quarta-feira, 4 de abril de 2018

Fórum Permanente de Teatro mobilizou centenas de especialistas

O Grupo de Teatro Renascer aceitou o repto da Federação Portuguesa de Teatro em realizar na cidade de Esmoriz entre os dias 23 e 25 de Março, o XX Fórum Permanente de Teatro, evento nacional de regularidade semestral que visa promover variados painéis de formação inerentes à arte da representação.
Centenas de actores, encenadores, formadores, dirigentes, caracterizadores e técnicos (por exemplo: de cenografia, sonoplastia, iluminação de palco...) estiveram assim presentes naquele ambiente cultural propício à partilha de ideias, ensinamentos e conhecimentos sobre a arte teatral. 
A vigésima edição incluiu ainda homenagens aos legados de Leandro Vale, antigo actor e encenador, e de Júlio Dinis, escritor da época do Romantismo Português. 
Recorde-se que o Fórum Permanente de Teatro tinha nascido, no ano de 2008, em Esmoriz, voltando dez anos depois ao seu berço, onde foi mais uma vez bem acolhido.




Imagem nº 1 - José Teles, Director do Fórum Permanente de Teatro, discursa perante uma plateia imensa no auditório do Grupo de Teatro Renascer.
Direitos da Foto - Federação Portuguesa de Teatro

Câmara Oculta VIII

Até em dias adversos, a Praia da Barrinha, em Esmoriz, consegue manter intacta a sua beleza. Nesta imagem, podemos observar o mar bravo, além do facto das palmeiras presentes no areal não se deixarem intimidar pelo mau tempo. 
Esta fotografia faz confluir várias cores, fornecendo um cenário idílico da nossa praia que, daqui a dois ou três meses, estará repleta de banhistas e turistas. Este nosso "património natural" deve ser devidamente estimado porque é aqui que reside muito da nossa riqueza. 
A fotografia é da autoria de Francisco José Oliveira.




Foto da autoria de Francisco José Oliveira

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Barrinha International Cup 2018 já mexe

Apesar da competição estar apenas programada para o próximo mês de Junho (deverá decorrer entre os dias 19 e 24), a verdade é que o Sporting Clube de Esmoriz tem feito despertar, desde já, a curiosidade de todos aqueles que anseiam por novidades em prol da nova edição futura do Barrinha International Cup, torneio destinado às camadas jovens (infantis, benjamins e traquinas).
Desta feita, e além da presença do clube anfitrião, já foi confirmada a participação dos seguintes clubes nacionais na prova: Sport Lisboa e Benfica, Sporting Clube de Portugal, CF Belenenses, AD Grijó, CD Furadouro, AA Avanca, Anadia Futebol Clube. De Espanha, também já está confirmada a presença do RC Deportivo de La Coruña. 
O Sporting Clube de Esmoriz promete continuar a revelar nas redes sociais mais novidades sobre as equipas e a organização do Barrinha International Cup, de forma a aguçar o “apetite” de todos aqueles que anseiam por ver jovens talentos a fazer despertar a sua qualidade diante de equipas consagradas. 




Direitos Foto - Sporting Clube de Esmoriz
Artigo Publicado no Jornal A Voz de Esmoriz na edição de 26 de Março de 2018


Curta-Metragem eleva os nomes de Esmoriz e Cortegaça no exterior

O filme “Carga”, realizado por Luís Campos e produzido pelo vareiro Humberto Rocha, venceu o prémio de melhor curta-metragem de ficção nacional na quarta edição do Leiria Film Fest.
As gravações decorreram no seio das comunidades piscatórias de Esmoriz e Cortegaça, retratando o drama de dois rapazes que acabaram por ser forçados a participar num esquema de tráfico de substâncias ilícitas. 
A curta-metragem consegue ainda exibir a paisagem idílica à beira-mar bem como algumas tradições ali enraizadas (nomeadamente a “Arte Xávega”), mas também deixa bem patente a existência de todo um conjunto habitacional que permanece degradado, condicionando assim a qualidade de vida das famílias de pescadores ali residentes.
O projecto, agora premiado em Leiria, contou ainda com o apoio da Câmara Municipal de Ovar.





Imagem do trailer “A Carga” na plataforma do VIMEO

4 processos aflitivos em Esmoriz

Existem quatro dossiers que, neste momento, devem preocupar a comunidade esmorizense. Sintetizando, o estado de degradação da Escola Secundária de Esmoriz, a situação caótica vivida na rua dos Tanoeiros, a interrupção das dragagens na Barrinha de Esmoriz e o possível encerramento do edifício da estação de Esmoriz (aliado ainda ao mau estado do troço da Linha do Norte) merecem, neste momento, uma intervenção urgente.
É verdade que não são quatro desafios fáceis para quem tem a responsabilidade de defender os interesses do concelho, mas é necessária persistência na argumentação que, apesar de todas as burocracias, não deverá ser de difícil elaboração, visto que a razão em todos estes processos está do nosso lado.
Começando pela Escola Secundária de Esmoriz, efectivamente não se compreende como esta foi colocada de parte, quando outras escolas secundárias do concelho foram contempladas com projectos de requalificação. Se as condições de segurança não estão sequer reunidas pelas variadas razões que foram já elencadas nas intervenções de Emanuel Oliveira, Presidente da Associação de Estudantes da mencionada Escola, e de Fernando Cardoso, Presidente da Associação de Pais da Escola Secundária de Esmoriz, então porque é que os planos de requalificação ainda não estão em marcha? Não é admissível que uma escola, que detém até alguma reputação e um estatuto acima da média (em termos de classificações obtidas nos exames nacionais), se encontre num estado onde se verificam fissuras nas paredes, infiltrações de água, abatimentos de piso, canalizações corroídas ou sistemas de segurança completamente obsoletos. Tampouco é aceitável que possa chover dentro de algumas salas até porque supostamente (ainda) não estamos num país do Terceiro Mundo. A responsabilidade aqui é essencialmente do Ministério da Educação e da Administração Central, mas também a autarquia ovarense tem de saber defender os interesses da sua população através de uma "pressão dialogante". A requalificação global da Escola Secundária de Esmoriz nem merece qualquer discussão, é uma emergência a olhos vistos!
Quanto ao segundo dossier, e com o mau tempo que se tem vindo a verificar, denotamos que a Rua dos Tanoeiros volta a acusar a presença de mais buracos. Este é também um tema que já leva vários anos. As promessas sucedem-se, mas nada acontece. Quanto ao apuramento de responsabilidades, a situação é dúbia. Uns apontam o dedo aos organismos públicos locais, mas há quem alegue que é a própria REFER que está a burocratizar toda a situação, visto que é necessária a sua autorização para o início das obras. Enquanto ninguém avança com a iniciativa, sugere-se aos condutores o máximo de cautela ou prudência.
A terceira temática preocupante está relacionada com a paragem abrupta das obras de desassoreamento da Barrinha de Esmoriz, no âmbito de um imbróglio cujos ingredientes poderão vir a materializar uma novela mexicana acompanhada de uma imensidão de capítulos de indefinição. A Sociedade Pólis e o empreiteiro não se entendem, o litígio chegou aos tribunais, e ninguém sabe quando é que as obras vão ser retomadas. E há também quem já tema que o assunto venha a cair no esquecimento, salvando-se da anterior obra apenas os passadiços e a respectiva ponte. Para um projecto que custou entre 3 a 4 milhões de euros (embora a verba tenha sido em larga escala comparticipada com fundos comunitários) e que motivou cinco anos de estudos, meus senhores, isto é muito pouco! Espero que o executivo municipal saiba puxar dos seus galões junto desta entidade. O desassoreamento era um dos pontos mais essenciais do projecto de reabilitação e se não for concluído, então é certo que as águas da lagoa ficarão na mesma, no mesmo de processo de regressão quanto à sua quantidade e qualidade, e completamente inaptas para qualquer finalidade, seja ela económica (pesca) ou de lazer (banhos, canoagem, paddle). 
Por fim, temos a polémica do troço da linha do Norte, onde a Infraestruturas de Portugal não tem assumido uma postura responsável. Não se compreende o adiamento sucessivo de obras que são essenciais para a segurança e o bem-estar dos clientes que recorrem ao transporte ferroviário. A juntar a esta inércia, a intenção recente desta empresa em encerrar, parcial ou totalmente, os serviços da estação de Esmoriz, é mais uma prova de que não conhecem a realidade local, e por isso, é necessário que os autarcas continuem a levantar a voz, como fez e bem, recentemente o actual Presidente da Câmara Municipal de Ovar.
Em jeito de súmula, são estes os quatro quebra-cabeças que têm de ser resolvidos nos próximos tempos. 
Por outro lado, e como não pretendemos que este texto seja apenas encarado como crítico, devemos saudar a reabilitação iminente do Esmoriztur, uma casa que muito diz aos esmorizenses. Esperemos que, ainda neste ano, já possamos assistir naquele espaço emblemático a espectáculos de elevada qualidade!



Resultado de imagem para barrinha esmoriz

Foto meramente exemplificativa
Retirada do Jornal "O Público"

Bi-Silque vence prestigiante prémio europeu

A Bi-Silque foi uma das empresas distinguidas na gala do “European Office Products Awards 2018” (EOPA) que decorreu em Amesterdão, na Holanda. A empresa então sediada em Esmoriz que se dedica à produção de quadros que facilitam a interação entre os utilizadores em ambientes corporativos e educacionais ganhou o prémio de “Fornecedora do Ano” (“Vendor of the Year”). A Bi-Silque agradeceu a todos os seus clientes e parceiros pela confiança depositada no trabalho desenvolvido ao longo de décadas, e assumiu, em simultâneo, que foi uma honra em figurar no grupo restrito de entidades vencedoras do EOPA 2018.




Imagem nº 1 – As empresas vencedoras dos prémios atribuídos no EOPA 2018 com a Bi-Silque também devidamente representada. 
Direitos Foto - EOPA 2018/Bi-Silque

"Motivação e Competências Profissionais constituíram os temas centrais" (Reportagem do Jornal "A Voz de Esmoriz")

Na tarde do passado dia 16 de Março, realizou-se o II Encontro de Inserção Profissional de Esmoriz no auditório da Junta de Freguesia de Esmoriz. Diante de uma plateia bem composta (com cerca de 150 espectadores), o lema adoptado para este ciclo de conferências foi o de “inspirar, desafiar e motivar”. 
Na sessão de abertura, António Bebiano, Presidente da Junta de Freguesia de Esmoriz, relembrou que o seu executivo tem apostado na formação e na participação dos cidadãos, valorizando assim o carácter imaterial da comunidade. O autarca realçou ainda os papéis cruciais desempenhados pelos gabinetes de apoio psicossocial e de inserção profissional que vão de encontro às expectativas e necessidades da população. Por seu turno, António Marques, Director Adjunto do IEFP de Aveiro, valorizou o papel dos GIP’s pela proximidade evidenciada para com as pessoas, e deixou ainda uma mensagem de esperança, alicerçando a sua argumentação nas melhorias recentes da economia que deverão traduzir-se na criação de mais postos de trabalhos ou oportunidades. Valorizou igualmente a necessidade de aquisição de competências por parte dos cidadãos, relevando o papel das formações nesse contexto específico. 
Seguiu-se depois uma pequena tertúlia sob o tema “Que valor dá a um profissional?” que juntou à conversa as seguintes directoras de Recursos Humanos: Sandra Fernandes, em representação da Tanoaria Josafer, Elisabete Pinho, em nome da DS Smith, e Patrícia Pereira, pelo Grupo Oscacer. Em jeito de sintonia, todas as recrutadoras valorizaram o dinamismo, a proactividade, o empenho, a disponibilidade, a responsabilidade, a vontade de aprender e a assiduidade como marcas desejáveis de um bom profissionalismo. O candidato a emprego tem de saber o que pode acrescentar à empresa, adaptando o seu currículo ao anúncio que mereceu a sua atenção em concreto. O currículo deve ser simples e não muito extenso, tem de conter um “toque pessoal” do candidato, e é crucial que aqui se evitem erros ortográficos. Na entrevista, a atitude do interessado na vaga de emprego pode ser um factor decisivo. Além disso, estas especialistas em recursos humanos reconheceram que as empresas devem apostar na formação dos seus trabalhadores, de forma a que estes atinjam o pleno em termos de produtividade. Também a atribuição de prémios pode constituir um incentivo que favoreça o ambiente e a performance laborais. 
Posteriormente seria a vez de Maria João Mota, Psicóloga do Espaço de Contacto Social e Cultural (PELE), discursar sob o tema das “Competências Interpessoais” (“Soft Skills”). Aí teve a oportunidade de apresentar o projecto singular em que está inserida e que consiste na valorização de competências individuais através de manifestações artísticas como a música, o teatro e as artes circenses. Na génese desta visão, está a ideia de que a arte pode atrair as pessoas mais distantes da comunidade (como por exemplo: reclusos ou cidadãos sem rumo social) para os espaços de participação, além de se revelar como um meio de transformação social e cultural. Através deste método, a auto-estima, a auto-confiança e o próprio arrojo dos participantes saem reabilitados. O seu projecto envolve assim produções de cariz cultural dirigidas para aqueles que necessitam de se reintegrar na sociedade e no próprio mundo do trabalho.
Após esta intervenção, foi a vez de Sara Couto, Coordenadora do Núcleo de Gestão do Mercado de Emprego do IEFP Aveiro, valorizar a importância dos Gabinetes de Inserção Profissional (GIP’s) porque estes constituem meios de aproximação às populações, permitindo aos cidadãos aceder a ofertas e medidas de emprego. Os GIP’s têm ainda a particularidade de deter um conhecimento detalhado e privilegiado sobre as pessoas e as empresas da região, favorecendo desta forma potenciais cenários de articulação. Sara Couto relembra ainda que o IEFP tem vindo a apostar na descentralização da formação, de forma a chegar a um maior número de pessoas para que estas adquiram mais competências. 
No encerramento, Ana Cunha, Vereadora da Educação, Acção Social e Saúde da Câmara Municipal de Ovar, felicitou o trabalho do GIP de Esmoriz, actualmente representado por Daniela Campos (a qual conduziu os trabalhos de apresentação deste encontro) e recordou que a autarquia tem apostado na manutenção dos postos de trabalho e na proximidade para com as empresas bem como na educação e no desenvolvimento sociais. Por fim, deixou um apelo às pessoas para que estas nunca deixem de acreditar em si próprias porque é sempre possível um futuro melhor.




Artigo publicado recentemente na edição do Jornal A Voz de Esmoriz referente a 26 de Março de 2018.