-se que o Sporting Clube de Esmoriz tivesse dificuldades no arranque da temporada. Contudo, a turma da Barrinha, agora orientada por Miguel Correia ("Migueli") entrou da melhor forma ao vencer por 4-0 no reduto do Oliveira do Bairro. A equipa aliou uma exibição de luxo a uma boa finalização, e logo num terreno onde nem sempre é fácil conquistar os três pontos..
De acordo com o site da Associação de Futebol de Aveiro, os golos da equipa da Barrinha foram apontados por Jean Paul (bisou no triunfo), André Pinhal, além de um auto-golo (embora o espaço digital em cima citado atribua o golo a Vasco Santos).
O Sporting Clube de Esmoriz está na sexta posição com três pontos, mas tem menos um jogo (a partida com o Gafanha que era para ser a inaugural foi adiada para Outubro).
No próximo fim de semana, a equipa da Barrinha recebe a Ovarense, num dérbi concelhio que promete ser um grande jogo. A Associação Desportiva da Ovarense também entrou bem na prova, dado que venceu os dois primeiros jogos da Divisão de Elite de Aveiro.




Imagem retirada do Site Escola Kids

sábado, 14 de setembro de 2019

Entrevistas com Memória XV

Martim Guimarães da Costa é natural de Ovar e integra a lista de 16 candidatos do Partido Socialista propostos pelo círculo de Aveiro para a Assembleia da República. Actualmente, é o Presidente da Juventude Socialista de Ovar, sendo ainda arquitecto de formação.
É um dos nossos convidados especiais deste mês de Setembro.


1- Olá Martim. Está na lista de candidatos a deputados socialistas pelo círculo de Aveiro. Ficou surpreendido com a escolha que recaiu em si?

R: Viva, Cusco! Em primeiro lugar, os mais sinceros agradecimentos pelo trabalho que tem desenvolvido com enorme esforço, dedicação e voluntarismo em prol do bem comum e pelo interesse em ouvir os candidatos do Município de Ovar dos diversos Partidos, dando também oportunidade ao Partido Socialista de apresentar aqui as suas ideias e reflexões. 
Sobre a escolha do meu nome, confesso que sim, é verdade - eu não estava à espera de ser convidado para integrar esta lista, sobretudo com esta qualidade e encabeçada por um dos Ministros de maior relevo.
Mas, se há alguma coisa que o PS Ovar tem que se orgulhar, é dos seus quadros, isto é, dos militantes que tem. Temos militantes de enorme qualidade, que estão disponíveis e são capazes de assumir esse compromisso por Ovar, pelo Distrito de Aveiro e por Portugal.
A escolha é um reconhecimento de um trabalho que temos vindo a desenvolver não só a nível concelhio, mas também a nível Distrital e até mesmo a nível Nacional; é um sinal de que há esperança no futuro do Partido em Ovar. Após alguma reflexão e de ter procurado aconselhar-me, decidi aceitar de bom grado o convite.



2- Apesar de estar na 14ª posição da lista, constatamos que tem levado este desafio muito a sério e de forma motivada. É essencial que o Partido Socialista acabe com a hegemonia do PSD no distrito de Aveiro?

R: Não é o lugar em que eu vou na lista que me vai excluir do dever de contribuir para a vitória do Partido Socialista nas próximas eleições legislativas – desde o primeiro ao último suplente, todos contam, e não é isso que vai definir o meu grau de empenho e de intensidade em torno de um projeto. Aliás, eu nunca estive na política em função deste ou daquele cargo, desta ou daquela função. É pelo conjunto de ideias que me debato. Até porque, e olhando para aquilo que aconteceu este Sábado, em que cerca de uma centena de pessoas nos acompanhou na Avenida do Furadouro, a esmagadora maioria nunca integrou uma lista para coisíssima alguma e, mesmo assim, estiveram sempre presentes e continuam ainda hoje a dar o rosto, não por qualquer cargo político, mas por uma vontade generosa de apoiar o Partido Socialista, como meio de servir a sua Freguesia, o Município de Ovar e Portugal.
Sobre a hegemonia do PSD no Distrito de Aveiro, eu acredito que olhando para a grande campanha que estamos a fazer, ela tem um prazo: o próximo dia 6 de outubro. Eu tenho a confiança que o PS vai ter a merecida Vitória não só no Distrito de Aveiro, mas em todos os Distritos de Portugal! Relembro que, pelo PS, no Distrito de Aveiro, encabeça a lista alguém que foi um dos principais arquitetos pela atual solução governativa e que é também um dos Ministros com melhor desempenho da atualidade.



3- Acredita mesmo que os socialistas poderão recolher mais votos no concelho de Ovar, nestas eleições legislativas?

R: Apresentamo-nos aos eleitores com um excelente Programa. Aliás, quando em maio, todas as televisões e todos os Partidos falavam sobre a elevada taxa de abstenção, só um Partido tomou medidas relativamente a isso – o PS, porque fomos foi o único Partido a abrir a discussão o nosso Programa. Foi um risco, mas decidimos fazê-lo. Apresentamos as nossas ideias, antes do prazo, através de convenções regionais e setoriais, e demos a possibilidade a todos os portugueses de participarem na construção e na melhoria do Programa. Abrimos a porta a todos. Desde militantes, a simpatizantes, a pessoas que nem sequer votam no PS, a pessoas que nem se quer vão às urnas votar. E até para aqueles mais tímidos ou que não tinham possibilidade de se dirigir a esses locais, criamos uma Plataforma Digital para receber sugestões e reflexões sobre o Programa do PS.
Por isso, sim. Olhando para o nosso trabalho e para uma campanha que tem sido de enorme esforço, dedicação e limpa, sentimos que é com justiça que acreditamos que teremos excelentes resultados em todas as freguesias do nosso Concelho.



4- Como planeia participar na campanha socialista?

R: É importante ter a consciência de que, apesar destes quatro anos de governação em que cumprimos com os nossos compromissos, o PS também faça uma campanha ativa e não cruze os braços - e é exatamente isso que tenho procurado fazer.
Na globalidade, o conjunto de iniciativas que temos vindo a realizar, têm por base aquilo que são os nossos desafios estratégicos e aos quais respondemos no nosso Programa: o combate às alterações climáticas, o desafio demográfico, a construção de uma sociedade digital e a continuidade da redução das desigualdades. 
Para isso, e de forma muito simples, queremos dividir as nossas ações em duas tipologias: a primeira, diz respeito à proximidade, isto é, iniciativas que procurem o contacto direto com a população, seja nas ruas, nas praças, nos mercados, etc…, para explicar o trabalho que realizamos e aquilo que pretendemos fazer para o Futuro; a segunda, de caráter institucional, pretendemos visitar algumas Empresas, Instituições e Associações, no âmbito dos quatro desafios estratégicos com os quais nos propusemos a dar resposta.



5- A nível nacional, o primeiro-ministro António Costa sonha com uma maioria absoluta no Parlamento. Considera que isso poderá acontecer?

R: A partir do momento em que o debate televisivo tem sido um pouco monopolizado sobre a possibilidade do PS governar com ou sem maioria absoluta, ao invés de se dar espaço de debate às ideias que cada um dos Partidos apresenta, é porque existe a probabilidade de isso acontecer.
Temos por isso orgulho nos resultados que alcançamos e cumprimos com aquilo com que nos comprometemos – conseguimos maior igualdade, mais crescimento, melhores serviços públicos e melhor emprego. 
No entanto, há uma falsa ideia de que as maiorias absolutas permitem votar tudo como o Governo quer – um discurso que tem sido alimentado por uma certa direita.
Mas relembro que há um Governo e depois há um Parlamento. E nesse Parlamento, porque as listas a deputados são compostas tendo em conta a representatividade territorial, há especificidades que são defendidos por uns, mas que não são defendidos por outros. Mais, uma maioria absoluta não descarta nunca a possibilidade futura de continuar a trabalhar com os mesmos Partidos com quem tivemos a trabalhar até agora.
Por fim, o que os socialistas querem, é que o Partido Socialista tenha o melhor resultado possível. Os portugueses não são convocados às urnas para votar em dois boletins de voto: um para votar em um determinado Partido e outro para votar se esse Partido deve ou não ter maioria absoluta. Só haverá um boletim de voto. E obviamente que o meu apelo, enquanto militante, é para que as pessoas votem no Partido Socialista. E o resultado global é que vai ser decisivo para saber em que condições vamos governar.


6- Enquanto Presidente da Juventude Socialista, tem percorrido algumas freguesias com muito jovens da sua equipa, elencando problemas urbanos que devem ser corrigidos. Como funciona o “Roteiro das Freguesias”?

R: O “Roteiro de Freguesias” é uma das iniciativas que temos vindo a desenvolver neste mandato, e que consiste no contacto com a população, onde se pretende auscultar quais os problemas que sentem, no acompanhamento das atividades dos nossos autarcas residentes na respetiva freguesia e, porque é uma atividade organizada por uma juventude partidária, dar um caráter mais formativo no sentido de dar conhecimentos e os instrumentos necessários para o entendimento de como funcionam os órgãos autárquicos e de que forma se relacionam com o nosso território. 



7- Sabemos que passaram recentemente por Esmoriz. Que intervenções julgam ser prioritárias nesta urbe?

R: A nossa passagem por Esmoriz foi bastante profícua e foi acompanhada por António Dias Oliveira, um esmorizense que tem realizado um trabalho notável enquanto autarca e que muito nos orgulha.
Uma das coisas que temos vindo a defender, conforme já o fizemos em Assembleia Municipal, é a reabilitação do Palacete dos Castanheiros, que hoje alberga a Biblioteca Pública de Esmoriz e que tem sofrido com problemas de infiltrações, e a requalificação da envolvente deste edifício, que merecia mais dignidade, já que o matagal e o entulho ali depositados conferem àquela zona um estado de abandono.
A recente requalificação da Rua dos Tanoeiros, que configurava no Programa do PS, aumentou a necessidade de estacionamento para servir a Estação Ferroviária de Esmoriz, também esta a precisar de ser intervencionada, tornando-se ali junto urgente a instalação de uma bateria de estacionamento.
Urgente é também tomar medidas que diminuam a perigosidade da EN109 e que se reduza a pressão do tráfego automóvel como, por exemplo, com o fim das portagens da A29 ou, como o PS apresentou em reunião de Câmara, com a redução do preço das portagens e que se vá lutando gradualmente até o fim destas.
A requalificação da Escola Secundária de Esmoriz, em que continua a faltar a resposta da Câmara o porquê de não ter mapeado esta Escola na candidatura aos fundos comunitários, no âmbito da CIRA. 
A necessidade de dar continuidade à qualificação e valorização da Barrinha de Esmoriz, motivo pelo qual o PS tem apelado por um segundo Programa Pólis da Ria, já que o atual termina em 2020.
A requalificação da Avenida Dr. Raimundo Rodrigues, uma paralela à Avenida da Praia, que seria uma obra estruturante. A requalificação da ligação da Estação Ferroviária e Esmoriz ao Buçaquinho. A criação de uma ARU (Área de Reabilitação Urbana) para Esmoriz, o que permitiria o acesso a benefícios fiscais a quem queira reabilitar.
Enfim, existe tanto por onde pegar, mas creio que estas sejam as operações mais urgentes.



8- E que estratégias defendem para o restante concelho de Ovar?

R: Temos apresentado medidas para mais emprego, melhores finanças, pela promoção entre um urbanismo numa lógica de interação cidade – região e que potencie o nosso turismo através dos nossos recursos naturais, a utilização de energias renováveis, programas de educação à imagem das “Open Schools for Open Societies”, pela implementação e dinamização do Conselho Municipal da Juventude, e que esta apoie as associações jovens do nosso Concelho, pela realização de um grande evento desportivo no nosso Concelho, a implementação do Provedor do Idoso, etc, etc, etc…
Mas, se me permite, gostaria de apresentar foco para duas grandes bandeiras para todo o Concelho de Ovar que temos defendido arduamente, como por exemplo: o “Programa Municipal de Mobilidade de Ovar”, que seria o instrumento que permitiria implementar e potenciar um sistema integrado de transportes de soluções sustentáveis, abrindo porta ao financiamento pelos quadros comunitários; temos defendido mais habitação pública e propusemos que o Município de Ovar elabore a “Estratégia Local de Habitação”, um Plano cofinanciado pelo IHRU (Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana) e, sendo que os fundos são concorrenciais, é urgente que a autarquia aproveite esta oportunidade de forma mais célere possível sob pena de não ter acesso ao financiamento. 



9- Voltando às legislativas, como caracteriza a equipa de 16 candidatos que integra, e cujos nomes foram apresentados pela Comissão Política da Federação Distrital de Aveiro do Partido Socialista?

R: São 16 nomes que têm que dar ao Distrito de Aveiro a maior representatividade possível dos ideais democráticos, isto é, uma lista para a qual foram convocadas todas as gerações, completamente paritária e com o máximo de representatividade possível, seja em termos territoriais seja em termos profissionais. 
Olhando para o nosso contexto, não nos podemos esquecer que: o Círculo Eleitoral do Distrito de Aveiro é o quinto a colocar mais deputados na Assembleia da República, em vinte e dois círculos; que o PS está a lutar pela vitória histórica no nosso Distrito; que a grande vitória do PS significa a defesa do Distrito de Aveiro. 
Por isso e para cumprir com todos os objetivos expostos pelo Partido Socialista no seu Programa, esta lista é a melhor possível e saiu reforçada da sua Comissão Política da Federação Distrital de Aveiro, ao contrário de outros Partidos, que nem consultaram as suas estruturas distritais, onde todos os concelhos estão representados para manifestar a sua posição. Então, sim, este é sem dúvida o melhor projeto e o mais democrático para o Distrito de Aveiro.



10- Que argumentos utilizaria para convencer os cidadãos do concelho de Ovar e do Distrito de Aveiro para votarem no Partido Socialista?

R: As eleições europeias deram-nos um grande otimismo relativamente ao Concelho de Ovar. Recordo que, o PS, em todo o Concelho de Ovar, só não ganhou em uma mesa. O resultado foi uma esmagadora vitória do PS em todas as Freguesias! E tal facto não foi só um cartão vermelho ao atual executivo camarário, que vinha numa senda de sucessivos escândalos, foi também o reconhecimento pelo trabalho que tem sido desenvolvido pela Oposição PS no nosso Município e pelo trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo Governo PS.
O nosso Distrito tem sido rotulado como um dos mais conservadores do nosso Litoral, e a mudança permitirá uma maior aproximação e menos bloqueios aos interesses do nosso território. E está, por isso, na hora dessa mudança!
Torna-se, assim, fundamental dar às populações do nosso Distrito as garantias que só o voto no PS pode dar!
Por fim, agradecer-lhe mais uma vez a oportunidade e felicitar-lhe pelo excelente trabalho que tem desenvolvido de forma abnegada junto da comunidade esmorizense, e não só, pois este blogue já possui um prestígio que lhe permite também ser uma referência lá fora.


Muito obrigado, Martim Guimarães Costa, por nos ter concedido a honra de responder ao nosso questionário.



Imagem nº 1 - A equipa do Partido Socialista por Aveiro em campanha no Furadouro.




Imagem nº 2 - Martim Guimarães da Costa e os restantes membros da Juventude Socialista estiveram em Esmoriz, onde elencaram várias áreas de intervenção.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Entrevistas com Memória XIV

Moisés Ferreira é, desde 2015, deputado do Bloco de Esquerda na Assembleia da República. Com formação superior em Psicologia, o jovem deputado natural de São João de Madeira é hoje novamente cabeça de lista do partido às eleições legislativas pelo círculo eleitoral de Aveiro.
Moisés Ferreira é um dos nossos convidados especiais de Setembro.


1- Olá Moisés. O Bloco de Esquerda aparece bem lançado nas sondagens. Será que é desta que o partido se afirmará definitivamente como a terceira maior força política do país?

R: Olá Cusco, leitores e leitoras de Esmoriz. O trabalho realizado pelo Bloco de Esquerda (BE), desde a sua fundação e principalmente nesta última legislatura, permite que cada vez mais gente confie nas nossas capacidades e ideias. As pessoas decidirão a força que nos querem dar, mas de uma coisa podem estar certos. Com o Bloco de Esquerda com 10% e como terceira força saída das legislativas de 2015, foi possível aumentar salários e pensões, combater a precariedade, fazer uma nova lei de bases da Saúde e criar uma tarifa social da electricidade, apenas para dar alguns exemplos. Com mais força poderemos e faremos muito mais. É esse o desafio para o dia 6 de outubro e para o pós-eleições. É importante lembrar que esse crescimento pode fazer-se também no distrito de Aveiro. Ou seja, o distrito de Aveiro pode ser fundamental para o crescimento do Bloco de Esquerda e de tudo o que ele representa. Nas ultimas eleições legislativas ficámos a apenas 117 votos de eleger o segundo deputado pelo distrito. Agora isso é mais do que possível.



2- Considera que Catarina Martins, Coordenadora da Comissão Política do Bloco de Esquerda, tem sido o rosto deste crescimento?

R: A Catarina tem certamente uma forma de estar e traços de personalidade que cativam as pessoas e constroem confiança. As pessoas sabem que ela se bate pelos direitos de todos, que enfrenta os interesses e os lóbis e que é incansável na luta pela justiça neste país. Mas acima de tudo é o programa político e a visão que o Bloco de Esquerda tem da sociedade que potencia e permite o crescimento que temos tido. Somos uma esquerda de confiança. Não nos vendemos e estamos aqui por causas claras e justas. Queremos que as pessoas que vivem do seu trabalho tenham vidas dignas e salários justos e não abdicamos disso por nada. Queremos que os pensionistas tenham melhores pensões e não tenham que decidir entre a conta da farmácia ou a conta do supermercado. E não nos calamos enquanto não tivermos alcançado esses objetivos. Em suma, queremos uma sociedade justa, onde todos têm o direito a viver bem e em felicidade.



3- O Bloco de Esquerda defende um maior investimento no Serviço Nacional de Saúde. Quais são as principais vulnerabilidades deste sistema e que soluções o partido pondera apresentar?

R: O SNS vive um momento decisivo e, no dia 6 de Outubro, as eleitoras e os eleitores podem salvá-lo. Os problemas existem e são tantos, resultado de um “cocktail” explosivo de má gestão e de desinvestimento. O BE quer que o SNS seja uma prioridade para qualquer governo e isso tem que se refletir no aumento do investimento público nos cuidados de saúde e na valorização dos profissionais deste sector, tão necessário para termos mais qualidade de vida. Também propomos que o sector privado esteja totalmente separado do SNS, porque para nós a saúde não é uma mercadoria e o SNS não é negociável. O nosso programa aposta, ainda, na autonomia das instituições do SNS, para evitar que este fique dependente das autorizações do Governo, que ano após ano, deixou na gaveta obras, melhorias e contratações de recursos humanos extremamente necessárias.



4- Caso o Partido Socialista não consiga a maioria absoluta, o Bloco de Esquerda estará disponível para um novo acordo?

R: O BE vai trabalhar com o resultado que sair das urnas, no dia 6 de outubro. Toda a gente sabe o que o Bloco propõe e toda a gente sabe que somos capazes de concretizar as nossas propostas. E é isso que faremos. Se tivermos mais força faremos isso melhor. A nossa campanha esteve sempre centrada no que queremos para o nosso futuro coletivo, por isso, sentimos que as eleitoras e eleitores têm toda a legitimidade para decidirem democraticamente que força querem dar ao BE.



5- Muitos dirigentes bloquistas alegam que uma maioria absoluta do PS poderia ser má para o país. Que argumentos utilizam para reforçar esta teoria?

R: Não há boas memórias de maiorias absolutas em Portugal. A maioria absoluta significa menos negociação, menos entendimentos políticos, menos avanços salariais, menos fiscalização e menos escrutínio público. Em 2015 o PS não propunha aumento do salário mínimo nem aumento de pensões. Pelo contrário, propunha congelamento das pensões, facilitação dos despedimentos e corte em várias prestações não contributivas. O que aconteceu, então? Não teve maioria absoluta e isso obrigou-o a abandonar essas propostas altamente lesivas e a ter que aceitar propostas do Bloco de Esquerda. É notório que o PS está obcecado com a hipótese de alcançar a maioria e isso já fez com que António Costa se virasse para a direita. Ainda recentemente deixou claro que vai deixar de negociar o salário mínimo nacional no Parlamento para passar a negociá-lo com os patrões. Mas é importante recordar que, nos últimos 4 anos, os aumentos salariais nacionais foram decididos no Parlamento, com a Esquerda. Não foi com os patrões!



6- Como é que o partido tem vivido as questões ambientais, nomeadamente a situação da Amazónia? Bolsonaro tem a obrigação de fazer mais pela defesa da maior floresta húmida do mundo?

R: A eleição de Bolsonaro, no Brasil, representa um projeto político de defesa dos privilegiados, dos mais ricos e de ataque aos mais pobres e a toda a classe que vive do trabalho honesto. A Amazónia está a ser alvo de um ataque sem precedentes. É um facto que Bolsonaro, muito antes de sonhar com a eleição presidencial, já defendia a entrega do “pulmão do mundo” a grandes empresas, nomeadamente norte-americanas, nos sectores da mineração, da indústria alimentar e agrícola. Estas indústrias são as mais poluentes que existem no mundo e são predatórias, como bem demonstraram, aquando desta onda de incêndios. Bolsonaro, com o seu discurso de ódio e anti-ciência, legitima e autoriza o assassínio de centenas de índios, nativos da Amazónia, bem como incentiva práticas predatórias e ambientalmente criminosas, que as indústrias que referi, praticam. Bolsonaro lidera um governo a prazo, mas que arrisca deixar danos permanentes no Planeta Terra. Portanto, não podemos contar com Bolsonaro para defender o interesse comum.



7- Que ideias o Bloco de Esquerda propõe para dignificar as condições dos trabalhadores?

R: Excelente pergunta! Arrisco dizer que a ideia central do nosso programa nesta área é: garantir melhor distribuição dos rendimentos. Por um lado, o salário mínimo aumentou, mas os custos de vida em Portugal são muito elevados e os salários médios não recuperaram os valores anteriores à crise. É por isso que o BE considera fulcral continuar a recuperação do salário mínimo nacional. No nosso programa de governação há mais de uma dezena de medidas para melhorar a vida de quem vive do salário: combate à precariedade e à desigualdade salarial; reduzir o horário de trabalho para as 35 horas por semana; repor os valores do trabalho suplementar, cortados para metade pelo PSD e CDS; garantir mais direitos a quem trabalha por turnos; entre outras medidas, igualmente importantes para alcançarmos maior justiça social no nosso país.



8- O Bloco de Esquerda tem sido um defensor intransigente na requalificação da Linha do Vouguinha. Considera que este eixo ferroviário ainda desempenha um papel fundamental na vida das comunidades?

R: Se há coisa que a urgência climática nos diz é que o comboio é um transporte de futuro, ao contrário do que “os partidos do costume” nos tentaram dizer. Talvez por isso, o PS se tenha aliado ao CDS e ao PSD, em maio deste ano, para chumbar a proposta do Plano Nacional Ferroviário, apresentado pelo BE, na Assembleia da República.
Por exemplo, a Linha do Vouga serve cerca de 400 mil pessoas, mas foi alvo da fúria privatizadora dos sucessivos governos, que obrigam os utentes a viajar em comboios velhos, poluentes e muito mal mantidos. Temos que requalificar e alargar a ferrovia, garantindo sustentabilidade e qualidade. Assim, queremos reforçar a oferta da Linha do Norte, propomos a requalificação integral da Linha do Vouga e estamos decididos em avançar com o Eixo Internacional Norte Aveiro-Salamanca. A ferrovia, com o devido investimento, será uma grande aliada no combate às alterações climáticas.



9- Tem estado a par da actividade do Bloco de Esquerda no concelho de Ovar? Reconhece que Eduardo Ferreira, deputado na Assembleia Municipal de Ovar, tem efectuado um bom trabalho na defesa dos interesses dos munícipes?

R: O Eduardo Ferreira, juntamente, com os restantes bloquistas de Ovar, tem feito o que sabemos fazer melhor, no distrito e no país: trabalhar com a força que as eleitoras e os eleitores nos dão. Todos reconhecem no Eduardo a sua capacidade de trabalho e a forma metódica como enfrenta as questões políticas, num concelho com as dificuldades típicas de um concelho governado pela direita.



10 - Como descreve a equipa de candidatos que representam o núcleo do Bloco de Esquerda de Aveiro? Há dinâmica e vontade de mostrar um outro caminho além das políticas tradicionais?

R: A lista que o BE candidata ao Círculo Eleitoral de Aveiro mereceu a aprovação da esmagadora maioria das e dos ativistas do BE. É uma lista que nos orgulha pela sua diversidade, representatividade e pela dedicação às causas que dizem respeito a toda a sociedade. Temos profissionais de saúde e da área da educação, ativistas de áreas diversas, do feminismo aos direitos LGBTI+, passando pelo ambiente e pelo direito à habitação. Temos muita juventude e muita energia para mudar o mundo para melhor, claro está.
Aproveito esta oportunidade para agradecer às candidatas e aos candidatos do BE, que nas Legislativas de 2019, estão a empregar o seu tempo pessoal para a construção de um caminho de Esquerda, alternativo à política tradicional, empenhando-se na construção de uma sociedade mais justa, mais plural, mais igualitária e mais solidária. É por tudo isto que somos a Esquerda que elege em Aveiro e é por isso que vamos, mais uma vez, fazer acontecer!



Muito obrigado, Moisés Ferreira, por nos ter concedido a honra de responder ao nosso questionário.





Imagem nº 1 - Moisés Ferreira é deputado do Bloco de Esquerda na Assembleia da República.




Imagem nº 2 - Moisés Ferreira deseja mais investimento para o Serviço Nacional de Saúde e para o Sector Ferroviário.




Imagem nº 3 - Moisés Ferreira em campanha com Francisco Louçã e Marisa Matias.