quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Pelo direito à vida e à liberdade...




Imagem nº 1 - Uma vítima a ser socorrida em Paris, depois do atentado contra as instalações centrais da revista satírica Charlie Hebdo.



É repugnante quando o terrorismo abomina, com total desconsideração, o maior bem que detemos - o direito à vida. O atentado dirigido à sede da revista satírica Charlie Hebdo (fundada em 1969) em Paris resultou em 12 mortos, entre os quais 8 jornalistas (incluindo cartoonistas e o director da publicação - Stephane Charbonnier), 2 polícias, 1 visitante e 1 funcionário da redacção. Há ainda cerca de 20 feridos, alguns em estado grave.
Mesmo que as publicações satíricas desta revista tivessem ultrapassado, por vezes, os limites eticamente aceitáveis (parece ser por exemplo o caso dos cartoons editados que zombavam sobre Maomé), a verdade é que nada justifica o derramamento de sangue. 
Apesar de não me rever na política editorial da revista em questão, repudio qualquer acto de terrorismo apenas veiculado por extremistas que querem difundir o medo no nosso velho continente, o qual é para todos os efeitos, aquele que mais valoriza o direito à vida. Sim, porque nós abolimos a pena de morte que se calhar até era bem aplicada em casos excepcionais e monstruosos como este. 
A Europa tem de defender urgentemente a sua identidade. Por exemplo, é altura pois de combater o Estado Islâmico (o único que aplaudiu este atentado desumano, ao contrário de todos os outros que condenaram), enviando exércitos multinacionais que defendam a dignidade humana e terminem com a barbárie. Além da luta contra o terrorismo e o necessário controlo da imigração (que deve ser mais apertado em relação às gentes provenientes de países mais extremistas), é necessário igualmente pugnar por um jornalismo isento que promova a paz e o entendimento mútuos, e que não alimente a discórdia e a provocação gratuitas.
Se todos conseguirmos remar para o mesmo fim, acredito piamente que o futuro poderá ser mais risonho, com menos guerras e ataques terroristas.
Uma coisa é certa - 2015 começou da pior forma, com mais derramamento de sangue... O clima de boas festas, assente na harmonia e na paz, já terminou, desta vez, mais cedo até do que é costume. 
Enquanto o ódio se manifestar, irá continuar a haver muita gente inocente a ser morta em nome dum Deus (o verdadeiro ama a paz e a compaixão) ou duma política extremista completamente deturpados por mentores maquiavélicos.
Exposto tudo isto, envio condolências aos familiares das vítimas e espero que as 12 almas possam agora repousar em paz. 

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