terça-feira, 24 de setembro de 2019

Rua em péssimo estado

A Rua das Romeiras, situada nas imediações da zona do Pinhal D’Aberta, é uma das vias que se encontra em pior estado na cidade de Esmoriz. Apesar de a mesma já ter sido alvo de remendos, a verdade é que o seu piso está longe de ser regular. Os buracos proliferam, e nalguns casos, o piso parece ganhar, nas suas zonas laterais, o formato insólito de lombas paralelas. Apesar desta rua servir meia dúzia de habitações, pensamos que merecia um tratamento mais condigno por parte dos organismos públicos locais. 





Turminha da Esperança organizou Torneios de Petanca

A Petanca é um jogo que nasceu em França, tendo alcançado neste país uma considerável expressão social. Este desporto inclusivo para todas as faixas etárias consiste no lançamento de uma série de bolas metálicas que deverão ficar o mais próximas possíveis de uma pequena bola de madeira (denominada de cochonette) que é lançada previamente. Os lançadores devem ficar dentro de um pequeno círculo (e com os pés praticamente juntos) de forma a arremessar as bolas. 
A Turminha da Esperança tem ajudado a fazer renascer esta tradição desportiva, e muito o deve ao seu membro José Marques da Silva que esteve em França, onde se havia inteirado dos pressupostos desta modalidade que ali chegou a praticar.
Dentro deste contexto, a Turminha realizou torneios nos passados dias 20 e 27 de Agosto, e ainda nos dias 3 e 14 de Setembro. Alguns alunos da colectividade aderiram à iniciativa que decorreu em terrenos sitos nas praias de Silvalde, Paramos e Esmoriz. 
Em jeito de rescaldo final, os Torneios de Petanca têm ajudado a reforçar amizades, incrementando o convívio social e o desenvolvimento de uma prática desportiva saudável.





Imagem nº 1 - Um dos torneios realizou-se em frente ao Bairro Habitacional da Boa Esperança, no lugar da Praia de Esmoriz.
Direitos da Foto: João Dinis

domingo, 22 de setembro de 2019

Versos Cá da Terra XXV



O Voo do Passarinho
(Soneto da autoria de Sandra M. Rocha)


Passarinho que vais a voar
Para onde voas, para onde vais?
Vais pelo mundo a esvoaçar
Até não poderes mais.

Cais pelo chão magoado
Não te consegues levantar
Mas esse não é o teu fado
E tornas então a esvoaçar.

Olhas para trás e estás perdido
Estás com medo do real
De enfrentar o desconhecido

Voa Passarinho, voa livremente
Dá asas à tua imaginação…
Porque te encontraste finalmente!



Poema escrito a 28 de Maio de 1993



Resultado de imagem para voo do passarinho

Imagem retirada de: Wallhere
Para consultar textos e poemas de Sandra M. Rocha visite: https://smrocha.wordpress.com/

Rubrica Perspectivas Descomprometidas (Tema III - "A Boatomania")

A «Boatomania»

As redes sociais são profícuas em «boatomania»: as redes sociais e, subsequentes fontes jornalísticas, que, muitas, vezes, são tão rigorosas que elevadas ao infinito, continuariam a dar 0 ou próximo de 0. E o povo, segue, muitas vezes, a manada sem sequer se questionar, sem sequer tentar saber se o que leu é ou não verdade. 
Chovem chorrilhos de disparates! Uns atrás dos outros e, a reputação do ou dos visados, é logo colocada na lama! Nem interessa questionar a veracidade: afinal, estava escrito naquele jornal, afinal foi ouvido na televisão, na rádio, leu no Facebook, o Beltrano disse a Fulano. Então, não deve ser mentira, pensam!
Mas quantas mentiras há por aí disfarçadas tipo lobos em pele de cordeiro.
A proliferação de notícias falsas é de tal forma avassaladora, que já se torna bastante difícil destrinçar o que é verdadeiro daquilo que é falso. No entanto, a vida, a reputação de alguém, podem ser «destruídas» pelo poder dos boatos.
Logicamente, que, se não desse dinheiro a ganhar a alguém, não haveria tanta necessidade de as fazer circular.
Obviamente, que este fenómeno, não é novo, mas com a repercussão das novas tecnologias e das redes sociais, as notícias falsas parecem correr à velocidade da luz.
Estas notícias costumam ser sensacionalistas e apelam às emoções do leitor.
A difamação tem um poder destrutivo, mas as pessoas pensam que estão a fazer o certo? Mas e quem é visado? E se não for assim como pintam? Como se sentirá essa pessoa, ou pessoas, sabendo estão a ser arrastados para a lama?
Agora, sobretudo, com as legislativas à porta, a «boatomania» torna-se mais perigosa e lá corremos todos nós o risco de ir atrás do disse que disse, do que se escreveu aqui ou ali.
Nem todas as pessoas sabem respeitar os adversários e tudo serve para enxovalhar: respeito, deveria ser o principal, mas o ser humano é mesmo assim. O pior, são aqueles que abusam desse «privilégio» e levam os outros atrás.
Boatos, fofocas, perpetradas pelas Brízidas Vaz do século XXI. Só que podem ser bem mais perigosas do que se imagina.


Ana Roxo
22 de Setembro de 2019





sábado, 21 de setembro de 2019

Sporting Clube de Esmoriz foi um dos destaques do Canal 11

O Canal 11, estação televisiva afecta à Federação Portuguesa de Futebol, efectuou uma reportagem na nossa cidade, incidindo em especial sobre a história e os pergaminhos desportivos do Sporting Clube de Esmoriz. No entanto, não se falou apenas de futebol, pelo que se faria igualmente referência à Barrinha, à Arte Xávega e à Praia de Esmoriz. Os jornalistas procuraram divulgar ainda as tradições que definem a nossa urbe. 
Relativamente ao jogo de hoje, o Sporting Clube de Esmoriz perdeu em casa diante da AD Ovarense por 1-2, contabilizando uma vitória e uma derrota na Divisão de Elite de Aveiro.




Direitos da Foto - Canal 11
(Partilhada por Victor Lima nas redes sociais)

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Razia de repartições bancárias em Esmoriz?

Actualmente, Esmoriz tem seis bancos, mas em breve, poderá ver esse número a diminuir drasticamente. O BCP irá encerrar no final deste mês. Correm rumores (não confirmados) de que o Banco Santander poderá ser o próximo a fechar. Nem a Caixa Geral de Depósitos nem o BES - Novo Banco estão seguros num futuro próximo, embora a sua continuidade esteja, para já, assegurada.
O Montepio, presente na Avenida 29 de Março, é para já aquele que permanece de pedra e cal com um futuro sólido na nossa urbe. Todos os outros estão, para já, com incertezas a pairar nos seus horizontes.
Muitos cidadãos têm vindo a expressar a sua preocupação pelo sucedido e lamentam que Esmoriz esteja a cair no esquecimento. Outros vêem com maus olhos o cenário de gastar mais dinheiro/gasolina em deslocações porque terão de ir a outras repartições da região. Mas há quem também não dramatize muito o assunto, alertando que Esmoriz até tem, neste momento, bancos a mais, e por isso, se dois ou três fecharem, não será um mal maior no seu entender.
Os bancos portugueses têm, na sua generalidade, apostado recentemente numa estratégia de diminuição de custos que se repercutirá na eliminação de várias repartições periféricas.
Neste momento, a Junta de Freguesia de Esmoriz tenta entrar em campo para se inteirar da realidade, procurando sensibilizar alguns directores bancários locais para que o funcionamento possa permanecer nos próximos tempos. No entanto, pelo que apuramos esta não será uma tarefa fácil porque várias das decisões emanam das estruturais centrais.





quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Hoje vamos a uma exposição virtual

Um pouco de cultura nunca fez nada mal a ninguém, e então se a produção intelectual veiculada conhece uma costela esmorizense, esta é então mais uma razão para publicarmos uma reportagem especial. Hoje iremos abordar parte da história de vida e do legado artístico de Isabel de Sá.
Dentro deste contexto, Isabel de Sá nasceu em Esmoriz a 8 de Setembro de 1951. Esta senhora nasceu com uma vocação brilhante para a escrita, com os seus poemas de amor, de nostalgia e existencialismo a serem folheados por milhares de leitores. Outros temas como a infância, o erotismo, a morte, os desencantos e as inquietações da vida são igualmente visíveis. O recurso recorrente a uma linguagem metafórica e à desconstrução/fragmentação do ser constituem igualmente evidências que podemos destacar na escritora.
Ela viria a publicar muitos dos seus poemas em revistas e antologias. Também colaboraria em páginas de cultura do Jornal de Notícias, Diário de Lisboa, Diário Popular, etc.
Também viria a ser autora dos seguintes livros de poesia: Esquizo Frenia (1979), 5 Folhetos Poéticos (1980), O Festim das Serpentes Novas (1982), Bonecas trapos suspensos (1983) Desejo ou Asa Leve (1983), Autismo (1984), Restos de Infantas (1984), Nervura (1984), Em Nome do Corpo (1986), Escrevo Para Desistir (1988), O Avesso do Rosto (1991), O Duplo Dividido (1993), Erosão de Sentimentos (1997), O Brilho da Lama (1999), Repetir o Poema (2005).
No início desta digressão pela sua erudição, transcreveremos dois poemas seus:



Poema nº 1 - O PRINCÍPIO DA REALIDADE



Se a arte
não for insubmissa
se não permanecer
desobediente
e não escapar ao controlo
é o quê?


Se a arte
não for insurrecta
se não permanecer
pedra viva escaldante
é o quê?
a arte
se não disser Eu Sou?


Isabel de Sá, in revista Brilho no Escuro nº2, Setembro. 2009



Poema nº2 - NÃO SE PASSA NADA


Nada de cinismo
a vida é boa
ainda não há guerra
nem peste nem fome.


Ninguém cospe no teu rosto.


O fruto cai da árvore
a fêmea é fértil
o macho vigoroso
as crias alegram o prado
e o sol brilha brilha.


A ciência não pára
de nos surpreender
e dar conforto:
nascer crescer ser velho
e falecer. Moléculas
átomos e neutrões
amparam-nos na queda
dizem-nos o que é o amor.


O amor também é feito
de vermes e bactérias.
A sua chama
transforma os nossos corpos
na mais bela cinza.


Isabel de Sá, in O binómio de Newton E a Vénus de Milo - Antologia. ALETHEIA Editores, Lisboa, Novembro. 2011



Mas não nos fiquemos por aqui. Começamos com a Literatura, mas agora vamos para a Pintura. Isabel de Sá formou-se em "Artes Plásticas/Pintura" pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. No ano de 1977, inaugurou a sua primeira exposição nas galerias "Dois" e "Alvarez" no Porto. A partir daí começaria uma maratona de exposições individuais e colectivas que tiveram lugar em vários sítios. Isabel iria fazer exposições nas Galerias Opinião (Lisboa, 1978/1979), Árvore (Porto, 1979, 1983, 1987, 1990 e 1993), Espaço A-Clube 50 (Lisboa, 1983 e 1986), Labirinto (Porto, 1992), Augusto Gomes (Matosinhos, 1988), Símbolo (Porto, 2005 e 2007), entre outras!
Em 1983 participa na exposição colectiva da I Bienal de Chaves, onde alcança o seu primeiro prémio de carreira nesta área. Viria ainda a ser distinguida com o Prémio Nadir Afonso atribuído em memória do celebre pintor, arquitecto e pensador português que viveu entre 1920 e 2013.
Agora é pois altura de contemplarmos algumas das magistrais pinturas de Isabel de Sá que lhe granjearam um elevado reconhecimento.





















Não há dúvidas de que a sua arte faz repercutir todo um conjunto de vivências sociais e não é de estranhar que todas estas pinturas tenham sido exibidas em galerias portuguesas de elevado renome. Como podemos constatar, a idealização do abstracto também está patente nestas obras.
Isabel de Sá ainda é viva (conta com 68 anos à data da realização deste artigo), e esperamos que ela não se importe com esta pequena homenagem que decidimos prestar ao seu legado. As suas mãos revelam dons ímpares para a escrita e para a pintura. O seu pensamento é complexo e enriquecedor. É uma artista completa, e muitos em Esmoriz, se calhar nunca ouviram falar dela. E isso é algo que o nosso site terá sempre de ajudar a corrigir socialmente porque temos de valorizar os nossos, dar visibilidade a quem merece.
Na poesia, sempre tivemos grandes ou bons escritores que viveram em Esmoriz (ou que tiveram uma ligação a esta terra). Florbela Espanca por cá passou entre os anos de 1924-1927 (apesar de ser natural de Vila Viçosa), Alexandre Castro Soares, Boanerges Cunha, Saúl de Oliveira (este também compôs poesia) e António Maria integraram uma geração seguinte de grande respeito pelos pergaminhos desta arte. Mais recentemente, podemos adicionar os nomes de Agostinho Fardilha, Francisco Pinho, Manuel Sá, Ana Roxo, Silvino Gomes, Eva Estrela e Susana Cruz que também têm redigido poemas de qualidade. Mas claro não nos podemos esquecer que Isabel de Sá está na vanguarda desta derradeira fornada de génios literários naturais ou residentes em Esmoriz.
Na pintura, confesso que não estou muito a par dos feitos esmorizenses. Bem Lérias é actualmente uma referência das artes plásticas visto que revela bom gosto e um sentido de excelência naquilo que produz. Ficamos rendidos à forma como ela elabora os seus azulejos e os mais diversificados artigos de decoração. Se calhar não tão conhecida pelo público local, temos ainda Sandra M. Rocha que também se dedica a pintar retratos de pessoas bem como a esboçar a própria natureza (mediante a exibição de alguns animais).
O Padre Aires de Amorim, na sua monografia "Esmoriz e a sua História", refere Maria Clara Leça Alves da Silva (natural do lugar de Matosinhos em Esmoriz, onde nascera em 1954) que terá concluído o curso na Escola Superior de Belas Artes do Porto em 1973, mas pouco sabemos ainda sobre o seu percurso artístico.




Natural de Esmoriz e residente no Porto, Isabel de Sá é, em simultâneo, pintora e poetisa de elevada categoria.