"O mar e o amar"
(Poema da autoria de António Maria*)
Deixai-me viver calmo e sossegado
Ouvir o mar bramir mesmo no Inverno.
- O vento, embora forte, é sempre terno
Por entre o pinheiral abandonado.
Comove-me a tristeza de uma praia
Nos meses de abandono e solidão.
- Oh! Meu amor, aperta a minha mão
Quando no mar, à tarde, o sol desmaia.
Voam gaivotas mesmo rente às águas
Passam ao longe as aves migradoras,
O sol da tarde faz as vagas louras,
O mar e o amor afogam minhas mágoas.
Deixai-me viver calmo e sossegado,
Ouvir bramir o mar mesmo no Inverno.
- O vento, embora forte, é sempre terno
Por entre o pinheiral abandonado.
Imagem nº 1 - O pôr do Sol na Praia do Cantinho (Esmoriz) em Fevereiro de 2018.
Foto da nossa autoria
* António Maria nasceu em 1935, no lugar da Boavista, em Esmoriz, e faleceu em 2016. Foi licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Chegou a ser presidente (interino ou substituto) da Junta de Freguesia de Esmoriz e deputado na Assembleia Municipal de Ovar. Chegou ainda a ser Director do Jornal A Voz de Esmoriz e chegou a ser correspondente do Diário de Notícias. Em termos de carreira, apostou muito na área da construção.
Poema retirado de: SILVA, António Maria - Os Meus Versos. Estarreja: Litográfica Estarrejense, 1991.
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