
O caso ocorreu em Outubro de 2013, dois meses depois de a ofendida ter terminado o relacionamento com o arguido, que durava há cerca de três anos, saindo da casa onde ambos residiam. Durante a primeira sessão do julgamento, o colectivo de juízes ouviu as declarações da ofendida, que acusou o ex-companheiro de ter infringido maus tratos físicos e psíquicos a si e ao filho mais velho, durante o tempo em que viveram juntos. “Ele batia-me com pontapés e murros e obrigava-me a dormir no chão. Uma vez, depois de me agredir, tirou-me as chaves de casa e saiu, deixando-me trancada com os meus filhos para não pedir ajuda”, relatou a mulher.
A ofendida referiu ainda que depois de ter saído de casa, recebeu várias mensagens anónimas por telemóvel, com ameaças de morte. Segundo a acusação do Ministério Público, o suspeito tomou conhecimento da nova morada da ofendida e, na tarde do dia 10 de Outubro de 2013, deslocou-se ao local e “pegou fogo a umas listas telefónicas que largou para o interior dos anexos”. As chamas propagaram-se às portas e paredes dos anexos e originaram a derrocada da cobertura, destruindo todo o recheio da casa. De acordo com os investigadores, o incêndio só não atingiu maiores proporções devido à rápida intervenção dos bombeiros que evitaram que o fogo alastrasse a outras habitações circundantes. (Ovar News com Lusa)
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