quarta-feira, 15 de abril de 2020

Em diálogo com Domingos Silva

Hoje é dia de falarmos com Domingos Silva, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Ovar. Vamos tentar saber como ele tem encarado este contexto adverso provocado pela propagação do COVID-19.



1 – Olá Sr. Domingos Silva. A autarquia decidiu, desde cedo, enveredar pela imposição de uma Cerca Sanitária em redor do concelho. Olhando para os resultados actuais, acredita que esta determinação conheceu um resultado eficaz? 📌

R: Manda o rigor da informação, que se esclareça que não foi a autarquia que impôs qualquer “Cerca Sanitária”, mas sim a Autoridade de Saúde Regional, que por determinação do seu responsável, Dr. João Pedro Pimentel, em 17/03/2020, mandou encerrar todos os estabelecimentos comerciais e de serviços não essenciais, bem como a limitação de movimentação, de pessoas, de e para o Concelho de Ovar, devido à existência de perigo para a Saúde Pública, nomeadamente de risco de contágio de COVID. Esta determinação inicial, para o período de 18/3/2020 a 02/04/2020, foi prorrogada, nos mesmos termos, para o período de 3/04/2020 a 18/04/2020.



2- Em que sentido a criação do Gabinete de Crise foi essencial para travar o contágio do COVID-19? 📌

R: A criação do Gabinete de Crise, surgiu com a Ativação do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, por parte do Senhor Presidente da Câmara, a partir das 17h30m do dia 17/03/2020. A criação desta estrutura, que funcionou até presidida pelo Presidente da Câmara Salvador Malheiro e que integra, entre outros, Vereadores em regime de permanência e colaboradores da CMO, Juntas de Freguesia do Município de Ovar, Comandante do Aeródromo de Manobras n.º 1 – Força Aérea Portuguesa, Bombeiros Voluntários de Esmoriz e Ovar, PSP, GNR, ASAE, Autoridade de Saúde Local, ACES Baixo Vouga, Hospital de Ovar, INEM, Cruz Vermelha – Núcleo de Ovar e Segurança Social, foi determinante na forma como foi abordada esta pandemia no nosso território e que permitiu não só conter o contágio como acudir a todas as situações que foram surgindo diariamente.



3 – Como é que explica que os números da DGS e aqueles comunicados pelo Município não tenham vindo a coincidir? 📌

R: Os números que são divulgados pela CMO, são os números fornecidos pelo ACES Baixo Vouga no Gabinete de Crise. A diferença relativamente aos dados publicados diariamente pela DGS, no limite, poderiam diferir em 1 dia. Mas aí a diferença não seria significativa.



4 – Além dos danos humanos, a pandemia vai trazer também consequências económicas. Estão a ponderar um plano municipal de apoio às famílias e empresas? 📌

R: A CMO está a preparar, no âmbito das suas competências, um conjunto de medidas de apoio à economia local que a todo o tempo serão divulgadas. No imediato, foram reforçados os apoios ás famílias carenciadas, no âmbito do Fundo de Emergência Social, e isentadas as rendas de habitações propriedade da CMO.



5 – Por fim, aproxima-se a época balnear. Acredita que o concelho de Ovar conseguirá desfrutar de um Verão normal? As receitas dos comerciantes e demais responsáveis da restauração não serão afectadas? 📌

R: Obviamente que este ano não teremos um “Verão normal”. Na nossa perspetiva, enquanto não existir um Plano de Vacinação COVID, a nossa vivência comunitária terá que sofrer muitos ajustamentos. Teremos que reinventar o circuito económico, assim como as formas de convívio social. Serão muitos os setores da atividade económica afetados, em particular os da restauração e turismo, mas, tal como no passado, não temos dúvidas que sairemos vencedores. Nada mais será como dantes, mas teremos obrigação de continuar a acrescentar valor ainda que de outra forma.


Agradecemos o tempo que nos concedeu.
Um abraço




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